3 Dezembro 2022, Sábado
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Contas de 2017 aprovadas pela maioria comunista na Câmara de Santiago do Cacém

O Relatório e Contas de 2017 da Câmara Municipal de Santiago do Cacém foi aprovado, na última reunião do executivo, pela maioria comunista que realçou a “situação financeira controlada” da autarquia e “o conjunto de obras e projetos aprovados e em curso”.

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O documento apresentado na reunião de câmara, que se realizou em Cercal do Alentejo, no âmbito da Presidência nas Freguesias, foi aprovado com os votos contra dos vereadores do PS e do PSD que apontaram para erros na gestão da câmara que contribuíram para a acumulação da divida não se revendo no modelo de gestão e nas políticas implementadas no concelho.

No final da reunião do executivo, o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha apontou para a redução da divida “em cerca de 50 por cento” no último mandato e destacou o saldo orçamental do último ano superior a 2,3 milhões de euros.

Tínhamos uma dívida superior a 18 milhões e passamos para um valor de 9,5 milhões de euros e a divida a curto-prazo, que é a mais difícil, passou de mais de 5 milhões para 1milhão e 200 mil euros. Não temos dividas a fornecedores a mais de 90 dias, ficou ali espelhado que o prazo médio de pagamento a fornecedores é de 25 dias e mesmo num ano de final de mandato que é um ano de inversão da divida, devido à pressão de fazer obras, reduzimos a divida no último ano em cerca de 270 mil euros e, mais importante, passamos com um saldo orçamental de mais de 2,3 milhões de euros”.

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No entanto, adiantou Álvaro Beijinha, apesar da “gestão rigorosa” a autarquia realizou “grandes obras e projetos”, dando como exemplo “os relvados dos campos em Alvalade e Santo André, o Skate Parque em Santo André, a obra de requalificação da rua professor Egas Moniz, a requalificação da rua do Cerro da Ordem, em Cercal do Alentejo, a Escola Básica de Ermidas- Sado, obras de pavimentação do espaço público ou o projeto do Museu em Alvalade”.

Para o autarca, o facto de “termos continuado a ter uma gestão rigorosa e de sermos muito criteriosos no investimento que fazemos em prol das populações numa senda de redução da divida com a situação financeira da autarquia absolutamente estável”.

O edil lamenta ainda o sentido de voto da oposição que “não reconhece o nosso esforço” para alcançar a estabilidade financeira “ao contrário do que aconteceu o ano passado” em que a oposição votou favoravelmente.

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Apesar de reconhecer melhorias na redução da divida, o vereador do PS lamentou “o marasmo económico em que o concelho se encontra” e acusou a Câmara de “não se impor como fator de desenvolvimento económico” do concelho de Santiago do Cacém.

O investimento municipal, previsto em 2017 para mais de 10,7 M€, não passou de uma execução de 46%, ou seja, não chegou aos 5M€”, referiu a oposição socialista, na declaração de voto, dando como exemplos a Escola EB/JI nr4 de Vila Nova de Santo André onde “somente se executou três mil euros” de “uma previsão de mais de 1,2 milhões de euros”; a Escola Básica de Ermidas, “com um investimento previsto de 400 mil euros desde 2016, dos quais só se executaram pouco mais de 100 mil euros”; a valorização do Jardim Municipal de Santiago do Cacém; o Plano de Ação para a Eficiência Energética das Piscinas Municipais; a requalificação do espaço público no Bairro do Pinhal em Vila Nova de Santo André “que têm sido adiados”, adianta Óscar Ramos.

Na declaração de voto, o PS acusa o executivo comunista de “inépcia” e responsabiliza-o pela falta de desenvolvimento económico, melhoramento da qualidade de vida e de investimentos necessários nas escolas e aldeias.

Já o PSD justificou o seu sentido de voto com as políticas que são defendidas pela maioria comunista. “Esta prestação de contas reflete a execução de um Orçamento do qual eu discordo”, adiantou o vereador social-democrata Luís Santos.

O relatório vai agora ser votado na Assembleia Municipal de Santiago do Cacém.

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Helga Nobre
Jornalista
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