16 Maio 2022, Segunda-feira
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“Queremos ser campeões e ganhar a taça distrital”

PCR lidera campeonato feminino só com vitórias

Equipa seixalense terminou a primeira volta do Campeonato Distrital Feminino de Futsal sem sofrer golos e o treinador, Carlos Sardinha, não esconde os seus objectivos.

 

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A equipa sénior feminina de futsal do Portugal Cultura e Recreio está a fazer um campeonato irrepreensível. No final da primeira volta tinha 24 golos marcados e as suas redes invioladas nos cinco jogos efectuados, um feito deveras notável que não está ao alcance de qualquer um porque é uma coisa que só se consegue se houver qualidade, concentração e essencialmente trabalho, muito trabalho.

Carlos Sardinha sente orgulho nas suas atletas porque estão a cumprir na íntegra tudo o que lhes tem sido pedido. As coisas estão a correr bem e o objectivo traçado está mais perto mas o treinador faz questão de salientar que ainda nada está ganho.

“O facto de termos terminado a primeira volta do campeonato sem sofrer golos é o culminar de um grande esforço colectivo. Tínhamos como principal objectivo fazer a primeira volta sem derrotas, e aqui importa salientar que fizemos mais três para a Taça Distrital que também concluímos sem sofrer golos. A equipa tem sido muito regular, mostrado boa atitude colectiva e todo o grupo de trabalho está imbuído num espírito verdadeiramente ganhador”, referiu a propósito Carlos Sardinha que gostaria de manter as redes da sua baliza invioladas por mais tempo mas acabou por sofrer um golo no passado sábado no jogo que disputou em Sines com o Independentes na vitória por 6-1.

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“O inevitável, mais tarde ou mais cedo tinha que acontecer. De qualquer forma a equipa continua unida e muito coesa no processo defensivo, isso ficou bem patente no jogo com o Vitória de Setúbal que foi o que apresentou um grau de maior dificuldade”, considera o treinador que revelou também outros pormenores sobre o trabalho desenvolvido pela equipa que é constituída por um misto de juventude e experiência. “As mais jovens transmitem irreverência e as mais velhas transmitem tranquilidade. São apenas 11 jogadoras, um plantel curto mas equilibrado. Nos treinos não conseguimos dissociar o processo defensivo do processo ofensivo e daí marcarmos muitos golos nos jogos, ao contrário do que acontece nos treinos, provavelmente porque trabalhamos bem tanto um aspecto como o outro”, salientou.

 

Faltam cinco finais

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No que respeita a objectivos, Carlos Sardinha é peremptório. “Queremos ser campeões distritais e ganhar a taça distrital. Na Taça de Portugal queríamos chegar à quarta eliminatória mas caímos logo na primeira, com uma derrota por 1-0 no prolongamento. Na altura disse que quem ganhasse aquele jogo ia longe na taça e na verdade os Machados, que foi o nosso adversário, estão na quarta eliminatória onde vão defrontar o Benfica. Para nós seria um prémio, não conseguimos, foi pena. Mas, voltando ao campeonato, reafirmo, queremos ser campeões mas temos que ter a noção que ainda faltam cinco finais. Temos que ter os pés bem assentes na terra”.

Em jeito de remate final, Carlos Sardinha deixou a sua opinião sobre o momento actual do futebol feminino na região.

“Neste momento estão a tirar muita gente do futsal para o futebol, compreendo os motivos mas há que realçar o empenho e o interesse das atletas que abdicam de muitas horas da sua vida para treinar e jogar. Dou como exemplo uma atleta que é polícia e chegou a dormir dentro do carro quando saiu do serviço para conseguir estar a tempo e horas no jogo e uma outra atleta que se deslocou de propósito de Santiago do Cacém, onde está a fazer um estágio profissional, para Setúbal. E isto acontece sem nada receberem em troca. Devia também ser feito um esforço maior para termos um campeonato com mais equipas”.

 

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