Produtores florestais querem Indicação Geográfica Protegida para “Pinhão de Alcácer”

Produtores florestais querem Indicação Geográfica Protegida para “Pinhão de Alcácer”

Produtores florestais querem Indicação Geográfica Protegida para “Pinhão de Alcácer”

O projeto, cofinanciado em cerca de 85% pelo Programa Alentejo 2030, através do Fundo para uma Transição Justa, conta com um investimento de 30 mil euros

A Associação de Produtores Florestais do Alentejo Litoral (ANSUB) vai liderar um projeto para a criação da Indicação Geográfica Protegida (IGP) do “Pinhão de Alcácer”, foi divulgado esta terça-feira.

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Em declarações à agência Lusa, o presidente da ANSUB, Pedro Silveira, explicou que a iniciativa visa “desenvolver a fileira do pinhão de Alcácer” e garantir uma “maior rentabilidade dos produtores florestais”.

“Com esta certificação temos vários objetivos e, se calhar, o aumento dos preços não é um deles, mas, no fundo, queremos desenvolver a fileira, diferenciar o produto” e obter financiamento “para fazer a promoção do pinhão”, revelou.

O projeto, cofinanciado em cerca de 85% pelo Programa Alentejo 2030, através do Fundo para uma Transição Justa, conta com um investimento de 30 mil euros. 

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Segundo a associação, a certificação pretende valorizar “as características únicas que distinguem este produto” e potenciar “os recursos e os ativos locais do litoral alentejano”. 

Em termos geográficos, a futura IGP “Pinhão de Alcácer” deverá abranger “os solos arenosos das bacias do Tejo e do Sado”, numa área que não se limita a Alcácer do Sal. 

“Chegámos à conclusão de que o fator diferenciador era ser pinhão produzido nas bacias de areia do Tejo e do Sado”, pelo que a área “é bastante superior” a este concelho do litoral alentejano, estendendo-se “até à Chamusca”, no distrito de Santarém.

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Para já, a ANSUB está a preparar o “dossiê técnico” para a apresentação do pedido de reconhecimento da IGP “o mais rapidamente possível”, indicou Pedro Silveira, estimando que o processo possa demorar “mais um ano”.

O projeto prevê igualmente a constituição de um Agrupamento de Produtores de Pinhão, ao qual poderá aderir quem pretenda comercializar pinhão certificado, que terá um papel central no processo de reconhecimento da IGP, realçou a associação. 

Segundo Pedro Silveira, o caderno de especificações da certificação deverá definir parâmetros técnicos como “o perfil de ácidos gordos e proteínas” e as dimensões do produto. 

Serão ainda definidas “a área geográfica abrangida, a forma de produção e os elementos que demonstram a ligação entre o pinhão e o território”. 

A certificação permitirá acompanhar a origem do produto ao longo de toda a cadeia, incluindo nas unidades de transformação, até chegar ao consumidor com o selo “Pinhão de Alcácer”. 

Questionado pela Lusa, o dirigente estimou que a produção de pinhão na região, ameaçada pelas alterações climáticas, as secas, os picos de calor e as pragas, ronde atualmente as mil toneladas.

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