O Grupo Desportivo Fabril do Barreiro está a passar por um momento bastante complicado porque no âmbito do Processo n.º 955/26.5T8BRR, que corre termos no Juízo Local Cível da Moita -Juiz 2, do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, foi decretada uma providência cautelar que determina a suspensão imediata de funções de todos os membros da Direção do clube, por graves irregularidades na gestão interna, queixas de associados e ao clima de forte instabilidade financeira e patrimonial que atravessa.
A decisão inibe os membros da Direção suspensa do exercício de quaisquer poderes de gestão e representação do clube. E, em simultâneo, o tribunal determinou a nomeação de uma Comissão de Gestão Provisória, para assumir os destinos do clube do Lavradio.
O tribunal determinou a entrega imediata à Comissão – composta pelos sócios Luís Firmino, Paulo Moutas, Pedro Figueiredo, Fernando Machado e Marco Pedro, de documentação contabilística e financeira relativa aos exercícios de 2024 e 2025, bem como de documentos relativos a subsídios, apoios públicos e patrocínios em vigor.
Segundo a nota tornada pública pelos responsáveis provisórios pela administração do Fabril, será, logo que possível, feita uma “auditoria financeira e patrimonial aos exercícios de 2024 e 2025”, serão tomadas “medidas urgentes de conservação e segurança das instalações” e, depois, convocadas “eleições, quando existirem condições financeiras e estabilidade”.
“Esta providência cautelar foi interposta por associados do Desportivo Fabril, tendo o tribunal considerado, verificados os pressupostos legais para a sua procedência, designadamente face à necessidade de proteger os interesses do clube, o seu património, a segurança das instalações e a continuidade da prática desportiva”.
A Comissão de Gestão Provisória assume este período transitório com “sentido de responsabilidade, serenidade e espírito de serviço, tendo como prioridades imediatas garantir a normalidade institucional, assegurar a continuidade das atividades desportivas, proteger atletas, treinadores, trabalhadores e associados, e promover o levantamento rigoroso da situação administrativa, financeira e patrimonial do clube”, lê-se no comunicado.
A Comissão de Gestão Provisória aguarda agora pela formalização da execução da providência cautelar por um Agente de Execução. A partir daí, os membros ficarão empossados e habilitados no exercício dos poderes conferidos pela sentença.