26 Setembro 2022, Segunda-feira
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Equipa de futebol feminino do Racing Power Football Club não perdeu qualquer jogo desde a sua fundação

Na época passada foi campeão nacional da 3.ª Divisão e esta época quer conquistar o título da divisão secundária.

 

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Há cerca de ano e meio quando apresentou o seu projecto para o futebol feminino, o Racing Power Football Club, através do presidente da direcção, Nuno Painço, disse que em dois anos queria subir à Liga BPI, e de facto as coisas estão bem encaminhadas, mas ainda não concretizadas.

A disputar o Campeonato Nacional da 2.ª Divisão, a equipa orientada pelo prof. Nuno Cristóvão terminou de forma invencível a Série Sul e prepara-se agora para disputar a fase de apuramento do campeão, onde se apresenta como candidato à subida de divisão.

Nuno Painço está consciente das dificuldades que vai encontrar na próxima fase da competição mas ao mesmo tempo confiante de que a equipa vai conseguir o objectivo.

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O Racing Power terminou a primeira fase do campeonato em primeiro lugar. Era um dos objectivos?

Sim, o primeiro objectivo era garantir o apuramento em primeiro lugar para sermos campeões da Série Sul. A mentalidade numa equipa praticamente profissional não podia ser outra.

Em dois anos de competição, a equipa não perdeu qualquer encontro a nível oficial. Como analisa este facto?

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Temos de estar preparados que um dia irá acontecer, mas o facto é que já fizemos muitos jogos e ainda não perdemos nenhum a nível oficial. Se me perguntar se estou admirado, eu direi que não. Sabemos o que temos dentro de portas e o investimento que fizemos para isso acontecer, tanto na conquista do título, como na época corrente. Se tivermos que nos organizar em termos de plantel, com dispensas ou novas contratações, para continuarmos a manter o mais alto nível de pressão, iremos fazê-lo sem pensar duas vezes.

Segue agora a fase de apuramento do campeão. A equipa está consciente das responsabilidades que vai encontrar?

A Sul temos equipas muito fortes, que nos irão acompanhar para a segunda fase, casos do Damaiense e Futebol Benfica, que o ano passado estavam na Liga BPI, e o campeão em título, o Sporting B. Em minha opinião, o futebol feminino sempre esteve mais desenvolvido no Norte que no Sul, basta ver as equipas que existem numa e na outra região. Depois, iremos encontrar equipas como o Rio Ave, finalista da 3.ª divisão que vencemos, Vitória de Guimarães, Romariz, Cadima ou mesmo o Valadares B que têm atletas guerreiras e combativas. Penso que será uma fase final muito competitiva, talvez mais do que a Liga BPI. As responsabilidades são as mesmas desde que o projecto foi criado. Todos os que cá estão sabem aquilo que têm de fazer, está tudo muito bem definido. Quem sai da trajectória estabelecida, ou rapidamente entra nos eixos ou perde o comboio e ele não para em mais nenhuma estação a não ser no fim da linha. E esse fim da linha é sermos campeões nacionais.

Na época passada a equipa foi campeã nacional da 3.ª divisão e esta época vai querer repetir o feito na 2.ª Divisão?

Na entrevista em que dei a conhecer o projecto, disse que em dois anos queríamos estar na Liga BPI, mas não é para chegarmos lá e andar a lutar pela permanência, queremos lutar na fase de campeão e esta época ser campeões da 2.ª divisão. Se isso acontecer, seremos os primeiros a juntar um título da terceira ao da segunda divisão.

Considera que o vosso projecto ficou mais forte com a vinda do prof. Nuno Cristóvão? 

Trabalhar com o professor tem sido uma aprendizagem para todos, o seu currículo fala por si. Não nos garante a conquista dos objectivos, mas andaremos muito mais próximo disso. A experiência que traz, não só nos seus métodos de trabalho, mas também na sua experiência enquanto homem do futebol, tem-nos ensinado como funciona o mundo futebol, em todos os aspectos. Um pequeno detalhe pode significar muito e nós não tínhamos essa percepção. Tínhamos a minha experiência enquanto dirigente associativo há mais de 20 anos e a minha experiência profissional a nível organizativo e administrativo e o Pedro Sebastião que anda no futebol há muitos anos, mas não a este nível. A experiência empresarial do Eng. Ismael Duarte e o saber, o profissionalismo e a dedicação do professor, tornam a máquina mais bem oleada e afinada.

Para finalizar há algo mais que queira acrescentar?

Agradecer ao presidente da União de Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, António Santos, por nos ter recebido a fim de saber mais do nosso projecto. Não queremos estar dependentes do poder político local para a concretização do Racing Power Women Academy, mas também não queremos estar à parte do desenvolvimento que podemos trazer ao concelho do Seixal.

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