2 Fevereiro 2023, Quinta-feira
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“Nunca viria trabalhar para o Vitória se não acreditasse que é possível atingir os objectivos”

“Não vou esconder: senti o plantel cabisbaixo na primeira conversa que tivemos”, revelou o técnico

 

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Dois dias depois de ter sido oficializado como treinador do Vitória, quais as suas primeiras impressões?

Vão ao encontro do que já imaginava, tendo em conta a dimensão que este clube histórico tem. Ao nível das infraestruturas, o clube tem umas condições que duvido que existam melhores nesta Liga. O Vitória está numa fase má ao nível dos resultados, por isso, quem aqui trabalha diariamente quer obviamente mais. Vamos tentar dar a volta a esta situação.

Está consciente das dificuldades que terá pela frente?

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Estou consciente porque as contas são fáceis de fazer [equipa está a oito pontos de distância do 4.º lugar que dá acesso à fase de subida]. É difícil, obviamente que sim, mas, enquanto treinador e homem do futebol, acredito que é possível, por isso aceitei este desafio. Conheço perfeitamente a Liga 3 como grande parte dos jogadores do Vitória. É um plantel que tem qualidade e está, na tabela classificativa, muito aquém do que podem fazer (9.º classificado com 12 pontos em 12 jornadas). O desafio é muito aliciante. Nesta conjuntura de dimensão do clube e a qualidade dos jogadores, acredito que é possível. Com naturalidade e franqueza, passei essa mensagem aos jogadores. Nunca viria trabalhar para o Vitória se não acreditasse que é possível atingir os objectivos.

Acredita que a experiência que teve como jogador pode ajudar a inverter situação?

Acredito que sim. Quem está no futebol e teve vivência como jogador e treinador,  já levo alguns anos por cá, ajuda muito nas dinâmicas de um grupo de trabalho. Enquanto jogador e treinador, passei muitos anos no balneário e consigo muitas vezes tirar partido dessas experiências. Muitas vezes existe qualidade, mas, por um motivo ou outro, as coisas não funcionam. Não é apenas uma questão técnica e táctica. Há muitas variantes que o treinador tem de tentar dominar e a questão psicológica e mental é fundamental. A crença em que se pode mudar as coisas é crucial.

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Como encontrou o plantel nos dois treinos que orientou?

Não vou esconder: senti o plantel cabisbaixo na primeira conversa que tivemos. Diria mesmo desacreditado, o que é normal para uma equipa que tem jogadores de qualidade e que representam um clube centenário como o Vitória. Os jogadores estão a sentir que não estão a corresponder às expectativas que havia. No tempo que passei com eles, não deu para fazer muita coisa em termos técnicos  e tácticos. Neste momento, o mais importante é saber o que se passa na cabeça dos jogadores

A equipa só volta a jogar em Janeiro. A paragem na competição é benéfica?

A paragem no campeonato é benéfica porque dá algum tempo para passar alguma informação e trabalharmos a minha ideia de jogo e no que pretendo para a equipa. No futebol, temos de reagir rapidamente. Não há muito tempo para nos lamentarmos do que quer que seja. É tempo, isso sim, de reagir e focarmo-nos rapidamente no nosso objectivo. Temos 10 finais pela frente, não há muito esconder nem por onde nos desviarmos porque é isso que este clube exige.

Quem o acompanha na equipa técnica?

Carlos Simões é o adjunto, Ricardo Campos é o treinador de guarda-redes, e Tomás Saraiva é o preparador físico. Por outro lado, mantivemos três treinadores que já estavam no Vitória: Vasco Valério, o Bruno Andrade e o Diogo.

Que mensagem deixa aos adeptos vitorianos?

O Vitória tem uma massa de adeptos enorme. Enquanto jogador fiz muitos jogos no Bonfim com o estádio com muitos adeptos. Se acreditarem naquilo que esta equipa pode fazer, vamos sr muito mais fortes. São 10 jogos, é difícil mas é possível. No final, faremos a contas.

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