6 Outubro 2022, Quinta-feira
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“Sentíamos a obrigação de ganhar e limpar a imagem que deixámos no jogo em Leiria”

“Esta vitória não faz sentido se não conseguirmos dar-lhe continuidade”, alerta o treinador

 

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Depois do descalabro da primeira jornada, em que o Vitória foi goleado 4-0 no reduto do U. Leiria, a equipa conquistou os primeiros três pontos da série B da Liga 3 graças ao triunfo de domingo, por 3-2, sobre o Sporting B. O treinador Micael Sequeira reconheceu na conferência de imprensa, após o duelo com os leões, que há ainda um longo caminho a percorrer, mas não esconde a sua satisfação pela resposta que a equipa deu, sobretudo no segundo tempo, período em que se se conseguiu soltar da pressão vinda das bancadas. “A exigência tem de servir como motivação e nunca como bloqueio mental”, refere o técnico que aponta já ao jogo de sábado (11 horas), nos Açores, a contar para a 3.ª jornada da prova, diante do Fontinhas. “Esta vitória não faz sentido se não conseguirmos dar-lhe continuidade”.

 

Que análise faz ao jogo que permitiu à equipa vencer depois da goleada (4-0) sofrida na jornada inaugural em Leiria?

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Foi um grande espectáculo, com cinco golos. Depois da primeira jornada e de todo o sentimento de injustiça que tivemos pelo trabalho que realizámos nas seis semanas de pré-época, sentíamo-nos na obrigação de dar uma resposta. Defrontámos um adversário fortíssimo, com excelente organização e recheado de grandes valores individuais. A tarefa não era fácil, mas acabámos por vencer por toda a vontade e atitude que demostrámos na segunda parte. O jogo teve golos fantásticos e de excelente execução individual do Zequinha e do Rodrigo Pereira. Quando assim é resta-nos dar os parabéns aos jogadores pelo comportamento que tiveram e que é fruto do trabalho que têm vindo a desenvolver. Têm sido uns profissionais inexcedíveis.

Qual a importância que os adeptos tiveram na conquista dos três pontos?

Os adeptos são fundamentais neste clube enorme. Temos que nos habituar o mais rápido possível à exigência que o Vitória e os adeptos têm. Temos de ser pró-activos, puxar pelos adeptos e saber lidar com eles. De facto, são fantásticos. É um privilégio tê-los. Já ando no futebol há muitos anos e não é fácil ter uma massa adepta assim. Vai servir-nos de motivação e é esse o trabalho que vamos desenvolver para os mais novos, que acabaram de chegar. Esperamos que se adaptem o mais rapidamente possível a esta exigência que tem de servir como motivação e nunca como bloqueio mental. Estou muito satisfeito porque na segunda parte os jogadores soltaram-se e fizeram uma segunda parte com bom nível.

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Os adeptos mostraram alguma impaciência com a equipa em determinados momentos do jogo. Estando a orientar a equipa no banco de suplentes, como se gere os sinais de insatisfação que chegam da bancada?

A mensagem que passo é que ter estes adeptos é um privilégio muito grande e tem de nos servir de motivação. Difícil é jogar sem adeptos ou com poucos nas bancadas. Vai-nos servir sempre como motivação e não como qualquer coisa que nos possa bloquear. A exigência é grande. Na primeira parte, ninguém estava satisfeito, nem os jogadores nem os adeptos, que, pela forma como percebem de futebol e estão habituados a grandes equipas, se manifestaram.

Que efeito têm essas manifestações na equipa?

Essa manifestação motiva-nos porque nos obriga a acordar e isso é importante em qualquer equipa. Temos de ser pró-activos e a mensagem ao intervalo passou e conseguimos sacudir um bocado essa pressão. Fomos à procura da vitória e acabámos por o conseguir. Não é fácil estar a ganhar duas vezes, o adversário empatar e, com esta pressão toda, voltarmos a marcar novamente. Isso deixa-nos muito satisfeitos. Agora, esta vitória não faz sentido se não conseguirmos dar-lhe continuidade.

A principal mensagem que passou à equipa ao intervalo foi que se soltasse mais?

Sim, tínhamos que libertar essa pressão de fazer o primeiro jogo em casa depois do resultado que tivemos na primeira jornada. Sentíamos a obrigação de ganhar e limpar a imagem que deixámos no jogo em Leiria. Isso acarreta sempre uma pressão extra. Na segunda parte, os jogadores conseguiram libertar-se dessa pressão e estar a um bom nível.

Como preparou este jogo depois da pressão causada pela goleada?

Preparámos da mesma maneira. Falámos sobre esse jogo na segunda-feira e na quarta já estávamos direccionados para o Sporting B. O jogo em Leiria e a data de 21 de Agosto é muito importante e espero recordá-lo no final do campeonato. As derrotas são uma aprendizagem e nunca nos podem servir como uma desmotivação. O erro tem de nos servir de motivação e as derrotas como aprendizagem. É esta a forma que tenho de pensar. Aprendemos muito com o jogo de Leiria. Tivemos muitos adeptos a apoiar-nos e ficámos muito tristes por termos passado uma imagem que não corresponde ao Vitória, por essa razão havia neste jogo com o Sporting B uma pressão extra que tornava esta partida difícil.

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