5 Julho 2022, Terça-feira
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“Monstro do Barreiro”. Bruno Costa em prisão preventiva em Castelo Branco

Associação questiona tribunais porque durante anos nunca tomaram medidas mais firmes para proteger vítimas

 

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Detido por violência doméstica em Fronteira, Bruno Miguel Castelinho Santo Costa continua em prisão preventiva, tendo sido encaminhado para o Estabelecimento Prisional de Castelo Branco, segundo O SETUBALENSE tomou conhecimento através de fonte próxima ao caso.

O “Monstro do Barreiro”, como é conhecido entre as 30 mulheres contra as quais cometeu, ao longo de uma década, assédio sexual, ofensas graves à integridade física e uma tentativa de violação, encontrava-se a cumprir três anos de pena suspensa pelas referidas agressões, com Termo de Identidade e Residência no concelho de Fronteira, distrito de Portalegre, onde reside actualmente.

Com o novo caso de agressões, desta vez a dois familiares próximos, a associação Acção Contra Violência de Género-Barreiro (ACVG), que presta apoio psicológico e jurídico às vítimas, desconhece se a pena suspensa passará a agora a efectiva mas avança que o Ministério Público aplicou, para já, a “proibição de contacto com as duas vítimas de violência doméstica”.

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Contudo, em comunicado, a ACVG lamenta que “durante anos”, a solução para o caso de um individuo que “foi sempre um perigo público para a comunidade”, tenha sido apenas “internamentos compulsivos na psiquiatria do Hospital do Barreiro por 2 ou 3 meses, voltando de seguida a cometer os mesmos crimes”. E que, após julgamento, cuja sentença foi proferida a 28 de Novembro de 2019, o Tribunal de Almada apenas tenha aplicado “3 anos de pena suspensa”, sendo que Bruno Costa, mesmo a residir no concelho de Fronteira, continua “a ameaçar vítimas, e seus familiares pelo Facebook, e também a elementos da ACVG, incluído ameaças de morte”.

Para esta associação, “a violência deste individuo usada contra dezenas de mulheres no Barreiro e na Moita foi sempre considerada um crime menor”, uma vez que “durante anos as vítimas têm vivido em terror absoluto e sem nenhum tipo de protecção do Estado”.
Algo que apenas muda agora, com a detenção de Bruno Costa em Fronteira. Uma medida que a ACVG considera exemplar e não entende porque “nunca foi decidida pelos tribunais do Barreiro e de Almada”.

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