Cruz Vermelha Portuguesa e Fundação Galp juntaram-se para, esta quinta-feira, ajudarem os negócios afetados pelas intempéries do início do ano
A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e a Fundação Galp atribuíram apoios financeiros a 65 pequenos empresários afetados pelas tempestades extremas e inundações que atingiram Portugal no início deste ano. A iniciativa foi assinalada na quinta-feira, no Auditório Municipal de Alcácer do Sal, e representa um investimento de cerca de 200 mil euros.
A cerimónia contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, do presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva, e da diretora executiva da Fundação Galp, Sandra Aparício.
O encontro reuniu mais de 100 pessoas, incluindo os 65 empresários abrangidos pelos apoios, num momento de partilha de experiências e reconhecimento do percurso de recuperação desde as intempéries que afetaram os seus negócios e meios de subsistência.
Os apoios destinam-se a contribuir para a recuperação da atividade económica local, a preservação de mais de uma centena de postos de trabalho, a recuperação de infraestruturas e a substituição de equipamentos em pequenos negócios particularmente afetados pelas tempestades. O objetivo é permitir que estas atividades retomem o seu funcionamento em condições de maior estabilidade e sustentabilidade.
O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva, destacou a importância dos pequenos negócios para a economia e a vida social das comunidades.
“Apoiar um pequeno negócio é contribuir para a recuperação de toda a comunidade. Porque cada uma destas atividades faz parte da vida económica e social do território, gera rendimento, presta serviços e cria relações de proximidade essenciais à coesão local. A Cruz Vermelha Portuguesa continuará presente, trabalhando com os seus parceiros para reforçar a capacidade de preparação, resposta e recuperação das comunidades. Porque não podemos impedir todos os acontecimentos extremos, mas podemos estar mais preparados, responder mais depressa e garantir que ninguém enfrenta sozinho o caminho da recuperação. Juntos, temos toda a energia para recomeçar”.
Por sua vez, a diretora executiva da Fundação Galp, Sandra Aparício, salientou a necessidade de manter o apoio às populações e aos empresários para além da fase de emergência.
“A resposta à emergência não termina quando passa a tempestade. Sabemos que, por detrás de cada pequeno negócio afetado, há pessoas, famílias, anos de trabalho e sonhos construídos com muito esforço. E sabemos também que recomeçar nem sempre é fácil. Com este programa, a Fundação Galp, em parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa, quer estar ao lado de quem mais precisa, ajudando a recuperar não apenas os negócios, mas também a confiança e a esperança no futuro. Porque apoiar um pequeno comerciante é apoiar uma família, preservar empregos e ajudar toda uma comunidade a reerguer-se. Acreditamos que é quando juntamos esforços, com proximidade, solidariedade e um verdadeiro compromisso com as pessoas, que conseguimos fazer a diferença”.