23 Maio 2024, Quinta-feira

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Incidente em Lisboa atrasa Montenegro em Almada. Mortágua afirma contas erradas da direita

Incidente em Lisboa atrasa Montenegro em Almada. Mortágua afirma contas erradas da direita

Incidente em Lisboa atrasa Montenegro em Almada. Mortágua afirma contas erradas da direita

Líder da AD vai processar activista do clima. Mortágua afirma estar ao lado de pensionistas e jovens

No arranque da campanha eleitoral para as legislativas 2024, a coordenadora bloquista, Mariana Mortágua, esteve na segunda-feira em Almada numa arruada coordenada pela irmã, Joana Mortágua, cabeça-de-lista do BE pelo círculo eleitoral de Setúbal. Prometeu a pensionistas, jovens e contribuintes que o BE vai desfazer as “contas erradas e o abuso” da direita, mas também superar os bloqueios deixados pela “maioria absoluta desastrosa” do PS.

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Ontem, quarta-feira, Almada esperava Luís Montenegro numa arruada junto ao Café Central, no centro da cidade, mas o líder da AD falhou o encontro por ter sido ‘atacado’, de manhã, durante a visita à Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) por activistas do clima que lhe derramaram tinta verde em cima.

Apesar de ter cancelado a visita à cidade de Almada, Luís Montenegro manteve o almoço agendado com pescadores na Costa da Caparica e disse que vai formalizar uma queixa contra o activista que o atingiu com tinta verde à entrada da BTL, e que era “mais fácil” os activistas climáticos terem conversado sobre as questões do ambiente, porque a AD está “aberta” a essas questões.

Sobre o episódio que foi condenado, de imediato, por todas as forças políticas, a cabeça-de-lista da AD pelo Distrito de Setúbal, Teresa Morais, lembrou que estes actos “condenáveis” são “irracionais” e têm atingido não só governantes com também museus. E acrescentou: “não vão parar a campanha eleitoral da AD”. Ao mesmo tempo, deu nota de que o programa eleitoral da coligação AD “manifesta expressamente preocupações com as alterações climáticas” e apresenta “um conjunto de políticas para defesa do ambiente”.

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Entretanto, a PSP já informou que deteve o activista que atingiu com tinta verde o presidente do PSD, Luís Montenegro, e identificou outros quatro jovens.

Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública refere que detectou um grupo de jovens com comportamentos suspeitos nas imediações Feira Internacional de Lisboa, onde está a decorrer a BTL, tendo apurado que pertenciam a uma organização ambientalista.

Segundo a PSP, quatro dos cinco activistas do grupo foram abordados de imediato pela polícia e tinham na sua posse uma lata de tinta que foi apreendida, mas um dos jovens “não foi monitorizado em tempo, motivo pelo qual conseguiu atingir” o líder da AD com tinta verde, bem como outros membros da comitiva.

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A PSP refere que o activista “foi de imediato interceptado e detido”, tendo sido apreendida a lata de tinta utilizada para cometer o ilícito criminal.

Entretanto, na segunda-feira, em Almada, Mariana Mortágua esteve no já tradicional comício na Incrível Almadense e teve na plateia o fundador do BE Francisco Louçã e, no palco, o também fundador bloquista Fernando Rosas.

A coordenadora do BE recorreu à expressão da véspera do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho de que “a coisa mais natural do mundo” seria a AD vencer as eleições para atirar às propostas da direita sobre impostos e segurança social.

“Quero dar uma garantia aos pensionistas, aos jovens, aos contribuintes: aqui está o Bloco de Esquerda, como sempre, para desfazer contas erradas, para desfazer o abuso que a direita gostaria de impor, e isso é certo como dois mais dois serem quatro”, disse, na recta final do discurso, num apelo ao voto a estes segmentos da população.

Mas não foi só à direita que a líder do BE apontou, comprometeu-se também a “superar todos os bloqueios que a maioria absoluta desastrosa do Partido Socialista deixou em Portugal”.

“Tudo aquilo que nos juntou neste partido que [ontem comemorou 25 anos] de história, de luta, de persistência, de mulheres, de homens que não desistem da promessa que Abril deixou, da promessa da nossa Constituição. Chamei a esse projecto que a Constituição nos deixou vida boa. Uma ideia radical que é, garanto-vos, a coisa mais natural do mundo”, enfatizou.

Para Mortágua, só o voto no BE pode virar a página de um passado, da maioria absoluta e “de todas as crises que se acumularam em Portugal”.

“É só o voto no Bloco de Esquerda que vai eleger deputadas e deputados que são capazes de impor o salário que paga a casa, de impor impostos justos, a escola e o hospital, a igualdade na vida”, defendeu.

Com Lusa

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