24 Outubro 2021, Domingo
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Baía do Tejo reafirma-se como casa de excelência para as artes e negoceia chegada de novo arquivo

Jornadas Europeias do Património levaram centenas de visitantes ao parque empresarial para apreciar o rosto da arte

 

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Em negociações para receber mais um espólio na sua “Cidade dos Arquivos”, a Baía do Tejo reafirma-se como espaço privilegiado “para a cultura e artes”. Segundo Sérgio Saraiva, administrador deste parque empresarial sediado no Barreiro, “as actividades deste território tendem a ser cada vez mais diversificadas, com o objectivo de o tornar um espaço de acolhimento não só para a indústria pura e dura, mas também para as indústrias criativas”.

E, para Sérgio Saraiva, é precisamente esta “diversidade” que permite ter “mais actividade económica na Baía do Tejo”, actualmente com 238 empresas sediadas. Uma dinâmica que permite abrir o território a novos públicos, “que sem esta diversidade não visitariam o espaço”.

Exemplo da nova “reinterpretação do território” é mais um empresário das artes que se pretende fixar na Baía do Tejo. “Alguém que já trabalhava com o artista plástico Vhils e que decidiu também mudar-se para o parque”.

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Outros exemplos de diferenciação são a PADA STUDIOS, as apresentações da OUT.RA – Associação Cultural e do Colectivo Sul e Sueste, assim como o Museu Industrial da Baía do Tejo. Um edifício que marcou a última década pela forma como leva o público em viagem ao passado da CUF, “e desde 2010 já recebeu 20 mil visitantes”.

Sérgio Saraiva afirma mesmo que “haverá poucos espaços no país com esta dinâmica, industrial e cultural, a interligar áreas do conhecimento, residências artísticas e arquivos”.
Um papel de cicerone das artes, que a Baía do Tejo voltou a assumir nos dias 25, 26 e 27 de Setembro, enquanto entidade facilitadora de espaços para centenas de artistas exporem as suas obras, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.

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O desafio da folha A4 no edifício AQUATRO

Frederico Vicente, membro do Colectivo Sul e Sueste que participou nas Jornadas Europeias do Património com a exposição “Quantos ÁQUATRO cabem no ÁQUATRO”, afirma que “a permeabilidade do parque ao mundo artístico torna-o um espaço de excelência”. Local com “todas as condições para empresas das indústrias criativas se fixarem na margem sul do Tejo”.

E foi com esta faceta multidisciplinar que as Jornadas Europeias do Património movimentaram centenas de visitas. Só a mostra do Sul e Sueste, “Quantos ÁQUATRO cabem no ÁQUATRO”, “recebeu 300 pessoas nos dias 26 e 27”, revela Frederico Vicente.
A exposição esteve patente no edifício AQUATRO e representou o desafiou lançado a 100 artistas, para produziram uma obra em formato A4, “confrontando-os com este limite”. O resultado foram “100 peças únicas, algumas da quais foram vendidas por 20,00 Euros”. Outras o colectivo espera “em breve” colocar à venda online.

Momento de simultaneidade foi único

As Jornadas Europeias do Património, que em Portugal foram promovidas pela Direcção-Geral do Património Cultural, foram ainda o momento para mais seis entidades apresentaram a sua produção artística e cultural, em simultâneo, na Baía do Tejo. “Aliás o parque recebe com frequência dinâmicas associadas às artes, mas nunca tinha recebido uma com esta dimensão e simultaneidade”, destaca Sérgio Saraiva.

A PADA STUDIOS apresentou a exposição colectiva de artistas nacionais e internacionais, sobre o tema “O que não temos podemos criar”, numa alusão à mensagem pela qual ficou conhecido Alfredo da Silva, homem da CUF: “o que o país não tem a CUF cria”.

Já pela mão da OUT.RA – Associação Cultural, esteve em apresentação a exposição “Aerossol”, de Joana da Conceição.

E no edifício AQUATRO, além da mostra do Colectivo Sul e Sueste, brilhou a mostra do Instituto Universitário de Lisboa sobre contributos que resultaram da conferência internacional “TUR – Techonopolitics in Urban Regeneration”.

A Ephemera marcou um dos pontos altos das jornadas, com a exposição “Cartazes Políticos, Património da Democracia” e uma tertúlia sobre o mesmo tema com lotação esgotada.

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