20 Maio 2022, Sexta-feira
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‘Bomba’ de Zequinha vale apuramento do Vitória FC para a fase de subida

Nuno Pinto foi expulso aos 40 minutos no jogo em que estiveram 3 518 espectadores no Bonfim

 

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Objectivo cumprido no Bonfim. O Vitória venceu na tarde de sábado o Alverca, por 1-0, e segurou o 4.º posto da classificação da série B da Liga 3, posição que garantiu o apuramento para a Fase de Subida à II Liga.

Zequinha, avançado nascido e criado em Setúbal, foi o herói do jogo ao apontar o único golo – e que golo! – que colocou em festa os mais de 3 500 adeptos que estiveram no estádio.

Os sadinos, que actuaram desde os 40 minutos com menos um elemento devido à expulsão de Nuno Pinto, precisavam de vencer para seguir em frente na prova e conseguiram- -no graças ao golaço de Zequinha, aos 56 minutos.

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O resultado permitiu à equipa de Filipe Moreira, que por castigo esteve ausente do banco de suplentes, continuar a sonhar com a subida de divisão. No final da derradeira jornada, o Vitória ficou à frente do Amora, conjunto orientado por Sandro Mendes, que venceu no reduto do Torreense (1-0) e terminou na 5.ª posição com 36 pontos, apenas menos um que os sadinos.

U. Leiria, com 48 pontos, Alverca e Torreense, ambos com 41, ocuparam os primeiros lugares da tabela è frente dos setubalenses. Numa partida em que estiveram 3 518 adeptos nas bancadas – número que estabeleceu um novo recorde de assistência na Liga 3 (o anterior máximo tinha-se registado no Caldas-Alverca, com 2 513 espectadores) –, os ribatejanos entraram melhor e foram os primeiros a ameaçar o golo, levando, nos primeiros 16 minutos, por três vezes perigo à baliza de João Valido.

Aos 11 minutos, Gustavo Klismahn concluiu um contra-ataque que levou a bola a passar ao lado do poste direito. Volvidos quatro minutos, o Alverca ficou ainda mais perto do golo num remate forte de Ricardo Rodrigues que João Valido desviou para canto. N

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a sequência do lance, o defesa Ronaldo Rodrigues quase aproveitou um pontapé de bicicleta para inaugurar o marcador para os ribatejanos. Depois dos sustos, o Vitória deu, aos 18 minutos, uma excelente resposta através de uma jogada colectiva que foi finalizada por Daniel Carvalho com um remate a rasar o poste esquerdo da baliza de José Costa.

A ilusão de óptica levou o público a gritar golo no Bonfim, mas a bola embateu na parte exterior das redes da baliza. Antes do momento que viria a marcar o primeiro tempo, nota ainda para um remate, aso 29 minutos, de Bruno Bernardo sobre a trave da baliza do Alverca.

Num lance muito contestado pelos sadinos, o árbitro da AF Porto, José Bessa, exibiu aos 40 minutos o cartão vermelho a Nuno Pinto. O juiz entendeu que houve entrada dura do defesa-esquerdo sobre Eurico Lima, decisão que obrigou o Vitória a actuar em inferioridade numérica a restante partida.

A actuar com 10 elementos, o 12.º jogador que tinha sido convocado para as bancadas do estádio redobrou o apoio à equipa e passou a ser o 11.º jogador daí em diante, contribuindo de forma decisiva para o êxito. No segundo tempo, o Vitória conseguiu na maior parte do tempo disfarçar o facto de estar em inferioridade numérica.

Apesar de Joanta Bastos ter deixado o primeiro sinal de aviso num cabeceamento perigoso aos 49 minutos, o Vitória deu um sinal de aviso aos 53 minutos. Depois do guardião José Costa travar remate de Zequinha, na recarga, Murilo Rosa disparou ao lado do poste direito da baliza ribatejana.

Explosão de alegria aos 56 minutos

O lance foi o pronúncio do golo que viria a fazer, aos 56 minutos, o Bonfim entrar em erupção. Após uma excelente roubo de bola de Robson, que no reatamento tinha substituído Rúben Gonçalves, o médio assistiu Zequinha, avançado que conduziu a bola pela direita e, já no interior da área, fuzilou com um remate cruzado fortíssimo o guardião José Costa.

A ganhar por 1-0, o Vitória quase chegou, aso 61 minutos, ao segundo golo num livre directo cobrado na esquerda por Robson, que levou a bola a embater no poste esquerdo da baliza ribatejana. Volvidos quatro minutos foi a vez de João Valido apanhar um susto.

Após cruzamento na direita, Jonata Bastos quase aproveitou uma falha de comunicação entre o guardião sadino e a sua defesa para repor a igualdade. Até ao final, o Vitória cerrou fileiras e conseguiu, à excepção de remates de meia distância de Rafa Castanheira (71 minutos), Pepo (77) e Filipe Brigues (82), manter a bola afastada da zona de perigo.

Numa altura em que no Bonfim já se sabia que o Amora vencia em Torres Vedras, a equipa guardou com unhas e dentes a vantagem, contando para isso com o precioso contributo do público que, após o final, explodiu de felicidade e celebrou em comunhão com os adeptos a presença no play-off, fase em que terão como oponentes o U. Leiria, Oliveirense e Sp. Braga B.

Emoção

Nas celebrações que se seguiram ao triunfo de sábado, fica para a posteridade uma imagem que vale mais de mil palavras. O abraço sentido entre o herói Zequinha, autor do golo que apurou os sadinos, e a antiga glória do clube Fernando Tomé em reconhecimento por quem se entrega de alma e coração em defesa do Enorme.

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