19 Junho 2024, Quarta-feira

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“Temos condições para vencer o jogo com o Sporting B em Alcochete”

“Temos condições para vencer o jogo com o Sporting B em Alcochete”

“Temos condições para vencer o jogo com o Sporting B em Alcochete”

Sadinos, que venceram (1-0) o Real no sábado, e leões medem forças amanhã (17 horas)

 

 

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Depois de vincar a importância do triunfo (1-0) de sexta-feira sobre o Real, que mantém o Vitória a depender apenas de si para garantir a sua continuidade na Liga 3, o treinador Luís Loureiro tem já a sua equipa focada no duelo de amanhã (17 horas) na casa do Sporting B, adversário que no passado dia 2 tinha empatado (1-1) no Bonfim. Apesar de os leões estarem na 2.ª posição com nove pontos (três atrás do líder Oliveira do Hospital e um à frente dos sadinos), o técnico está optimista. “Temos condições para vencer o jogo”, disse, admitindo que caso vençam em Alcochete “será dado um passo muito bom” rumo aos objectivos da equipa.

Que análise faz ao jogo em que a equipa vence o Real com um golo já nos últimos minutos?

Foi um jogo difícil. Sabíamos a importância que o mesmo tinha para os nossos objectivos. De uma forma geral, a equipa não fez um bom jogo. Não fomos fortes nem enérgicos e tivemos pouca predisposição para o jogo. Não entrámos bem. O jogo foi um pouco dividido, o Real ocupou bem os espaços e ocupou os corredores atrás com uma linha de cinco. Não tivemos a dinâmica que se exigia para tentar desmontar um adversário que está muitas vezes atrás da linha da bola. Por isso, chegámos ao intervalo com um nulo, apesar de termos tido uma situação de golo pelo Zequinha.

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A segunda parte foi um pouco diferente…

Falámos ao intervalo e tentámos rectificar algumas coisas. Entrámos bem na segunda parte, nos primeiros 10/15 minutos, criámos uma ou duas situações de golo e, depois, outra oportunidade claríssima do Zequinha em cima da linha de golo. Com o tempo a passar e devido à importância do jogo e o tempo a aproximar-se do fim aumentou a ansiedade. No entanto, não deixámos de acreditar, trabalhar, correr e lutar. Acabámos por ser premiados com o golo já aos 87 minutos. Apesar de não termos sido uma equipa forte, o resultado é justo tendo em conta o que aconteceu no campo. Tivemos mais ocasiões e lembro-me de apenas ter existido uma para o Real. O resultado assenta-nos bem e não sofre qualquer tipo de discussão.

O que disse aos jogadores ao intervalo?

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Não é que os jogadores não quisessem, mas com a importância que o jogo tem isso ia criar alguma tensão. As coisas nem sempre saem bem e não passa tanto pelo correr e saltar, mas por questões mais técnicas. Lembro-me de na primeira parte termos errado passes e situações básicas de jogo. A mensagem passou muito por fazer ver aos jogadores que daquela forma, seguindo o caminho que estávamos a fazer, não iríamos conseguir. Queríamos ter outra postura nos duelos e nas segundas bolas e, fundamentalmente, quando tínhamos a posse de bola, termos outro tipo de critério e não falhar com tanta facilidade.

Que importância tiveram as alterações efectuadas no decorrer do segundo tempo?

As que fizemos ao intervalo [entrada de Diogo Sequeira e Daniel Carvalho] foi com o objectivo de dar mais profundidade ao corredor direito, puxando o Camilo Triana mais para a o corredor central para poder prender mais um jogador do Real e termos o corredor para atacar. O Dani (Carvalho) é talentoso para jogar quando as equipas estão muito fechadas porque consegue descobrir muitas vezes espaços quando joga nas costas dos médios. O golo surge quando já temos o Camilo no nosso corredor esquerdo onde tínhamos tirado o Gabriel Lima.

O Camilo tem comportamentos de avançado, é diferente por não ter comportamento de extremo. Interessava-nos ter profundidade numa altura em que existiam mais situações de cruzamento e envolvimento pelo corredor direito. O golo surge numa boa jogada nesse corredor, há um cruzamento (de Diogo Sequeira), o Pedro Pinto [lançado aos 64 minutos] está onde tem de estar na área e a bola sobra para o nosso extremo no lado contrário, que no caso era o Camilo, num posicionamento de avançado, encostou para o golo.

Que importância teve o 12.º jogador neste jogo e resultado?

Obviamente sentimos o seu apoio. Jogar em Setúbal, na casa do Vitória, com esta massa adepta que, por norma, acompanha a equipa não é só bom para os nossos atletas, mas também, de alguma forma, intimida com o ambiente que cria parra os adversários. Logo aí estão criadas as condições pelos nossos adeptos que estiveram sempre com a equipa e acreditaram até ao fim. Temos de aproveitar sempre esta massa adepta e a paixão que têm. Também cobram e isso é bom, ajudando sempre o rendimento da equipa. Vejo sempre as coisas pelo lado positivo.

Devido à participação do Sporting B na final four da UEFA Youth League, o jogo com os leões foi antecipado para quarta-feira. Com as duas equipas separadas por um ponto na tabela, o que espera deste encontro?

Creio que fomos a equipa mais prejudicada em relação à calendarização do campeonato. No espaço de nove dias temos três jogos. É este o calendário e vamos ter muito pouco tempo para recuperar para o próximo jogo, mas obviamente que sendo em Alcochete, com o Sporting B, temos condições para vencer o jogo. Demonstrámo-lo em nossa casa (1-1 na jornada inaugural da fase de permanência) e temos condições para fazer novamente um bom jogo e tentar vencer. O Real neste momento está mais afastado na classificação e os confrontos directos entre as três equipas são fundamentais. Se conseguirmos vencer em Alcochete será um passo muito bom. No entanto, independentemente do que aconteça na quarta-feira nada ficará ainda decidido.

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