2 Dezembro 2021, Quinta-feira
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“Vamos lembrar-nos deste dia para o resto das nossas vidas”

Foi um verdadeiro dia de festa para o Moitense, para os jogadores, equipa técnica e para os adeptos que compareceram em grande número no Estádio Alfredo da Silva no jogo frente ao SC Braga para a Taça de Portugal

 

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O Moitense, que no passado domingo defrontou o SC Braga para a Taça de Portugal, viveu um dos dias mais importantes da sua história, um dia que por certo não irá ser esquecido nos tempos mais próximos, por razões óbvias.

Porque o jogo não se podia realizar no Juncal Desportos devido à transmissão em directo pela Sport TV, a direcção do clube entrou em conversações com o Desportivo Fabril para que fosse realizado no Estádio Alfredo da Silva, como de resto veio a acontecer.

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Pela primeira vez no seu historial a equipa da Moita tinha oportunidade de defrontar uma equipa da 1.ª divisão do futebol nacional, ainda que se tratasse de um jogo a contar para a Taça de Portugal, e os adeptos não indiferentes à importância do momento resolveram comparecer em massa no estádio para apoiarem os seus jogadores.

Uma hora antes de o jogo começar a azáfama já era grande no espaço envolvente com adeptos muito ruidosos a ensaiarem os cânticos para colocarem em prática lá dentro, e os automobilistas a procurarem espaço para estacionar porque a polícia, por questões de segurança, havia colocado fortes restrições no acesso à volta do recinto desportivo.

Formaram-se então enormes filas, com o público a ter de percorrer cerca de 600 metros para entrar no estádio. A bancada central foi-se compondo, o ambiente era de grande festa e havia mesmo alguém a recordar os velhos tempos da CUF.

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Quando as equipas entraram em campo foi o delírio, muitos aplausos, muitas bandeiras a serem agitadas e muita expectativa por parte dos adeptos da Moitense para ver como a sua equipa se iria bater perante o actual detentor do troféu.

Nesta altura, já não cabia mais ninguém na bancada mas o público continuava a entrar. E, quando estavam decorridos 30 minutos de jogo, teve que ser aberto o acesso à bancada do topo sul.

Ficámos a saber que todos os bilhetes disponibilizados foram vendidos e numa estimativa muito aproximada da realidade tudo apontava para a presença de cinco mil espectadores; ou seja, uma das maiores enchentes dos últimos tempos.

Sobre o jogo já muito se disse nas televisões, nas rádios e nos jornais mas há ainda uma ou outra situação que importa salientar, o pontapé de canto conquistado aos 26 minutos e a boa organização defensiva da equipa orientada por David Nogueira que foi resistindo ao assédio dos bracarenses até aos 40 minutos, altura em que sofreu o primeiro golo.

Na segunda parte entrou com o objectivo de surpreender e logo no primeiro minuto esteve à beira de marcar num remate de Leonardo Leiro que foi travado por Tiago Sá. Aos 55 minutos, na sequência de um canto, Bruno Rodrigues faz o 2-0 mas o Moitense não baixou os braços e aos 71 minutos voltou a ganhar um pontapé de canto. Depois, o desgaste físico começou a acentuar-se e os guerreiros do Minho acabaram por elevar o marcador, que no final registava 5-0.

 

“Foi um dia histórico”

 

No final do encontro o treinador do Moitense, David Nogueira, apesar da derrota, não escondia a sua satisfação.

“Acabou o sonho, mas por tudo o que se passou em campo, nas bancadas e por aquilo que os jogadores fizeram, foi um dia histórico. Durante muitos anos vamos lembrar-nos dele para o resto das nossas vidas”.

Sobre o andamento do jogo e o avolumar do resultado nos últimos minutos, o técnico reconheceu que “a condição física do adversário é completamente diferente e o andamento é outro. Nós sentimos isso mas aguentámos bem e continuámos com as forças que tínhamos a batalhar até ao fim”.

“Em termos motivacionais este jogo por si só foi extremamente motivante, nesse capítulo não tivemos grande trabalho. Os jogadores estão na lua mas agora para os trazemos para terra vai ser mais difícil”, referindo-se à sua participação no campeonato distrital.

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