6 Outubro 2022, Quinta-feira
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Vitória desfalcado não vai além do empate com o Real

Vitorianos mantêm 3.º lugar com quatro pontos de vantagem para equipa de Massamá

 

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Ainda a lamber as feridas da goleada (4-1) sofrida na ronda anterior com o U. Santarém, o Vitória FC não foi este domingo de manhã, em Setúbal, além de um empate (1-1) com o Real, em partida da 17.ª jornada da série B da Liga 3. Mathiola, na primeira parte, colocou os sadinos na frente do marcador, mas o conjunto de Massamá conseguiu chegar à igualdade, nos primeiros minutos do segundo tempo, através de uma grande penalidade convertida por Gustavo Moura.

Com o resultado registado no Estádio do Bonfim, o emblema setubalense está na 3.ª posição, da competição com 27 pontos, mais quatro que o Real, que é o primeiro conjunto a surgir depois dos primeiros quatro classificados que terão acesso à fase de subida. Na tabela, que é liderada de forma destacada pelo U. Leiria, o Torreense (32 pontos em 17 jogos) é 2.º, o Vitória 3.º (27 pontos em 16 jornadas), o Alverca 4.º (26 pontos em 15 partidas) e o Real é 5.º com 23 em 16 jogos.

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Com vários atletas fora das opções devido à Covid-19, entre eles o até agora titularíssimo guarda-redes João Valido, que foi substituído pelo internacional haitiano Josué Duverger, os setubalenses apresentaram ontem de manhã cinco alterações em relação à jornada anterior realizada em Santarém. Além da novidade na baliza, ficaram de fora Bruno Bernardo, Daniel Martins, Bruno Ventura e Zequinha e entraram para os seus lugares Miguel Lourenço, Nuno Pinto, Diogo Martins e Frédéric Mendy, que entretanto regressou da CAN (Campeonato das Nações Africanas) onde esteve ao serviço da Guiné-Bissau.

Em isolamento devido a casos de Covid no seu núcleo familiar, o treinador Pedro Gandaio também não esteve presente no Bonfim, estádio em que um dos elementos da sua equipa técnica, o adjunto Vasco Silva, comandou a equipa desde o banco. Foi daí que o timoneiro substituto viu, aos 12 minutos, o Vitória criar o primeiro lance de perigo do encontro.

Na sequência de um livre directo de Nuno Pinto sobre o flanco esquerdo, o lateral obrigou João Godinho a aplicar-se para desviar a bola para canto impedindo o golo dos sadinos. Após o canto, cobrado por Nuno Pinto, o avançado Frédéric Mendy desviou de cabeça ao lado do poste esquerdo da baliza do conjunto de Queluz.

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Aos 18 minutos, o Vitória, que teve quase sempre o ascendente sobre o Real no primeiro tempo, voltou a deixar a defesa contrária em sobressalto num remate do médio Murilo Rosa, de fora da área e em zona frontal, que passou sobre a trave da baliza defendida por João Godinho.

Depois dos avisos, os sadinos, sem surpresa, inauguraram o marcador, aos 20 minutos. Depois de cruzamento teleguiado de Nuno Pinto da esquerda, Mathiola surgiu próximo do primeiro poste a cabecear para o 1-0 dos anfitriões, dando a melhor sequência a uma bola enviada pelo rei das assistências do emblema setubalense.

Só depois do golo, numa altura em que o cronómetro já estava na meia-hora de jogo, o Real visou a baliza de Josué Duverger pela primeira vez. Aos 29 minutos, um remate frouxo, sem qualquer perigo, de Gustavo Moura passou al lado do alvo. Mais forte foi o disparo de meia distância de Amadu Baldé, aos 37, que foi travado com segurança pelo guardião sadino.

Antes do árbitro Pedro Ferreira, da Associação de Futebol de Braga, apitar par o intervalo, o Vitória não se livrou de um valente susto naquela que foi a melhor oportunidade do Real para empatar. Aos 42 minutos, a enorme passividade da defesa sadina – qual passador! – quase foi aproveitada por Fábio Pala que, depois de deixar para trás vários jogadores sadinos, rematou à trave da baliza de Josué Duverger.

No segundo tempo, o Real foi a primeira equipa a criar perigo. Aos 47 minutos, Rodrigo Moitas apontou um livre e obrigou o guarda-redes sadino a afastar com os punhos a bola da sua área. Volvidos dois minutos, o árbitro assinalou grande penalidade favorável ao Real por entender que Bruno Almeida cometeu falta sobre Gustavo Moura no interior da área. Da marca dos 11 metros, aos 50 minutos, o avançado brasileiro encarregou-se da marcação, fazendo o 1-1.

Aos 57 minutos, o Vitória sofreu duas contrariedades com as lesões de André Pedrosa e Mathiola que foram substituídos por Zequinha e Robson. Apesar das mexidas, o Real foi a equipa que mais vezes levou perigo à área sadina, sobretudo através de remates de fora da área que obrigaram Josué Duverger a aplicar-se para travar os disparos de Tiago Morgado (77 minutos), Horácio Jau (79) e Ballack (81).

Já sem o defesa Nuno Pinto em campo – expulso aos 84 minutos por acumulação de cartões amarelos –, o Real, aos 90+6 minutos, deixou em sobressalto os adeptos vitorianos que viram o internacional A do Haiti ter de fazer uma excelente defesa para evitar que o remate de Marcos Barbeiro de fora da área impedisse os sadinos de conquistarem um ponto.

 

Trio reforça plantel sadino

 

O defesa Matheus Stockl (ex-Villa Nova, Brasil), o médio Diogo Leitão (cedido pelo Leixões até ao final da época), e o avançado Gabriel Lima, que alinhava nos sub-23 dos brasileiros do Corinthians, foram anunciados como reforços do Vitória. No entender dos responsáveis sadinos, os três jogadores representam mais-valias para o plantel no ataque à fase final do campeonato.

Matheus Stockl, de 21 anos, fez a sua formação no Atlético Mineiro e assinou por dois anos e meio com os setubalenses. Diogo Leitão, de 23 anos, que na época passada ajudou o E. Amadora a ser promovido à II Liga, alinhou em 2021/22 na II Liga ao serviço do Leixões. O atacante Gabriel Lima, de 23 anos, vinculou-se com os sadinos para as próximas três temporadas em meia.

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