5 Julho 2022, Terça-feira
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Biostasia: Resíduo zero no combate às pragas

Em Palhais, Barreiro, mora um dos maiores especialistas no país no combate às pragas no meio urbano mas, essencialmente, no domínio da agricultura

“Neste momento somos reconhecidos como uma empresa de biotecnologia com uma forte componente inovadora”. Foi com esta definição objectiva da realidade actual da Biostasia que começou a conversa que O Setubalense manteve com Carlos Gabirro gerente desta empresa sediada em Palhais, Barreiro. “Começamos em 2004 na área dos projectos, onde havia uma carência no sector e acreditámos que a poderíamos colmatar”, lembra.

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Mas com o tempo a Biostasia ganhou outra dimensão e outro estatuto com o alargar da actividade a outras áreas, “porque sempre trabalhámos soluções e nichos de mercado”, frisa Carlos Gabirro. Em consequência desta linha de atuação surge, em 2010, uma Biostasia forte e determinada em vingar numa nova e inovadora área de negócio; o Controlo Biológico. Iniciou-se no controlo da Praga das Palmeiras, contando hoje com um reconhecimento nacional de especialização no controle de pragas, fertilização com produtos biológicos aplicados ao sector agrícola e urbano em geral.

Aposta forte na Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI), tem resultado na criação de novos produtos, soluções e técnicas que mais ninguém tem no mercado. Carlos Gabirro realça com orgulho que “todos os produtos são marca nossa” e através de técnicas “também exclusivamente nossas começámos a introduzir o conceito resíduo zero em modo biológico. Estamos a falar de produtos de nanotecnologia top”.

Trata-se, explica, “de uma tecnologia que respeita por completo o meio ambiente em termos naturais, muito eficiente e sem químicos. Aliás, qualquer dos nossos produtos obedece ao Regulamento Europeu, não têm resíduo algum, em termos de toxicidade, porque são produzidos de forma natural a nível laboratorial mas sempre com a tecnologia mais avançada que há”. A Biostasia, para desfazer qualquer dúvidas, num sector ainda marcado por algum ceticismo por parte do consumidor, avançou para a certificação ISO 9001 para dar segurança às pessoas.

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“Fomos a primeira empresa do sector a ter esta certificação de conceção, venda e produção. Nós até já tínhamos o nosso nome bem consolidado pela qualidade que apresentamos e também pelo reconhecimento do trabalho que fazemos na parceria com o Estado, mas em Portugal ainda há muito descrédito para com este sector”.

A Biostasia para ter os níveis de sucesso que regista na prevenção e controle de pragas, Carlos Gabirro fala num exaustivo trabalho de análise e pesquisa. “Estamos sempre atentos e à procura de novos ‘suspeitos’ resultado de pequenas alterações climáticas que as pessoas não se apercebem. Uma diferença de meio grau é o suficiente para causar desequilíbrios e surgir novas pragas. É algo que já notamos há muito tempo por isso temos de estar sempre atentos, há sempre coisas novas e queremos estar preparados.

Este ano, por exemplo, já tivemos o cuidado de começar a fazer um registo mais cientifico, algo que podia ser feito pelo Estado ou pelas universidades, para perceber a temperatura, a humidade, qual o ciclo e a altura certa para aplicar o produto e conseguirmos taxas de sucesso na ordem dos 99%”.

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O foco no produto e no seu desenvolvimento é, destaca o gerente da Biostasia fundamental para o sucesso. “Nós somos uma empresa inovadora, sempre na procura de novos produtos e soluções. Os produtos têm um ciclo de vida que monitorizamos de perto e atualizamos com novos e melhorados lançamentos desses ou outros produtos. Noutra vertente Carlos Gabirro, faz o elogio dos clientes da Biostasia que “confiam em nós e só assim é que é possível fazer um trabalho de continuidade e melhoria constante dos produtos de forma a irem ao encontro das necessidades especificas de cada cliente, a cada momento. O cliente para nós é um parceiro.

Nós não estamos no mercado para vender por vender. É importante as pessoas sentirem-se acompanhadas e nós fazemos esse acompanhamento técnico. Estamos sempre disponíveis para ajudar. Quando aparecem novas pragas, por exemplo, fazemos a recolha, avaliamos e se não tivermos capacidade para resolver pedimos aos nossos parceiros para nos tentar dar uma solução”.

Parcerias que são, de resto, a fórmula encontrada para a Biostasia ter a capacidade de resposta que apresenta. Nas instalações, em Palhais, é onde quase toda a ação acontece com a produção feita no seu laboratório, a pesquisa, investigação e desenvolvimento nos seus escritórios, a movimentação de mercadorias no armazém e também na loja que tem ali aberta ao público; o Sr Orgânico. Mas para potenciar todo este trabalho e porque “não temos milhões para investir, como outras grandes empresas do sector, optámos por uma boa rede de parceiros que nos ajudam com o seu trabalho para conseguirmos chegar às melhores soluções.

No terreno, e na prática, o cliente do sector privado agrícola é o que tem maior peso na atividade da empresa mas o sector público é o cliente mais antigo. “Com o Estado a Biostasia trabalha, essencialmente, com as autarquias de norte a sul, mas também com hospitais, escolas e temos ainda duas parcerias com universidades”.

A área de ação é abrangente e vai de norte a sul do país. “As pragas são transversais a todas as áreas geográficas”, justifica Carlos Gabirro.

O nome da Biostasia já começa a ecoar no estrangeiro, um mercado que a empresa quer aprofundar mas só depois de estarem reunidas as condições necessárias para garantir uma presença sustentável e de sucesso. “Até há pouco tempo trabalhámos com alguma intensidade com Angola, mas devido à situação financeira instável que aquele país vive, de momento, fazemos apenas algumas vendas pontuais”. Os mercados que estão a abrir boas perspetivas, revela, ” são os do médio oriente, Turquia e Egito. Ainda não é expressivo mas também porque estamos agora a encontrar os melhores parceiros e as melhores condições para exportar. Como costumo dizer, precisamos arrumar a casa para expandir e isso é que estamos a fazer. Penso que no espaço de dois anos estaremos numa boa e sustentável posição no mercado exportador”.

A finalizar, o gerente da Biostasia, revela metas bem traçadas para 2020. “Para além de criar as condições essenciais para exportar existem, no sector privado, algumas cotas de mercado que nós queremos atingir na agricultura em algum tipo de culturas. No trabalho que mantemos com o Estado o objectivo é manter e consolidar. Na distribuição o objetivo é aumentar, queremos trabalhar melhor o produto em todas as zonas do país”.

Por Luís Pestana

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