28 Setembro 2022, Quarta-feira
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Filipe Moreira: “Faltam quatro batalhas e enquanto dependermos de nós vamos lutar até o fim”

“Estou feliz por viver com estes jogadores, fazer parte desta casa e por ter estes adeptos”, diz o treinador

 

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Após o empate (2-2) de domingo na recepção ao Sp., Braga B, o Vitória soma à 2.ª jornada um ponto na série 2 da fase de subida da Liga 3, prova que é liderada pelos bracarenses e pela Oliveirense, que seguem com quatro pontos.

Com 12 pontos por discutir até ao final, o treinador Filipe Moreira não desarma do objectivo de levar os sadinos ao 1.º lugar de forma a conseguirem a subida à II Liga. O técnico faz questão de lembrar que na época anterior, os setubalenses, que lutaram até à derradeira jornada pela promoção, estavam em posição idêntica à actual.

“Curiosamente, o ano passado o Vitória estava na mesma situação de agora. Somava um ponto em dois jogos e tinha empatado um jogo e perdido outro. Faltam quatro batalhas e, enquanto dependermos de nós e sentir que equipa tem esta atitude e carácter, vamos lutar até a fim”, promete.

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Após o embate no Estádio do Bonfim, Filipe Moreira revelou logo durante o rescaldo que fez do encontro na sala de imprensa que o seu foco já estava nos próximos compromissos, sendo o primeiro já no sábado, pelas 18 horas, na casa do U. Leiria.

“Temos agora um jogo fora e depois outro em casa [Oliveirense] e vamos procurar somar o maior número de pontos para entrarmos na disputa pelo título de campeão”. Apesar de ser o primeiro a reconhecer que a missão que o grupo de trabalho tem pela frente é árdua, o treinador mostra-se optimista e não poupa elogios ao ambiente que encontrou em Setúbal.

“Sabemos que não o caminho que temos pela frente é fácil, nem para nós nem para os outros. Estou feliz por viver com estes jogadores, fazer parte desta casa e por ter estes adeptos. Quando assim é ficamos muito mais perto de ganhar”. Sobre o jogo com os Braga B, a equipa teve um mau início, reconhece.

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“Entrámos mal e sofremos um golo nos primeiros dois minutos. O adversário trazia três pontos da jornada anterior e os níveis de confiança aumentaram ainda mais com o golo. Depois de 1-0 tivemos de nos expor e arriscar ainda mais. Tivemos de ser mais ofensivos e jogámos muito mais em pressão alta, a não deixar o adversário pensar”.

A resposta sadina, que chegou aos seis minutos ao empate (1-1) conseguido graças a um cabeceamento certeiro de Bruno Bernardo, foi imediata. “Reagimos bem e de bola parada fizemos o golo do empate. Voltámos a estar dentro do jogo e a procurar novamente a baliza adversária, mas sofremos o 2-1 de grande penalidade. Tivemos de ir outra vez atrás do prejuízo”.

E acrescenta: “Na segunda parte, os jogadores demonstraram o porquê de levarem para os treinos a intensidade, atitude, raça e alma que caracteriza o clube. Isto é o Vitória, se estiver a perder tem de morrer dentro do campo a dar tudo. Acabámos com quatro avançados na frente: o Gabriel, o Rodrigo Pereira, o Mendy e o Zequinha.

Com o jogo empatado continuámos a arriscar e a querer mais”. Com os lances de perigo a desenrolarem-se junto de ambas as balizas qualquer equipa podia ter voltado a marcar. “É verdade que o Braga podia ter marcado uma ou duas vezes e nós também o podíamos ter feito. Acabámos o jogo a dar alguns sinais de que podíamos ter ferido o Braga, mas sempre a perceber que, a qualquer altura, o Braga nos podia fazer mal e fazer o terceiro golo”.

“Fomos a equipa que quis sempre ganhar”

Filipe Moreira destacou o 12.º jogador e a qualidade do espectáculo. “O apoio fantástico dos nossos adeptos justificou da nossa parte fazer o que fizemos. Acaba por seu um jogo dorido para nós, com sabor quase a derrota porque sentimos que fomos a equipa que quis sempre ganhar.

Conseguimos recuperar duas vezes de desvantagens. Foi um jogo fantástico e as duas equipas estão de parabéns. No final, fui ao balneário de dei os parabéns aos jogadores que deixaram tudo dentro do campo, não havia mais nada para deixar. A prová-lo está a atitude, a persistência e o acreditar tiveram presentes até ao fim”.

Os aplausos no final foram um reconhecimento ao esforço dos atletas. “A confirmá-lo também está a forma como saímos de dentro do campo. Toda a gente nos apoiou nas duas bancadas, sócios, adeptos e as claques disseram que o Vitória não é grande, é enorme. Muito obrigado pelo apoio”, disse, mostrando-se satisfeito pela qualidade do futebol a que se assistiu no Bonfim.

Foi um jogo com muitas oportunidades, de balizas. Normalmente há sempre um jogo mais chato, enervante e menos entusiasmante, mas neste caso o futebol ofensivo foi uma realidade. Quem vive do futebol e gosta do futebol fica muito mais satisfeito”.

Questionado por O SETUBALENSE sobre a confusão que se verificou após o apito final, o treinador do Vitória foi peremptório. “Prefiro falar de coisas positivas porque o futebol deve ter esse enquadramento. Tudo o que se passa dentro do campo fica dentro do campo. Tem de se respeitar as equipas de arbitragem.

Em 37 anos que tenho como treinador nunca falei de um árbitro. Portanto, o que se passou dentro do campo deve ser para quem está lá dentro analisar, discutir e trocar impressões. Há muita emoção à flor da pele e é natural que, às vezes, mais coisas se passem”.

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