8 Fevereiro 2023, Quarta-feira
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Vitória precisa de abanão urgente para não se afundar mais em 2023

Mau desempenho na Liga 3, prova em que não vencem há seis jogos, deverá ditar a saída do treinador

 

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O Vitória confirmou sábado o péssimo momento que atravessa no campeonato ao perder, por 3-0, na recepção ao União de Leiria, em partida da 12.ª jornada (a primeira da segunda volta) da série B da Liga 3. Num início de tarde em que tudo correu mal à equipa – um erro crasso de um defesa (Tiago Melo) que permitiu ao adversário inaugurar o marcador, uma expulsão (José Semedo) logo após o intervalo e um autogolo (François) –, o melhor foi mesmo a chegada do apito final que permitirá três semanas de interregno na competição.

Os golos do conjunto leiriense (Gonçalo Gregório bisou e o defesa senegalês François fez auto-golo), que aumentou para seis (quatro derrotas e dois empates) o número de encontros que os verdes e brancos levam sem vencer, puseram a nu as fragilidades da equipa comandada por Micael Sequeira, que não deverá resistir aos maus resultados e ao facto de a equipa ocupar a nona posição, com 12 pontos, quando estão completadas 12 jornadas.

No Estádio do Bonfim não houve pela segunda vez consecutiva público nas bancadas devido ao castigo de dois jogos à porta fechada aplicado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Recorde-se que na origem da punição aplicada estiveram as “verbalizações/cânticos ofensivos ao árbitro (Pedro Ferreira, da AF Braga) no jogo em Massamá, contra o Real SC, de 23 de Outubro de 2021”.

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Antes do jogo, o Vitória revelou a ambição de encarar o encontro como a primeira de 11 finais que a equipa ia realizar com o objectivo de lutar por um lugar entre os quatro primeiros. Tal não sucedeu e isso foi perceptível desde os instantes iniciais pela forma acutilante como o União, que está agora isolado na frente da tabela (com mais dois pontos que o perseguidor Amora e também mais um jogo realizado).

Logo no primeiro minuto, uma perda de bola do guarda-redes Leonardo Ferreira quase permitiu que os forasteiros inaugurassem o marcador. Foi o prenúncio para o assalto à baliza que se verificou no primeiro quarto de hora da partida. Aos quatro, Jair Silva, um dos homens mais perigosos dos unionistas, esteve perto do golo quando cabeceou ao poste direito da baliza sadina, após cruzamento da esquerda.

Muito velozes, os leirienses fizeram a cabeça em água à defesa que foi incapaz de suster o ímpeto do adversário nesta fase. Aos sete minutos, foi a vez de Leandro Antunes disparar de fora da área e proporcionar uma enorme defesa ao guardião sadino, que adiou o tento adversário. O sufoco teve novo capítulo volvidos três minutos quando numa jogada rápida de ataque Gonçalo Gregório, assistido por Jair Silva, rematou para defesa de Leonardo Ferreira.

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Num encontro em que praticamente só deu União na etapa inicial, Jair da Silva, aos 19 minutos, cabeceou para mais um voo de Leonardo Ferreira num lance em que houve muitos protestos sadinos – capitão José Semedo viu o primeiro cartão amarelo – que reclamaram falta no lance e o árbitro Humberto Teixeira, da Associação de Futebol do Porto, discordou.

Só a partir dos 20 minutos, os sadinos conseguiram equilibrar e passar inclusivamente a dominar em certos momentos de jogo. Em resultado disso, Zequinha conseguiu, aos 25 minutos, depois de receber na esquerda um passe de José Varela, rematar fraco ao lado do poste direito da baliza defendida por Carlos Alves, que, três minutos depois, viu a sua baliza novamente amaçada na sequência de um pontapé de canto.

Aos 34, com o jogo equilibrado e o Vitória mais perto da área adversária, Zequinha rematou de meia distância sobre a trave no seguimento de um bom lance colectivo em que com Daniel Carvalho e Gabriel Lima também intervieram. Foi na melhor fase do Vitória que o U. Leiria inaugurou o marcador através de Gonçalo Gregório, à passagem dos 37 minutos. Uma perda de bola de Tiago Melo foi aproveitada pelos leirienses para fazer um contra-ataque letal. Na cara do guarda-redes, avançado dos leirienses só teve de escolher onde colocar a bola.

Os sadinos tentaram reagir ao golo e visaram a baliza aos 39 e 40 minutos. Primeiro foi João Freitas a cabecear para defesa atenta do guardião Carlos Alves, que desviou para canto. No seguimento do lance, Gabriel Lima, também de cabeça, levou a bola a passar ao lado do poste direito no último lance de perigo antes do intervalo.

 

Expulsão e autogolo no início do segundo tempo

 

No segundo tempo, o treinador Micael Sequeira lançou o atacante Rodrigo Pereira para o lugar de João Freitas. Ainda antes de ser possível ver efeitos práticos da mudança, o capitão José Semedo foi expulso depois de lhe ser exibido o segundo cartão amarelo, por falta dura sobre Jair Silva, aos 47 minutos.

O cartão vermelho foi um rude golpe nas aspirações do Vitória que viu a sua missão dificultar-se ainda mais aos 54 minutos, momento em que o defesa François, quando era pressionado por Jair Silva, teve a infelicidade de introduzir a bola na própria baliza, deixando o opoente com uma vantagem de 2-0.

O golo não impediu os sadinos de procurarem o golo que lhe permitisse reentrar na discussão do resultado. Aos 65 minutos, Rodrigo Pereira ameaçou marcar num lance em que não consegue acertar em cheio na bola no interior da área. Na resposta, aos 66, um remate cruzado colocado de Gonçalo Gregório só não deu golo porque Leonardo Ferreira fez uma estirada junto ao relvado para impedir que a bola entrasse na baliza.

Aos 72, o guardião voltou a ganhar no duelo com o avançado que já o tinha desfeiteado no primeiro tempo. A melhor ocasião de todo o jogo para o Vitória marcar aconteceu aos 83 minutos. Depois de um canto de Lucas Marques, o defesa Aloísio Neto cabeceou ao primeiro poste e só não fez golo porque Carlos Alves se aplicou para defender em cima da linha de golo.

Antes do apito final, já depois de Diogo Leitão ter, aos 86 minutos, rematado ao lado da baliza, o U. Leiria conseguiu chegar ao 3-0. Numa fase em que o jogo já estava partido, Pedro Empis assistiu Gonçalo Gregório, que, novamente só com Leonardo Ferreira pela frente, só teve de colocar a bola fora do alcance do guarda-redes.

No final do encontro, tal como já tinha acontecido noutras ocasiões, o treinador Micael Sequeira não compareceu na sala de imprensa para prestar declarações. Numa altura em que o descontentamento é geral entre os vitorianos, os responsáveis do clube deverão anunciar em breve a saída do técnico, de 49 anos, que soma três triunfos, três empates e seis derrotas na Liga 3.

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