A intervenção do Exército foi pedida pelo município e pela Proteção Civil distrital assim que os desmoronamentos se sucederam
O Exército Português, a pedido do Município de Alcácer do Sal e Proteção Civil, está a construir uma barreira de proteção provisória na encosta do castelo de Alcácer do Sal para proteger as casas dos recentes e mais frequentes que habitualmente deslizamentos de terras, cuja origem está a ser estudada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). Em causa, de acordo com o município, poderá estar a chuva constante e consequente saturação dos solos ou os trabalho de reabilitação das muralhas sul do castelo.
Fonte oficial da autarquia, explica que “a encosta do castelo de Alcácer do Sal é dinâmica e todos os anos se verificam pequenos deslizamentos de terras e pedras que normalmente caem para as estradas que circundam o morro. Face à maior frequência destes deslizamentos, foram contactados especialistas do LNEC, que fizeram uma avaliação no local, e foram vedadas à circulação essas mesmas estradas”.
A intervenção do Exército foi pedida pelo município e pela Proteção Civil distrital assim que os desmoronamentos se sucederam, em dimensão e frequência, anunciou o município durante o início da semana. Esta sexta feira, o município explica que foi criada “uma barreira de proteção provisória nas zonas onde ocorreram deslizamentos mais frequentes, de forma a proteger as casas que se situam no patamar abaixo” e encerrada toda a circulação, automóvel e pedonal, na estrada do Miradouro da Encosta (bairro da Graça) e na estrada de Santa Luzia.
O LNEC e o Património Cultural IP vão agora apurar sobre a origem dos deslizamentos de terra. De acordo com o município de Alcácer do Sal, “o Património Cultural IP contratou um perito, engenheiro geólogo, para fazer um estudo/peritagem para verificar se as obras em curso (reabilitação nas muralhas sul do Castelo) podem ter impacto suficiente para estar na origem do maior número de deslizamentos de terras ou se estes apenas resultam das chuvas constantes e consequente saturação dos solos. Até que esta questão esteja esclarecida, estão suspensos os trabalhos mencionados.
As muralhas sul do Castelo de Alcácer do Sal estão a ser alvo de um trabalho de reabilitação/construção que se iniciou há alguns meses. A autarquia alcacerense avança que “este trabalho implica operações de compactação (para criar a taipa, material no qual foram originalmente construídas as muralhas) e de esmagamento de pedras (para os alicerces dos troços mais danificados). Ambas as operações produzem vibrações nos solos”. Em paralelo, o “município de Alcácer do Sal tem estado em contacto permanente com o LNEC. Na próxima segunda-feira, está novamente prevista a deslocação de um técnico do LNEC, para dar início a um estudo destinado à consolidação definitiva da encosta”.