27 Junho 2022, Segunda-feira
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Tomás Pereira um treinador da região na equipa técnica da selecção da Suécia

Começou como treinador no Quintajense, foi para a Noruega, scout no Sporting, seleccionador na AF Setúbal e actualmente é analista de jogo na selecção da Suécia

 

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Tomás Pereira tem 34 anos e nasceu em Palmela, onde fez grande parte do seu percurso de jogador. Depois foi para a Noruega, passou pela Polónia e agora está na selecção da Suécia, como analista de jogo.

 

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Na época de 2018/19 esteve em Portugal como scout nos sub-15 do Sporting Clube de Portugal e foi seleccionador distrital na Associação de Futebol de Setúbal.

 

Tomás Pereira, apesar de se encontrar no estrangeiro, tem fortes ligações à sua terra por razões de ordem familiar [porque é filho de José Manuel da Claudina e neto do saudoso Nicolau da Claudina, que foi dirigente do Palmelense e do Vitória FC] e diz que fará sempre questão de dizer que o Palmelense é o seu clube e Palmela a sua vila.

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Presentemente é analista de jogo na selecção da Suécia. Como está a decorrer a experiência?

A experiência tem sido fantástica e tenho aprendido imenso todos os dias. É um contexto de elite, em que a exigência é máxima todos os dias, mas é também o contexto que gosto e me sinto confortável porque também é o que mais me desafia e me faz sair da zona de conforto.

 

É este o trabalho que mais gosta de fazer no futebol ou tem outras ambições?

Sempre encarei cada função, seja agora de analista, tal como anteriormente de coordenador, de treinador, de scout, de adjunto ou de professor da mesma forma, dar o melhor de mim todos os dias, pôr-me à prova em contexto desafiantes porque todas as experiências nos irão fazer crescer. Se repararmos, todas as funções são de treinador. O analista é um treinador com especialidade na análise, o coordenador entre outras funções, é um treinador dos treinadores, o scout é um treinador com especialidade na análise e detecção de talento e potencial individual, o professor é alguém que poderá inspirar alguém a poder vir a ser um dia treinador, e então, tento sempre encarar com essa perspectiva, tentar ser melhor treinador com todos estes desafios.

 

Tomás Pereira é natural de Palmela e foi exactamente no Palmelense que começou a jogar futebol e onde fez toda a sua formação. Foi importante para si a passagem pelo clube?

Foi fantástico! Tive imensas pessoas que me marcaram muito, entre elas o prof. José Baião, que é muito graças a ele que desenvolvi esta paixão pelo treino e pelo jogo.

 

Depois, ainda como jogador foi para a Noruega onde deu início à carreira de treinador. Houve alguma razão especial para a mudança?

Eu comecei como treinador no Quintajense Futebol Clube, ainda antes da minha partida para a Noruega, bem como no Scouting do Sporting Clube de Portugal. Na altura concorri a um programa de intercâmbio de professores, sendo essa a razão da minha mudança. A carreira de treinador na Noruega surgiu por “acaso”, mas foi aí que se deu o “clique”: É isto que eu quero!

 

No regresso a Portugal passou pelo scouting do Sporting e pelo cargo de seleccionador na AF Setúbal, mas pouco depois regressou ao estrangeiro, esteve na Polónia e esta época foi para a Suécia, onde se encontra. Porquê esta opção pelo estrangeiro?

O Scouting do Sporting foi antes de ir para a Noruega e seguiu-se ainda na Noruega como coordenador do Scouting da área profissional na Escandinávia. A minha filosofia de vida foi sempre clara. Aprender o mais que puder com quem me rodeia e a aprendizagem e crescimento na AF Setúbal foram brutais, uma experiência que me marcou muito! Na altura surgiu um convite da Polónia para ajudar um “gigante adormecido” a levantar-se de novo e como sou apaixonado por desafios, aí fui eu.

 

Apesar de estar fora do país continua a acompanhar o futebol da nossa região e em especial o “seu” Palmelense?

Sempre. Levarei o Palmelense sempre no coração e farei sempre questão de dizer que o Palmelense é o meu clube e Palmela a minha vila. Tenho muitos amigos no clube.

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