2 Outubro 2022, Domingo
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Tiago Sousa Santos: “Governação PS de Sócrates foi o gatilho para a minha entrada no PSD”

Sentimento de futuro hipotecado levou-o a aderir à política. Hoje é líder distrital da JSD e membro da Assembleia de Freguesia de Barreiro e Lavradio

 

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Tem 27 anos e é o único membro eleito pelo PSD na Assembleia de Freguesia de Barreiro e Lavradio, depois de ter sido cabeça-de-lista a esta Junta nas últimas autárquicas. Já vai num segundo mandato como presidente da distrital de Setúbal da Juventude Social Democrata (JSD) e é coordenador nacional do Gabinete Digital desta estrutura do partido laranja, além de ocupar a vice-presidência na concelhia do Barreiro do PSD. Tiago Sousa Santos é já mais do que apenas um promissor quadro político dos social-democratas.

Tem sido um dos jovens em quem o partido tem depositado maior confiança e a primeira experiência autárquica surgiu cedo, apesar de se ter visto impossibilitado de a desenvolver e concretizar como pretendia. “Em 2017, com 22 anos, fui eleito membro da Assembleia Municipal do Barreiro pelo PSD, mas tive de abdicar ao fim de cerca de cinco meses por motivos profissionais”, lembra Tiago Sousa Santos que, dois anos mais tarde, foi “pela primeira vez candidato à Assembleia da República, pelo círculo de Setúbal, no 5.º lugar” da lista social-democrata.

Ainda hoje é “carinhosamente” apelidado de “jotinha” ou “o político” por alguns dos amigos, apesar de o arranque na jornada partidária ter ficado para trás vai para uma década. “Iniciei-me na política em 2013, com apenas 18 anos”, revela, sem esconder que os motivos vieram do outro lado da barricada, fruto do sentimento de um futuro geracional hipotecado. “Entrei na JSD já depois de estar a tirar a licenciatura, muito impulsionado pela governação de Sócrates, porque, do que tenho memória, foi a pior da história do País, deixando-nos na bancarrota e afectando a minha e futuras gerações”, atira de rompante o jovem pós-graduado em Gestão e Políticas Públicas pelo ISCSP, onde está a ultimar o Mestrado na mesma área e onde concluiu a licenciatura em Ciência Política. “Sou o primeiro da família a militar activamente num partido político. Em casa tinha a atenção à política nacional, mas ninguém filiado. O gatilho foi mesmo a governação do PS com José Sócrates”, reforça.

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Da infância recorda que os seus pais “sempre tiveram o hábito de estar atentos” à actualidade noticiosa. “E eu cresci com esse interesse, mas não era participativo na vida política ou cívica. Esse interesse só foi crescendo com a adolescência. Até aí considerava-me apenas um jovem informado. Identifiquei-me com o PSD a partir do momento em que passei ter consciência”, conta. E o momento-chave para mudar de paradigma não mais deixou de lhe estar gravado na memória. Foi rápido. “Tive um conjunto de conversas políticas sobre o estado do País com amigos e decidi entregar a ficha de inscrição na JSD e no PSD, na concelhia do Barreiro. Estava decidido a dar o meu modesto contributo para tentar melhorar o concelho, a região e o País.”

Plano autárquico no pensamento

Ao projectar o seu futuro na vida político-partidária, prefere jogar à defesa, não obstante ainda trazer consigo as rotinas de avançado. “Nos meus tempos desportivos, de futebolista, era conhecido pelo meu apelido, Sousa. Mas não era médio, era um promissor ponta-de-lança, afectado apenas pela falta de qualidade”, remata por entre sorrisos, sem esquecer por onde evoluiu enquanto atleta: “Comecei na extinta Academia Jorge Cadete, depois joguei no Recreio e Instrução de Alhos Vedros e fui juvenil de 2.º ano no Barreirense. Depois fui para a faculdade…”, detalha. Feito o parêntesis e voltando às ambições, Tiago Sousa Santos fica-se pelo plano autárquico. “O meu maior sonho é poder contribuir para melhorar a qualidade de vida da minha freguesia e do concelho, das pessoas que aqui vivem e para que o PSD possa, num futuro próximo, conquistar freguesias e câmaras municipais no distrito. O que pode ser alcançado através de uma Junta, da Câmara ou da Assembleia Municipal”, garante.

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A conversa resvalou assim para o plano local e o jovem não enjeitou a oportunidade de fazer “um balanço muito positivo” ao mandato que está a cumprir na Assembleia de Freguesia de Barreiro e Lavradio. “Por proposta nossa, conseguiu-se aprovar uma recomendação ao executivo da Junta para que fosse transferido para o regimento a transmissão on-line das reuniões desta assembleia. A proposta passou com o meu voto e os da CDU favoráveis, e as abstenções do PS”, sublinha. Ao mesmo tempo destaca a apresentação de “um conjunto de propostas, não incorporadas pelo PS, como a construção de um parque infantil na Quinta dos Loios, no Lavradio, a aquisição de equipamento de remoção de graffitis considerados actos de vandalismo, a requalificação de vários jardins e largos, além de uma moção no sentido de que a Assembleia de Freguesia recomende a remoção de uma via ciclável pelo perigo que a mesma representa para os transeuntes”.

E a concluir realça ainda o trabalho desenvolvido ao serviço da distrital da JSD. “Logo em 2019, produzimos um estudo e uma proposta para que fosse criada a NUT II Península de Setúbal, que foi enviada na altura ao ministro do Planeamento, Nelson Sousa, e ao primeiro-ministro, António Costa, aos eurodeputados Paulo Rangel e Carlos Coelho e distribuída a nível interno no partido. Puxámos o tema para a agenda política – a AISET já o tinha feito – e hoje vemos com bons olhos que esteja na actualidade para a região de Setúbal”, finalizou.

 

Tiago Sousa Santos à queima-roupa

Idade: 27 anos

Naturalidade: Barreiro

Residência: Barreiro

Área: Consultadoria e política

A ultimar o Mestrado em Gestão e Políticas Públicas pelo ISCSP, diz querer fazer a diferença no plano autárquico e contribuir para o reforço do PSD no distrito

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