23 Setembro 2021, Quinta-feira
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Juventude Azeitonense é uma das potências da patinagem artística no distrito de Setúbal

Conquistou recentemente o título de campeão distrital e prepara-se agora para participar nos campeonatos nacionais que se disputam em Setembro

 

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O Juventude Azeitonense é um dos clubes de referência da patinagem artística no distrito de Setúbal, os resultados ultimamente conseguidos são prova disso.

A qualidade do trabalho realizado pela equipa técnica liderada por Pedro Guerreiro [que está há mais de 20 anos no clube] e a capacidade dos atletas em assimilar de forma exemplar os seus ensinamentos têm resultado em pleno e daí também a chamada de alguns atletas aos estágios das selecções nacionais. Tendo em conta os bons resultados conseguidos e a excelência do trabalho realizado, o SETUBALENSE foi ao encontro de Pedro Guerreiro no sentido de apurar os factores que têm contribuído para o sucesso.

Esta época está a ser muito positiva para o Juventude Azeitonense!

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Os resultados que temos obtido têm a ver com o facto de termos aproveitado a pandemia para alterarmos um pouco a forma como desenvolvemos os treinos, tendo em conta os horários escolares e as aulas online. Tivemos oportunidade de fazer uma multiplicação dos treinos, aproveitando as manhãs e as tardes e isso foi importante, assim como a experiência de alguns atletas que possuem já um nível bastante elevado.

Recentemente foram campeões distritais a nível colectivo. Isso foi, evidentemente, importante para o clube?

Foi a primeira vez que conquistámos o título de campeões distritais, era um objectivo nosso. Os outros clubes que competem connosco também são fortes, mas nós desta vez conseguimos ser melhores. Tínhamos ficado sempre à porta e nunca tínhamos conseguido este título, foi óptimo para nós. Demonstra a qualidade da patinagem que ensinamos no Juventude Azeitonense, obviamente, ficámos contentes com isso.

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O clube teve recentemente dois atletas no estágio de preparação para o Campeonato da Europa. Acredita que eles têm possibilidade de representar mesmo a selecção nacional?

Eles fizeram parte de uma equipa alargada que foi chamada pela Federação, mas, entretanto, já saiu a convocatória final e eles não estão incluídos. No entanto, o Micael Santos, que é cadete, tem fortes possibilidades de vir ainda a participar numa prova internacional, a Taça da Europa, que vai ser realizada em Portugal, em Paredes, porque é uma prova onde alguns dos atletas mais jovens são chamados para um primeiro contacto internacional.

Para além destes, há outros atletas que poderão vir também a merecer destaque na modalidade?

Sim, temos outros atletas que têm possibilidade de ficar nos 10 primeiros no campeonato nacional e serem também chamados para os trabalhos da selecção nacional.

O vosso objectivo é ter atletas a praticar a modalidade ou prepará-los para a competição?

As duas coisas estão interligadas. Os atletas de que estivemos a falar até agora, são de topo e têm como sonho alcançar a excelência. Nos escalões mais baixos, as crianças com menos idade também querem lá chegar e nesse sentido vão praticando a modalidade para ver se é realmente aquilo que querem porque a patinagem artística é um desporto exigente que requer muitas horas de trabalho e dedicação. Alguns vão evoluindo e mais tarde poderão atingir o nível que pretendem, mas entre uma coisa e outra vão-se mantendo em actividade que é muito importante para a sua saúde física e mental.

E esta é uma modalidade bastante complicada porque têm que conciliar a patinagem com a vertente artística. Verdade?

É cada vez mais complicada porque o sistema de pontuação mudou. Está como a patinagem no gelo, onde os elementos são diferenciados e estão tabelados, tanto os elementos técnicos que executam como a sua performance em termos de componente artística. Ou seja, todos os elementos que compõem o programa são contabilizados para a nota final. Os mais expressivos, ou tecnicamente mais evoluídos pontuarão mais, mas os que forem bons nas duas áreas, terão obviamente mais hipóteses de ganhar.

Em que patamar coloca neste momento o Azeitonense a nível distrital e nacional?

A nível distrital estamos no topo, somos um dos clubes de referência e possuímos uma escola com 90 praticantes. A nível nacional estamos, como um conjunto de clubes que não é assim tão alargado, que lutam pelos 10 primeiros lugares, não em termos colectivos porque ainda não temos um grupo de atletas tão grande como outros a competir a esse nível, mas já temos alguns atletas que são referência, e isso é uma coisa que nos alegra, apesar das dificuldades que sentimos para treinar.

Quais são as próximas competições?

Vamos ter os campeonatos nacionais, que serão disputados em duas fases na zona de Leiria, uma entre os dia 17 e 19 de Setembro e outra entre 15 e 17 de Outubro. Estamos na expectativa porque temos quatro atletas da patinagem livre em que apostamos para ficarem nos 10 primeiros lugares.

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José Pina
Jornalista
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