19 Junho 2024, Quarta-feira

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“Seria parvo se não acreditássemos na subida de divisão do Vitória”

“Seria parvo se não acreditássemos na subida de divisão do Vitória”

“Seria parvo se não acreditássemos na subida de divisão do Vitória”

Treinador Ricardo Miguel Vieira frisa importância dos adeptos na caminhada da equipa criada em 2022

 

 

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Sem qualquer derrota na presente época na 3.ª Divisão Nacional, a equipa de futebol feminino do Vitória lidera destacada a 2.ª fase (zona Sul), prova em que contabiliza sete triunfos e dois empates nos nove encontros realizados. Com cinco jornadas por realizar, a formação comandada por Ricardo Miguel Vieira, que soma 23 pontos (mais cinco que o Souselas, 2.º classificado), está cada vez mais próximo de garantir a subida à 2.ª Divisão.

Em entrevista concedida à Popular FM/O SETUBALENSE, o treinador dos sadinos foi peremptório quando questionado sobre se acredita na promoção. “Se dissesse que não, era um bocado mau para o meu trabalho (risos). A partir do momento em que fazemos uma primeira fase invictos, com algumas dificuldades pelo meio, apurámo-nos para a segunda fase e seria parvo da nossa parte que não tentássemos e acreditássemos. Felizmente, até agora temos conseguido, lutado e evoluído, por isso, claro que sim, tenho de acreditar na subida de divisão”.

O técnico, de 32 anos, explicou ainda as razões pelas quais não se assumiram como candidatos à subida no início da época. “Não sabíamos o que ia acontecer nesta 3.ª divisão porque houve muitas equipas novas a aparecer. Por exemplo: o Ourique, o Juventude de Évora, o Alfarim e não sabíamos o que vinha desses clubes. Focámo-nos na primeira fase e vimos como é que as coisas iam correr. A partir daí, veríamos qual o nosso objectivo”, explicou.

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Ricardo Miguel Vieira garantiu ainda que nunca foram pressionados pelo clube. “Ninguém do Vitória, em momento algum, chegou ao pé de nós e disse que íamos criar a equipa para subir de divisão. Disseram-nos, isso sim, que queriam ter uma boa estrutura não só para este ano para os que se seguem. Esse foi o nosso trabalho, quem olhar para as nossas estatísticas constata que temos um plantel muito jovem. Quisemos cimentar uma boa base para sustentar o futuro do Vitória”.

Determinantes para a caminhada vitoriosa da equipa criada em 2022 têm sido os adeptos, que têm estado ao lado do plantel desde o início. “Não é por acaso que dizem que é o nosso 12.º jogador. No nosso jogo de apresentação, com o Malveira, uma jogadora disse no balneário que tinha as pernas a tremer com os gritos dos adeptos. Ao longo do percurso têm aparecido mais adeptos. Fomos, por exemplo, jogar com o Ourique, Ilha e Feirense e tínhamos lá adeptos do Vitória, algo que nunca pensávamos. Confesso que não tinha noção de existência de tantos vitorianos espalhados pelo país”, confidenciou o treinador.

Acrescentando: “É muito importante porque as motiva. Falamos de jogadoras que nunca actuaram em patamares elevados e não tinham a noção do que era ter os adeptos a puxarem por si. Chegarem ao jogo e verem uma bancada com 10 adeptos, como aconteceu fora de casa, que, com o seu apoio, fizeram barulho para encher o estádio. Nós adoramos as palmas no final do jogo e, em momentos difíceis, são eles que nos dão forças para vir ao de cima. Daí a importância de aparecerem”.

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Duelo com ‘lanterna vermelha’ Amavita

 

A próxima oportunidade que o público vitoriano tem de estar ao lado das jogadoras acontece já no domingo, pelas 16 horas, na Amadora, concelho onde está localizado o Complexo Desportivo Monte Galega, que será palco do encontro entre as setubalenses e o Amavita, a contar para a 10.ª jornada da 2.ª fase (zona Sul) da 3.ª Divisão Nacional de futebol feminino.

As sadinas vão ter pela frente as amadorenses, últimas classificadas da prova que, com um empate e oito derrotas, continuam sem vencer na fase actual. Apesar do jejum de triunfos, o Amavita chega ao duelo de domingo moralizado pelo empate (1-1) conquistado no passado fim-de-semana no reduto do Feirense, que interrompeu uma série de oito derrotas consecutivas.

Já as pupilas de Ricardo Miguel Vieira apresentam-se no duelo de domingo depois de terem somado o sétimo triunfo da fase actual diante da JuveForce Ponte Vagos, adversário que a equipa venceu, por 1-2. As avançadas Lígia Deitado e Carolina Santana foram as autoras dos golos das verdes e brancas que operaram a reviravolta no marcador na segunda parte do jogo realizado no Campo José Maria Neto, em Ponte Vagos.

Recorde-se que para antes de chegarem à fase em que se discute a subida à 2.ª Divisão, as sadinas fizeram uma caminhada 100 por cento vitoriosa na primeira fase (série M), tendo contabilizado por triunfos as oito partidas realizadas. A supremacia da equipa também ficou evidenciada no registo de golos obtido: 54 marcados e apenas quatro sofridos, tendo a atleta Lígia Deitado sido a melhor marcadora, com 16 golos, dessa fase da competição.

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