24 Julho 2024, Quarta-feira

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Ministério Público acusa antigos dirigentes e SAD do Vitória de Setúbal de burla de quase 600 mil euros

Ministério Público acusa antigos dirigentes e SAD do Vitória de Setúbal de burla de quase 600 mil euros

Ministério Público acusa antigos dirigentes e SAD do Vitória de Setúbal de burla de quase 600 mil euros

Fotografia de Alexandre Jesus

Vítor Valente e José Condeças acusados de “obterem de empresários empréstimos monetários de valor elevado”, que não foram posteriormente pagos

 

O Ministério Público (MP) confirmou hoje que o SAD do Vitória de Setúbal, o ex-presidente Vítor Hugo Valente e o ex-vice-presidente José Condeças são acusados de burla qualificada de 595 mil euros.

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Em comunicado, a Procuradoria da República da Comarca de Setúbal explicou que “o Ministério Público deduziu, no dia 9 de Maio, acusação contra três arguidos, um deles pessoa colectiva, pela prática de um crime de burla qualificada”.

O caso, que remonta a 2018, “resulta da acusação que os arguidos gizaram entre si um plano que consistia em obterem junto de empresários empréstimos monetários de valor consideravelmente elevado”.

Isto porque “os arguidos pretendiam fazer face às dificuldades financeiras e de tesouraria que a sociedade arguida atravessava, as quais não lhes permitiam, além do mais, pagar salários e inscrever jogadores na liga de futebol, o que implicaria a descida de divisão de futebol, de forma a beneficiarem economicamente com tal conduta”.

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Na altura, António Rosário cedeu 300 mil euros, pedindo em troca um juro de 50 mil euros. O montante foi entregue em mãos, em dinheiro vivo. A propósito deste episódio, circularam imagens dos dois dirigentes a contarem o dinheiro e a colocarem-no em sacos pretos.

Passados quatro dias de fechado o contrato com o empresário emigrado no Luxemburgo, assinado em Junho de 2018, foi celebrado um novo contrato de empréstimo, com a Soccer Features, representada por Paulo Teixeira, na quantia de 295 mil euros.

Em ambas as situações, a garantia dada foi o passe de Frederico Venâncio, transferido para o Vitório de Guimarães em Julho do mesmo ano, por 400 mil euros.

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No entanto, o Vitória de Setúbal nunca terá entregado a verba a nenhum dos credores. Nos meses que se seguiram também não pagou as prestações previstas, de forma a reembolsar os créditos, tendo em Janeiro de 2019 celebrado novos contratos de cessão de créditos da transferência do jogador.

Na referida data, os dois dirigentes já tinham conhecimento de que a SAD do Vitória de Setúbal era alvo de processos de execução fiscal sobre todos os rendimentos.

“Após receberem as quantias monetárias que pretendiam, Vítor Hugo Valente e José Condeças deram entrada em juízo de um novo Processo Especial de Revitalização (PER), no qual relacionaram os créditos dos ofendidos, visando não lhes pagarem os montantes devidos”.

A investigação foi dirigida pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Setúbal, coadjuvado pela Polícia Judiciária de Setúbal.

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