16 Maio 2022, Segunda-feira
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“Só nós sabemos o que passámos e mesmo assim nunca desistimos e conseguimos fazer uma época incrível”

Marcos Raposo elogia “equipa fantástica” do Vitória FC

Defesa, de 21 anos, marcou três golos em 22 jogos no Campeonato de Portugal 2020/21

 

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Concluída a temporada da equipa principal do Vitória Futebol Clube, que lutou até à derradeira jornada pela subida à II Liga, é hora de fazer balanço. O defesa Marcos Raposo, de 21 anos, fê-lo na sua rede social Instagram e não hesitou em destacar o trabalho realizado pela equipa numa época extremamente difícil. “Só nós sabemos o que passámos e mesmo assim nunca desistimos e conseguimos fazer uma época incrível”.

Se colectivamente o desempenho do grupo foi extraordinário, na opinião do jovem central, em termos individuais a aprendizagem e evolução foi uma constante, garantiu o jogador que alinhou em 22 partidas e apontou três golos no Campeonato de Portugal. “Foi uma época em que aprendi muito e consegui alcançar os meus objetivos pessoais graças a esta equipa fantástica”.

Marcos Raposo, que inicialmente formou dupla no eixo da defesa com João Serrão, terminou a temporada ao lado do senegalês François. Nas palavras que escreveu no Instagram termina em inglês, afirmando que “foi um prazer”. Será que expressão que pode ser interpretada como uma despedida? Só o tempo dirá se o atleta que sonha um dia chegar à Selecção nacional vai continuar a vestir de verde e branco em 2021/22.

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Em entrevista concedida ao programa Sair a Jogar, do Canal 11, o defesa falou da satisfação de ter alinhado quase sempre no onze inicial. “É sempre bom quando jogamos a titular. Trabalho sempre para o fazer. Independentemente de o ser ou não, de jogar cinco ou 10 minutos, quando entro em campo tenho que dar tudo. Não posso chegar ao fim com o sentimento de que poderia ter dado mais. Nos treinos é igual, claro”.

Marcos Raposo revelou que deu os primeiros passos no futebol na Medideira. “Comecei a jogar no Amora, com cerca de cinco anos de idade, e depois fui para o Monte da Caparica. Seguram-se o Cova da Piedade, Belenense e Casa Pia, onde estive dois meses. Recebi um convite de um mister dos juvenis do Vitória e decidi aceitar. Era uma boa oportunidade para mim”.

“Sempre sonhei chegar à equipa principal”

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Em 2020/21, depois de na temporada transacta ter representado os sub-23, seguiu-se a estreia na equipa principal pela mão do treinador Alexandre Santana. “O ano passado estive nos sub-23 e neste estou na equipa principal. Foi um orgulho quando me chamaram. Sempre sonhei chegar à equipa principal. Estar ao lado de pessoas como o José Semedo, Zequinha, Nuno Pinto, Mano e François, todos jogadores mais velhos e experientes, permite-nos aprender muito com eles todos os dias”.

Marcos Raposo, na altura com 20 anos de idade, destacou a forma como os mais velhos reagiram à inclusão dos mais jovens. “Eles brincavam com isso. Diziam que não acreditavam que pudéssemos ter chegado onde chegámos. Não nos conheciam, mas, pouco a pouco, foram vendo que havia qualidade. A formação do Vitória tem qualidade, caso contrário não teríamos conseguido fazer o que fizemos até agora”.

Apesar de não terem tido apoio dos adeptos nos estádios, o central garante que sentiram sempre o carinho dos adeptos. “É uma pena não podermos ter adeptos no estádio, mas os adeptos fazem sempre questão de estar à porta do nosso estádio a apoiar-nos. É incrível”, disse, referindo que conhece a sensação de jogar com público no Bonfim. “Pelos juniores, já joguei no Bonfim com adeptos, pelos seniores não tive essa oportunidade. Desejo que isso aconteça. É uma força extra sentir o apoio do público”.

Na hora de apontar os seus atributos, Marcos Raposo não hesita. “A minha principal característica é ser um central muito rápido. Tenho as pernas grandes, sou alto (1,91 metros). Sou forte no um para um defensivo, raramente perco uma boa nessa situação. Tento sempre dar tudo”, frisa, apontado as suas principais referências. “Gosto muito do Sergio Ramos e Van Dijk. Ultimamente tenho assistido aos jogos do Rúben Dias no Manchester City e gosto muito de o ver. Estou a tentar aprender muito com ele. Vejo muitos vídeos de defesas centrais”.

Em relação às metas que gostaria de atingir, o defesa é peremptório. “Seria um orgulho representar a Selecção nacional. É o sonho de todos os jogadores, seria incrível. Em termos de campeonatos, sempre ambicionei jogar na Premier League, em Inglaterra. Para mim, é o melhor campeonato do mundo. Sempre desejei chegar aí ou à Liga espanhola. É um sonho, mas passo a passo chega-se lá. Tenho de continuar a trabalhar, todos os dias”.

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