4 Dezembro 2022, Domingo
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“Quero subir à 2.ª Liga e estrear-me na Selecção Nacional de sub-19”

Lourenço Henriques, de 18 anos, é totalista desde que se estreou na equipa principal a 17 de Setembro

 

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O defesa Lourenço Henriques é neste momento a grande revelação da equipa do Vitória na presente temporada. Aos 18 anos de idade, o jovem não falhou um único minuto nos últimos nove jogos realizados pelos sadinos (seis na Liga 3 e três na Taça de Portugal), onde se assume como incontestável nos onzes escolhidos pelo treinador Micael Sequeira, que tinha lançado o atleta no duelo com o Caldas, de 17 de Setembro.

Depois de ter começado 2022/23 na equipa de juniores, o central agarrou com unhas e dentes a oportunidade na equipa principal. Feliz pelo voto de confiança que nele depositaram, Lourenço Henriques confessa ter mais objectivos traçados para a temporada actual. “Quero jogar o máximo número de jogos pelo Vitória, poder subir à 2.ª Liga e estrear-me na Selecção Nacional de sub-19”. Questionado sobre a forma como decorreu a sua integração no grupo de trabalho, o jogador garante não ter sentido nenhuma dificuldade. “Correu bem. Todos me receberam bem, desde os mais experientes aos mais novos, que já conhecia dos juniores o ano passado, tal como o Dani (Carvalho), o (Diogo) Sequeira, o (Tiago) Neto. Como também já tinha vindo treinar duas ou três semanas aos seniores também já conhecia alguns dos jogadores mais velhos”, referiu.

Sobre os objectivos que ambiciona na sua carreira a longo prazo, Lourenço Henriques, que chegou a Setúbal em 2020/21 oriundo do Benfica, não se coíbe de partilhar os sonhos que acalenta conquistar no futuro. “Gostava de ter conquistado a Liga dos Campeões ou ter jogado o Campeonato do Mundo ou da Europa”, disse imaginando o que gostaria de ver concretizado no final do seu percurso como atleta. O jogador lembrou no podcast o que sentiu no momento em que soube que iria envergar pela primeira vez a camisola principal dos vitorianos, aquando da 4.ª jornada da Liga 3 frente ao Caldas. “Senti-me muito bem, orgulhoso do meu trabalho e da minha família que está sempre comigo. Senti que a pré-época tinha corrido muito bem e que a oportunidade podia surgir a qualquer momento. Quando surgiu agarrei-a”.

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Em relação ao estado de espírito depois do encontro que os sadinos perderam já em tempo de compensação, no Bonfim, por 1-2, com o Caldas, o atleta confessa ter tido um sentimento agridoce. “Fiquei triste pelo resultado e pela exibição, que não foi tão boa, da equipa. No entanto, senti que fiz o meu trabalho. Sou muito tranquilo e focado nos meus objectivos, era só o meu primeiro jogo”.

Confrontado com os elogios do treinador Micael Sequeira depois da sua estreia – técnico afirmou que “ganhámos um central para o futuro do Vitória e também do futebol português” – Lourenço Henriques não fica indiferente ao elogio. “As palavras do mister são muito fortes e significativas. Vou continuar a trabalhar. Sinto que trabalhei muito na pré-época para que chegasse esta oportunidade”.

As mudanças dos juniores para os seniores são diferentes, admite. “Os treinos aqui são muito mais exigentes e muito melhores em termos de intensidade”, afirma, revelando que, para aprimorar a sua condição física, trabalha fora do Bonfim. “Continuo a fazer os meus treinos no clube e fora dele”.

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O atleta, que chegou a Setúbal proveniente do Benfica, lembrou o seu percurso nos escalões de formação. “Nasci em 2004 e, com 4/5 anos comecei a jogar futebol. Aos 8/9 fui para o Benfica e agora, que estou no Vitória desde 2020, sinto que estou bem preparado para ser jogador profissional”, afirmou.

À chegada ao Vitória, o defesa não esconde que encontrou diferenças nas condições de trabalho proporcionadas pelos dois emblemas, mas assegura que esse aspecto nunca representou um obstáculo para si. “É uma realidade diferente. Foi um choque porque as condições no Benfica eram muito boas. Aqui também, mas é diferente. Sinto que estou bem aqui e quero continuar por mais tempo”. Filho de Pedro Henriques, ex-defesa que em 1994/95 e entre 1997/98 e 1999/2000 representou o Vitória, o jovem central afirma que o desejo de ser futebolista não está relacionado com o facto de o progenitor ter sido jogador. “Já nasceu comigo. Quando nasci o meu pai já tinha acabado a carreira de futebolista”, disse sobre o ex-atleta de Belenenses, Benfica, Santa Clara e Académica.

Espectador atento dos jogos do filho no Vitória, Pedro Henriques marca presença no estádio sempre que lhe é possível. “Quando pode vem sempre ver os meus jogos e, no final, liga-me sempre ou vem falar comigo para me dizer o que fiz bem e o que posso melhorar”, disse, garantindo não o incomodar eventuais comparações ao seu pai. “Não me importo de ser associado ao meu pai. Teve um bom percurso em Portugal. Quero fazer o meu caminho, mas não me importo de ser associado ele”.

Fã de Cristiano Ronaldo e Rúben Dias, o defesa sadino confessa ser um mau perdedor. “Não gosto de perder por nada, mesmo fora do contexto do futebol. Fico numa azia, é melhor deixarem-me no meu canto”, confessa, deixando um conselho aos mais novos. “Continuem a trabalhar mesmo que a oportunidade não esteja a surgir agora. Quando surgir agarrem-na porque pode não haver uma segunda”.

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