31 Janeiro 2023, Terça-feira
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Zequinha admite que posição do Vitória na tabela é “embaraçosa”

“Temos 11 finais pela frente e continuo a acreditar que vamos terminar nos quatro primeiros”, diz

 

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Concluída a primeira volta da Liga 3, existem poucos motivos para sorrir em Setúbal. O Vitória não ganha há cinco jornadas e ocupa a 9.ª posição da prova, com 12 pontos, a sete de distância do 4.º classificado que dará acesso à fase de subida. Numa época em que o desempenho da equipa está aquém das expectativas, um dos poucos aspectos positivos é o facto de o avançado Zequinha, com nove golos apontados (metade dos que contabiliza a equipa), ser o artilheiro-mor da competição.

Em jeito de balanço, o jogador, de 35 anos, disse ao nosso jornal que, a nível individual, a época lhe está a correr bem e que tem como meta marcar ainda mais golos, procurando ultrapassar os 16 que apontou em 2020/21 no Campeonato de Portugal. Em termos colectivos a história é bem diferente. “Estamos numa posição que até é um bocadinho embaraçosa ao olharmos para a tabela”, confessa.

Não obstante a posição difícil em que o Vitória se encontra, o atacante setubalense, que fez a sua formação no clube, acredita que a equipa tem condições para recuperar na tabela e terminar nos quatro primeiros. “Há 11 finais e tudo é possível. Continuo a acreditar que vamos terminar nos quatro primeiros”, disse Zequinha, apontando já ao duelo de sábado (13 horas), no Bonfim, frente ao U. Leiria, a contar para a 12.ª jornada da prova.

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Em termos individuais, qual o balanço que faz da época em que lidera a lista de melhores marcadores da Liga 3, com nove golos apontados em 11 jornadas?

A esse nível, as coisas estão a correr-me muito bem. Em todos os jogos quero marcar, este ano já tive algum azar porque atirei três bolas ao poste. Podia ter mais golos, mas a nível pessoal é uma das épocas que me está a correr melhor.

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Em 2020/21, no Campeonato de Portugal, teve a sua melhor temporada ao nível dos golos apontados (16). O objectivo passa agora por superar essa fasquia?

Gostava de superar essa marca. Geralmente traço metas em que procuro ultrapassar as fasquias que atingi antes. Obviamente gostava de superar os 16 golos e ajudar o clube a atingir os seus objectivos.

Com cerca de 350 golos é, em todos os escalões, o melhor marcador de sempre do Vitória. Sabia disso? O que representa para si esse facto?

Sei que já são muitos. Tenho de começar a apontar (risos). Ter esse recorde é importante e motivo de orgulho por tudo o que o Vitória significa para mim e para a minha família. Também é bom para os meninos da formação que vêm alguém que também começou como eles fazer tantos golos. Quem sabe alguém não vá superar esse registo.

Como vê o facto de vários jovens oriundos da formação estarem na equipa principal?

Para mim, é motivo de orgulho e acho que o Vitória faz muito bem em aproveitar a formação. Tanto os que estão agora como muitos que ainda não chegaram à nossa primeira equipa têm muita qualidade. O futuro do Vitória passa por aí e tentar vender alguns jogadores para as contas do clube poderem melhorar. Tem de ser através da prata da casa. Temos uma quantidade de miúdos com muita qualidade.

Como é a sua relação com mais jovens do plantel?

Trato os mais velhos e mais novos de forma igual. Obviamente que os mais velhos têm por vezes conversas que não têm com os mais novos devido à sua idade. No entanto, em termos de lidação, é exactamente igual e não faço diferença entre uns e outros.

Em termos colectivos, com a equipa na 9.ª posição, a sete pontos do 4.º classificado, o desempenho da equipa está longe do desejado…

Obviamente que não era isto que nós, a nossa cidade e os nossos adeptos queríamos ou estavam à espera. Continuo a confiar na equipa. Temos 11 finais, estamos a sete pontos do 4.º lugar, diferença que já é considerável, mas continuo a acreditar que vamos terminar nos quatro primeiros.

O que o leva a estar optimista?

Penso que a equipa tem muita qualidade e não tenho dúvidas de que, se formos uma família como fomos nos últimos dois jogos, apesar de termos perdido um deles (2-1 com o Belenenses) mesmo tendo sido muito superiores, vamos chegar onde queremos. Se continuarmos com essa maneira de estar, vamos conseguir o objectivo de ficar nos primeiros quatro lugares. Obviamente que queríamos estar em 1.º, mas o 1.º ou o 4.º é igual porque todos passam à fase seguinte e partem todos em igualdade de circunstâncias na altura.

A primeira das 11 finais que a equipa vai ter é já este sábado (13 horas) com o U. Leiria. Como perspectiva esse encontro?

Independentemente de ser o Leiria ou outra equipa, temos 11 finais e temos de estar preparados a todos os níveis, anímicos, psicológicos e físicos, para conseguirmos dar a volta por cima. A esperança é a última a morrer. Sabemos o que estamos a fazer, nós, a direcção, o treinador. A primeira volta não foi o que desejávamos, nem de perto nem de longe. Estamos numa posição que até é um bocadinho embaraçosa ao olharmos para a tabela. Temos de confiar em nós e jogar jogo a jogo, é esse o lema. Há 11 finais e tudo é possível.

Qual o sentimento no seio do plantel por estarem longe dos primeiros lugares?

Nunca imaginámos. Tivemos uma pré-época bastante positiva e causamos, se calhar, alguma euforia nos adeptos. Os resultados não têm sido de acordo com o que é a nossa história. Estamos a melhorar e é isso que temos de nos agarrar. Energia positiva.

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