Transtejo Soflusa anuncia reforço da operação em Cacilhas e no Barreiro

Transtejo Soflusa anuncia reforço da operação em Cacilhas e no Barreiro

Transtejo Soflusa anuncia reforço da operação em Cacilhas e no Barreiro

Anúncio foi feito no Terminal Fluvial do Cais do Sodré, em cerimónia que contou com a participação de Durão Barroso

O presidente do Conselho de Administração da Transtejo Soflusa (TTSL), Rui Ribeiro Rei, anunciou o reforço da operação da empresa no Terminal Fluvial de Cacilhas. A operação no terminal, “que começava às 5h20, vai passar a começar às 5 da manhã e terminará às 2h30 da manhã” a partir do dia 8 de junho.

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O anúncio foi feito na última quinta-feira, num evento de comemoração dos 50 anos da empresa, que decorreu no Terminal Fluvial do Cais do Sodré e que contou com a participação de José Manuel Durão Barroso, primeiro-ministro português entre 2002 e 2004. O evento serviu também para assinalar os 22 anos daquele terminal de Lisboa, que foi inaugurado no dia 10 de maio de 2004 precisamente por Durão Barroso, então chefe do Governo.

Rui Rei lembrou que o Rio Tejo “é um fator de unidade e não um fator de divisão, que une e não divide”, e assumiu: “Estamos a procurar [fazer] crescer esta oferta de transporte público de passageiros”. Nesse âmbito, além do reforço da operação em Cacilhas, adiantou que a operação no Barreiro também será reforçada. “Porque entre as 6 e as 7 horas da manhã temos três, quatro, cinco navios a saírem todos com a lotação máxima, 700 passageiros. Nós estamos aqui para melhorar este serviço e é o que iremos fazer a partir do dia 8 de junho”, disse.

Já Durão Barroso debruçou-se sobre a construção e inauguração do Terminal Fluvial do Cais do Sodré. E afirmou sentir-se “muito identificado com a obra” e o seu impacto. “Sei o que isto significa para as pessoas desta região, na região da Grande Lisboa, […] Almada, Seixal, Barreiro, etc.”

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Admitiu ter ficado surpreendido com o convite da TTSL para estar presente nesta sessão e revelou: “Disse logo que sim, porque isto vem bulir com coisas da minha memória e da minha infância, mais do que com a minha vida como primeiro-ministro, porque muitas vezes atravessei o Tejo nos velhos cacilheiros”, salientou, sem deixar de recordar momentos de uma vida.

“A minha mãe, para estar perto dos irmãos e também do pai dela […], decidiu mudar de Lisboa para a Cova da Piedade. Fui para a Cova da Piedade, mas continuava a estudar no Liceu Camões”. Mas, isso obrigava-o a atravessar o rio. “Lembro-me que passei o Tejo nos velhos cacilheiros inúmeras vezes”. No dia do terremoto de 1969, contou, “não havia greve”, então apanhou o cacilheiro e foi nesse dia “o primeiro aluno” à escola, como acontecia, recordou, várias vezes.

Contou também que no 25 de abril de 1974, quando ouviu o comunicado do Movimento das Forças Armadas no rádio, saiu de casa. Apanhou um dos cacilheiros para o Terreiro do Paço e encontrou os militares no Largo do Carmo. Um deles disse-lhe que não poderia passar porque estava em curso um golpe de estado. “Mas o que é um golpe de estado?, perguntei-lhe. Não sei, disse o senhor. Então se não sabe deixe-me passar. E deixou-me passar […], assisti literalmente à queda do regime dos 48 anos, estava lá no Largo do Carmo de frente”, recordou.

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Após as intervenções, Durão Barroso descerrou uma placa comemorativa do terminal e fez uma travessia de barco do Cais do Sodré até Cacilhas. O evento contou ainda com a presença de Pedro Botelho, um dos arquitetos do edifício, e de João Franco, ex-presidente do Conselho de Administração da TTSL.

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