20 Agosto 2022, Sábado
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“Estamos nos primeiros quatro lugares e vamos fazer tudo para lá continuar”

Sadinos soma seis pontos em três jornadas e seguem na 3.ª posição da Liga 3

 

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Após três jornadas na Liga 3, o Vitória FC, que goleou no sábado (5-2) o Oliveira do Hospital, ocupa a terceira posição da prova com seis pontos, atrás de U. Leiria e Torreense, ambos com sete. Apesar de ainda haver muito campeonato pela frente, o facto de a equipa estar posicionada nos primeiros quatro lugares, que darão acesso à fase de subida à II Liga, vai ao encontro da meta traçada pela equipa comandada por António Pereira.

Disso mesmo deu conta o adjunto Tiago Mota, que foi após o triunfo sobre o conjunto beirão, o porta-voz da equipa técnica na sala de imprensa do Estádio do Bonfim. “Estamos nos quatro primeiros lugares e vamos fazer tudo para lá continuar. A nossa prioridade é terminar esta fase nas quatro primeiras posições. Depois de lá chegarmos, iremos para a outra fase com outros objectivos definidos”, vincou.

Ainda com 19 jornadas por discutir na zona Sul da Liga 3, os setubalenses têm consciência de que há ainda um longo caminho a percorrer nesta primeira fase. De resto esta ideia tinha sido transmitida pelo capitão José Semedo logo depois da derrota (2-0), do passado dia 21, no reduto do U. Leiria. “Isto é uma maratona, não é um sprint”, afirmou na altura o médio de 36 anos de idade.

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Em jeito de balanço, numa altura em que vai haver um interregno de três semanas na prova, o adjunto Tiago Mota admite que ainda há muito a fazer para potenciar um plantel a quem tece rasgados elogios. “A equipa ainda não está à imagem do que o mister quer. Isso ainda vai levar algum tempo. O empenho dos jogadores é o que nos deixa mais satisfeitos. Nos treinos trabalham imenso e não se negam a nada. É um grupo muito trabalhador e gostamos muito disso”.

O próximo compromisso oficial do Vitória só terá lugar a 19 de Setembro, dia em que defrontam o Sporting B. Instado a revelar se a paragem na competição será benéfica para consolidar processos e integrar melhor os novos jogadores ou se preferia jogar já, Tiago Mota tem um misto de sentimentos. “Preferíamos já jogar no próximo fim-de-semana, mas, devido à gente nova que chegou, não podemos dizer que vai ser mau”.

Depois da paragem causada pela primeira eliminatória da Taça de Portugal, em que os sadinos ficaram isentos e que servirá também para a Selecção Nacional realizar os seus compromissos, a equipa liderada por António Pereira actuará na Academia de Alcochete. “A realidade é que queremos competir e se houvesse jogo já era mais agradável do que estar agora três semanas sem jogar”, frisou o adjunto que já na época passada tinha estado com o treinador no Alverca.

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“Muitas vezes vamos ter de defender”

Questionado sobre a partida de sábado com os beirões, que os sadinos já venciam por 3-0 aos 26 minutos, Tiago Mota salientou a forma pressionante como a equipa entrou no jogo. “Sabíamos que ia ser um jogo muito difícil. Durante a semana observámos o Oliveira do Hospital e sabíamos que nos ia criar muitas dificuldades. Como era nosso objectivo, entrámos fortes, a pressionar a primeira fase de construção do adversário. Se o fizéssemos, como veio a acontecer, iríamos recuperar algumas bolas e chegar aos golos”.

Já com o resultado em 3-0, Tozé Marreco, treinador do Oliveira do Hospital, abdicou de Diogo Abdul e lançou Hamed Doukoure, aos 29 minutos, alteração que levou o Vitória a readaptar-se. “Depois o adversário mexeu no jogo e na equipa, tirando um defesa e colocando um médio. Tivemos algum tempo para nos adaptarmos a essa realidade. Depois de o fazermos continuámos fortes como era nosso objectivo”.

Questionado sobre se a equipa tirou o pé do acelerador na segunda parte, permitindo que o adversário fizesse dois golos, o adjunto Tiago Mota prefere ver as coisas de outro prisma. “Foi mérito do Oliveira do Hospital que nos obrigou a defender nessa fase. Sabemos que não vamos conseguir estar 90 minutos a pressionar as equipas. Muitas vezes vamos ter de defender e vamos ter de estar preparados para isso”.

Tiago Mota, de 35 anos, sublinha que nem sempre a equipa vai conseguir fazer o que pretende nos embates que vai fazer. “Somos o Vitória e é claro que queremos estar sempre em cima do adversário, mas isso não vai ser sempre possível”, disse, fazendo uma ressalva. “Temos muita gente nova a chegar à equipa e ainda não temos os processos que nós queremos. O conjugar de vários factores permitiu-nos corresponder sempre e isso foi o mais importante”.

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