Rui Ribeiro Rei, afirmou que 11 milhões de pessoas foram transportadas na rota do Barreiro, sete milhões entre Cacilhas e o Cais do Sodré e três milhões de passageiros na restante operação
A Transtejo transportou 21 milhões de passageiros em 2025, segundo o presidente da empresa, que hoje anunciou novas ligações entre as margens do Tejo, a aposta em navios elétricos e a intenção de os tradicionais cacilheiros serem barcos turísticos.
Numa cerimónia para assinalar os 50 anos da empresa que liga Lisboa à margem sul, a bordo de um dos novos navios 100% elétricos, o presidente da TTSS – Transtejo Soflusa, Rui Ribeiro Rei, afirmou que 11 milhões de pessoas foram transportadas na rota do Barreiro, a maior operação da empresa, sete milhões de utentes entre Cacilhas e o Cais do Sodré e três milhões de passageiros na restante operação.
Segundo o responsável, a empresa prevê ter, até abril, o estudo do novo terminal de Cacilhas, um “interface que colocará as embarcações, o metro e os autocarros com a TML [Transportes Metropolitanos de Lisboa] do lado de lá”.
O responsável destacou ainda que a TTSS recebeu recentemente os resultados do primeiro estudo para uma ligação de Algés à Trafaria, que pode ser testada em 2027, e está a estudar uma possível ligação da margem sul ao Parque das Nações.
Já os típicos cacilheiros poderão ser utilizados em operações turísticas no Tejo, afirmou, salientando ainda que os terminais públicos vão também servir os “operadores privados de serviço de turismo no Tejo” e assim “ser fatores geradores de tráfego e de receita para o serviço público”.
Segundo Rui Ribeiro Rei, a frota total da empresa é de 29 navios, 10 deles elétricos, sendo que nem todos funcionam em permanência.
Até outubro funcionavam três navios elétricos na rota do Seixal e em 01 de novembro foi aberta a operação de Cacilhas, onde funcionam três navios elétricos a par de navios a diesel, mas onde a oferta deverá ser 100% elétrica durante o mês de fevereiro.
“Durante a próxima semana vamos recomeçar a operação elétrica do Montijo, que ainda tem desafios porque temos que construir um novo pontão. Aproveitamos a presença do senhor secretário de Estado das Finanças para lhe dizer que o mundo pula e avança e, portanto, nós precisamos de continuar neste caminho de fechar este projeto e, sem esse investimento no Montijo, temos dificuldade de pôr a operação toda elétrica a funcionar, mas vamos começar a fazê-lo”, explicou.
Os navios a diesel serão reparados para reforçar as rotas da Trafaria, Porto Brandão e Belém.
Rui Ribeiro Rei destacou ainda que a estabilização da frota permite o fim das supressões de barcos e salientou que 92% das supressões existentes terminaram em novembro de 2025.
“Temos hoje mais 75 mil lugares por mês disponibilizados aos nossos cidadãos para fazer esta oferta. Estamos disponíveis para ajudar na travessia do Tejo e poder partilhar com a Fertagus a vinda para aqui de mais alguns utilizadores, que é importante para todos. Fazemos mais 34 ofertas de navios do que fazíamos até outubro”, afirmou.
Na cerimónia de 50 anos da TTSS, que contou com a intervenção do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, além de outros dirigentes das transportadoras da Área Metropolitana de Lisboa, foram homenageados mais de 30 trabalhadores que, em 2025, completaram 40, 30 e 20 anos de carreira.