22 Julho 2024, Segunda-feira

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Carlos Silva defende que documentos da Segurança Social comprovam regularidade

Carlos Silva defende que documentos da Segurança Social comprovam regularidade

Carlos Silva defende que documentos da Segurança Social comprovam regularidade

Após garantir em campo a subida à Liga 3, Carlos Silva, presidente do Vitória, não se conforma com o não licenciamento da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e promete ir até às últimas consequências para que justiça seja feita. Em entrevista a O SETUBALENSE, o dirigente partilhouo conteúdo dos documentos da Segurança Social que, na opinião dos sadinos, atestam a situação regular do clube, que nega dívidas e exige o licenciamento no terceiro escalão.

A candidatura do Vitória à Liga 3 não foi aprovada pela FPF. O que está o clube a fazer para conseguir concretizar em termos processuais o que conseguiu em campo?

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É um facto que a nossa candidatura não foi aprovada, no entanto, o Vitória tem uma pasta com o processo de licenciamento enviado à Federação para que essa situação seja desbloqueada. Infelizmente, o Vitória foi colocado em situação de insolvência por uma votação da Autoridade Tributária (AT). É importante dizer que o Vitória regularizou perante a AT, durante os períodos do PER, muitos milhões. Entre 2021 e 2023 recebeu muitos milhões e mesmo assim votou contra. Esse voto desfavorável faz com que o Vitória não possa ter um plano prestacional e, dessa forma, não pode obter a sua certidão. O Vitória obteve, isso sim, uma declaração. A última certidão que o Vitória enviou para o licenciamento de 2023, que se chama declaração.

Mas o documento que está a ser colocado em causa no licenciamento é referente à Segurança Social (SS) e não à AT…

A Comissão de Licenciamento da FPF refere que não emitiu licença porque o Vitória não submeteu declaração emitida pela SS. Pois bem, o Vitória não emitiu uma declaração, emitiu duas à SS. Uma (a primeira) que consideraram não cumprir os requisitos semânticos. Nesta lê-se no segundo parágrafo: “mais se declara que à data da emissão da presente declaração (10 de maio de 2024) não existem em dívida valores de contribuição e juros de mora relativos a valores posteriores a dezembro de 2018, dado que os mesmos se encontram regularizados”. Na segunda, lê-se que “o Vitória, clube e SAD, encontram-se a proceder de forma regular ao pagamento das contribuições mensais à SS nos últimos 24 meses”. Nos dois anos anteriores a 7 de maio, data deste documento, já tínhamos uma declaração a dizer que estava tudo regularizado.

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E foi a essa informação que o Vitória remeteu no recurso enviado para o Conselho de Justiça (CJ da FPF?

Sim. Acreditamos que o Conselho de Justiça vai aceitar. Esperemos que olhe para os documentos com olhos de ver porque ambos os documentos comprovam que o Vitória tem a sua situação contributiva regularizada. A SS diz que o Vitória não tem dívidas desde 2018 até 10 de maio de 2024 tem a sua situação contributiva regularizada. Não conseguimos perceber a razão disto acontecer, ou melhor, consigo porque percebo quem está envolvido. Tudo isto parte do U. Santarém que teve como presidente alguém que é agora vice-presidente da FPF (Rui Manhoso). Se juntarmos estas peças completamos o puzzle. Quando fui eleito presidente, a 28 de Dezembro de 2020, o Vitória teve e regularizar 2018, 2019 e 2020. Estes documentos provam que o clube tem a sua situação contributiva regularizada e comprovada com duas declarações. Acresce a isto o facto de o Vitória ter no processo enviado uma declaração do Tribunal, da agente de execução, que perante a sua situação de insolvência não pode obter uma certidão.

Considera que há um jogo de influências neste caso?

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Não tenho dúvidas disso. O processo levantado ao Vitória foi no dia do jogo nos Açores. A primeira a dizer que não fomos aceites na Liga 3 e, logo a seguir, recebemos a notificação de abertura de processo disciplinar ao Vitória (caso substituição em Santarém). É fácil de perceber que foi uma forma de procurar desestabilizar.

Quais as consequências de o licenciamento ser recusado?

Mantivemo-nos em silêncio até à final para tentar resguardar a equipa. Infelizmente, não conseguimos. A semana que antecedeu a final do campeonato foi difícil e isso teve influência no rendimento dos jogadores. Claro que não foi só por isso, o Vitória perdeu porque o Amarante foi superior. Alimento a esperança de poder salvar o Vitória, mesmo quando a esperança é ténue. Foi assim quando assumi a presidência em Dezembro de 2020. Neste momento nem quero pensar que o Vitória não vai ser inscrito. Se não for, é uma injustiça tremenda e não sei de que forma a FPF vai resolver. O Vitória tem documentação de que tem tudo regularizado. Se o Vitória for impedido de jogar na Liga 3, vou lutar até às últimas consequências, até ser possível apresentar recursos.

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