26 Julho 2021, Segunda-feira
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“Ajudaram-nos bastante e aprendemos muito com eles no Vitória FC”

Gonçalo Batista não esquece forma como colegas mais velhos acolheram os jovens

“Somos miúdos e gostamos muito de ouvir as histórias que têm para nos contar”, diz.

 

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Utilizado em 17 dos jogos realizados pelo Vitória FC no Campeonato de Portugal, o médio Gonçalo Batista, de 19 anos, foi um dos elementos que se deu a conhecer na temporada 2020/21. Na sua segunda época em Setúbal, o jovem nascido no Barreiro não tem dúvidas em afirmar que a experiência vivida no clube representou uma aprendizagem que lhe será muito útil no futuro.

Em entrevista ao programa Sair a Jogar, do Canal 11, Gonçalo Batista admitiu que o facto de ter partilhado o balneário com jogadores mais experientes, que receberam os mais novos muito bem desde o início, foi uma mais-valia. “Em vez de ficarem no seu canto, por serem mais velhos, e não darem tanta confiança aos mais novos, Zequinha, Semedo, Mano, Nuno Pinto, Bruno Luz, Mendy e François acolheram-nos muito bem”.

O médio mostra-se grato aos colegas mais velhos. “Puxaram por nós e sempre foram bastante abertos para os mais novos. Ajudaram-nos bastante e aprendemos muitas coisas com eles no Vitória. Só lhes temos a agradecer”, vinca, revelando que mesmo durante as viagens para os jogos contam episódios que viveram. “Somos miúdos e gostamos muito de ouvir as histórias que têm para nos contar. Ficámos maravilhados. É uma grande aprendizagem”.

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Antes de chegar ao Vitória em 2019/20 para actuar nos juniores, Gonçalo Batista passou pelo Quinta do Conde, Sporting, Amora, Barreirense e Benfica. Desse percurso são vários os episódios que o jovem guarda. “Com sete anos fiz captações no Sporting. Éramos cerca de 70 jogadores e só três é que ficaram. Eu fui um deles e os outros dois ainda lá foram mais duas ou três vezes para ver se entravam. Eu fiz logo o meu trabalho e fiquei”.

Olhando para trás, o médio dos sadinos reconhece que foi um feito ter sido eleito, mas na altura houve na sua família quem tivesse dado mais importância ao facto de ter jogado de leão ao peito. “Era pequenino e não ligava muito. Na altura, para o meu avô, que já faleceu, o maior orgulho era eu representar o Sporting. Hoje em dia dou valor”.

Já depois do Sporting, Gonçalo Batista fez um interregno no seu percurso quando foi viver para França. “Vim de França, onde estive cinco anos, voltei para Portugal e fui para o Amora. Acolheram-me muito bem e fiz lá um ano (2015/16). Entretanto, saí para o Barreirense, para o campeonato Nacional, com o João Marques [n.d.r.: actual colega de equipa no Vitória]. Fiz meia época até o Benfica chamar-me. Decidi que estava na altura de dar um salto, daí ter optado pelo Benfica onde tive uma aprendizagem incrível”.

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Depois de representar os benfiquistas surgiu a hipótese de rumar aos espanhóis do Deportivo da Corunha. A experiência na Galiza foi dura para o jogador, que na altura, confessou, pensou em desistirl. “Foi uma experiência única, mas foi complicado estar longe da família. O primeiro ano correu-me bastante bem e no segundo tive lesões e andei mais com a cabeça em baixo”.

Por esse motivo, acabou por regressar a Portugal. “Pedi para rescindir contrato e voltei para cá. Tentei desistir do futebol. Estar longe dos meus pais e da minha família deixou-me muito em baixo. Não dava o que tinha para dar. Decidi voltar para Portugal”. Nessa altura o seu caminho voltou a cruzar-se com o do treinador Alexandre Santana com quem tinha antes trabalhado na Selecção Distrital da AF Setúbal. “O mister Alexandre Santana soube que estava em Portugal e não tinha clube. Falámos e aceitei a oportunidade de vir para os juniores do Vitória. As coisas começaram a correr-me bem e a motivação começou a voltar”.

Com o ânimo em alta, Gonçalo Batista acabou por ser chamado, aos 18 anos, à equipa principal, que venceu a série H do Campeonato de Portugal e participou na fase de acesso à II Liga, tendo terminado na 3.ª posição. “A época correu-me muito bem e quero agradecer ao mister Alexandre Santana pela oportunidade que me deu. Agora é trabalhar para dar sequência ao que fiz e poder ajudar a equipa ao máximo”.

O jogador, que actua no meio-campo ou como extremo, aponta a “rapidez e qualidade técnica” como suas principais características. Em relação ao futuro, Gonçalo Batista alimenta o sonho de jogar no campeonato inglês ou espanhol. “Trabalho para chegar ao mais alto nível no futebol: Premier League e La Liga são os meus sonhos e objectivos. Trabalho todos os dias para chegar lá, se Deus quiser”.

 

Final da 2.ª Divisão joga-se domingo em Paio Pires

 

O campo Vale D’Abelha, em Paio Pires, foi o palco escolhido para acolher a final do Campeonato Distrital de seniores da 2.ª Divisão da Associação de Futebol de Setúbal (AFS) entre o Vitória FC e Monte Caparica AC, respectivamente, vencedores da série A e B da prova. A partida que atribuirá o título de campeão está agendada para o próximo domingo, pelas 17 horas.

No mesmo comunicado oficial, emitido ontem pela Direcção do organismo que rege o futebol regional, a AF Setúbal anuncia, “que após reunião efetuada com os clubes qualificados” ficou também definido que a partida de apuramento do 3.º e 4.º lugar, que oporá o UF Comércio e Indústria B (da série A) e o CF Trafaria (B) terá lugar no sábado, a partir das 17 horas, no campo do Juncal, Moita.

Ricardo Lopes
Jornalista
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