A edição 2026 vai passar por vários palcos e volta a incluir o Parque da Paz numa gala de ópera
O Festival dos Capuchos, que em 2026 vai para a sua 6.ª edição, decorre de 23 de maio a 24 de junho em várias salas do concelho de Almada. Além do Convento dos Capuchos, matriz do Festival, haverá concertos em espaços como o Teatro Municipal Joaquim Benite, o Auditório Fernando Lopes-Graça e, pela primeira vez, será realizada uma gala de ópera ao ar livre no Parque da Paz.
A inclusão do Parque da Paz como um dos palcos do Festival dos Capuchos teve a primeira experiência o ano passado e “foi absolutamente extraordinário”, comentou a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, na apresentação do programa do festival no passado sábado.
“Quando se vê a adesão, a vontade, a alegria com que as pessoas assistiram ao concerto. e agradeço muito à [Orquestra] Metropolitana, estou certa de que este ano vai ser de novo um momento muito especial do festival”, disse a autarca. E este ano o Parque da Paz recebe a Orquestra Metropolitana de Lisboa no concerto de encerramento do festival numa grande gala de ópera sob a direção de Pedro Neves.
Sob o tema “Amores & Humores”, a edição 2026 do Festival dos Capuchos, “brinca um pouco com a proximidade fonética destas duas palavras, mas também pela validade, pela complementaridade que existe entre os afetos e os estados de espírito, os humores da alma que variam entre a paixão e a ironia, a devoção, o riso e, portanto, temos aqui uma programação que vai, de facto, penso ser bastante atrativa”, referia Filipe Pinto-Ribeiro, diretor artístico do Festival dos Capuchos, na apresentação do programa.
Apresentação que decorreu no Convento dos Capuchos e terminou com o concerto de lançamento “Amores & Humores” com Filipe Pinto-Ribeiro e o agrupamento musical e geometria variável Juventus Ensemble.
No primeiro dia do festival, 23 de maio, o concerto de abertura conta com a Orquestra Sinfónica de paris “Consuelo”, no Teatro Joaquim Benite, e até 24 de junho vão ouvir-se várias atuações como Offidium Ensemble, Maria Mendes, Cédric Hanriot, Rectal Canto e Piano. A Flauta Mágica, Quarteto de Leipzig, entre muitos outros.
Além dos concertos o festival inclui conversas com o público com a curadoria de Carlos Vaz Marques dedicadas ao centenário da morte de Camilo Pessanha, 300 anos da publicação de “As Viagens de Gulliver” e a reflexão literária sobre o tema do festival. E ainda uma caminhada e masterclasses.
Inês de Medeiros, que lembrou que o Festival dos Capuchos “esteve adormecido durante 20 anos”, até renascer em 2021 “não fica atrás do Festival de Teatro”, este já um a marca do teatro em Portugal, organizado pela Companhia de Teatro de Almada.
Para a autarca não há dúvidas de que o Festival dos Capuchos 2026 vai ser um sucesso. “O melhor público é o de Almada”, frisou.
A apresentação do programa contou com a presença de José Pena do Amaral, membro do Conselho da Fundação ”la Caixa” em Portugal, e membro da Comissão de Responsabilidade Social do BPI, que apoiam o Festival dos Capuchos.