21 Junho 2021, Segunda-feira
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Treinador Alexandre Santana garante que “Vitória FC não vira a cara à luta”

Sadinos prometem fazer tudo para vencer na Amadora e manterem-se na corrida pela subida

“É mais difícil? É. Parece-nos quase impossível? Também, mas se fosse fácil não era para nós”

 

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O Vitória Futebol Clube está obrigado a ganhar no domingo na visita ao reduto do Estrela da Amadora para continuar a alimentar a esperança de reentrar na discussão pelo primeiro lugar da fase de acesso (Zona Sul) à II Liga. Após as derrotas com o União de Leiria e Torreense (ambas por 2-1) as hipóteses de êxito são ténues, mas, no Bonfim, ninguém atira a toalha ao chão.

A garantia é dada pelo treinador Alexandre Santana que aponta ao duelo na Reboleira. “Vamos à Amadora para ganhar e trazer os três pontos para continuarmos a somar e a potenciar jogadores. Vamos claramente chegar ao próximo jogo com uma ideia de vitória, como sempre tivemos. Vamos dar tudo o que temos para dar. Se não acontecer a vitória e não formos felizes temos de arcar com as consequências”.

O timoneiro dos sadinos deixa ainda uma garantia aos adeptos. “Quero que as pessoas saibam que quem está aqui dentro dará sempre o melhor e quererá sempre a vitória. Não encaro o futebol de outra forma. Garantidamente no jogo que aí vem com o Estrela da Amadora o Vitória FC vai procurar os três pontos com estes jogadores que estão cá desde o início. Todos juntos num caminho só. Vai ser assim até ao último momento”.

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E acrescenta: “Independentemente de estarmos todos tristes, não vamos virar a cara à luta. Há jogos para fazer, um clube para dignificar e é para isso que vamos trabalhar como até aqui ou mais ainda. Duvido que sejamos capazes de fazer mais, uma vez que temos feito muito, mas vamos de certeza continuar a fazer um bom trabalho dentro das nossas possibilidades. Os pergaminhos do clube não nos deixam pensar de outra forma”.

Confrontado com o facto de o duelo com os amadorenses ser decisivo para o apuramento, o técnico é peremptório. “É mais difícil? É. Parece-nos quase impossível? Também, mas se fosse fácil não era para nós. O que está para trás é passado. Temos sempre que olhar para a frente com olhar de vitória. Se tivéssemos na liderança com seis ou sete pontos de vantagem teríamos de encara o próximo jogo da mesma forma”.

Os mais de 110 anos de história do emblema vitoriano não permitem pensar de outra forma, vinca. “Estamos num clube com uma posição cultural muito vincada em que, mesmo que ganhemos 10-1, o que se vai falar muitas vezes é do golo que sofremos. Vivo com isso porque durante muitos anos vivi como sócio e adepto na bancada e quero que continuem a ser assim. É Setúbal, é o Vitória”.

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Alexandre Santana reconhece que por estes dias o factor psicológico ganha relevo. “Cabe à equipa técnica e staff pegar nos jogadores que temos e puxá-los para cima, motivá-los e trazê-los para a realidade que é ter oito meses de trabalho e duas derrotas que nos deixam um bocadinho mais longe mas não matematicamente porque, se ganharmos para a semana, e se o Torreense e U. Leiria empatam ficamos mais próximos”.

Sobre a derrota de sábado com o Torreense, o treinador chama a si a responsabilidade da mesma. “Enquanto líder tenho de me chegar à frente e dizer que o principal responsável por esta derrota sou eu. Sou eu que tomo decisões e trabalho os jogadores no treino. Elogio-os enquanto homens e jogadores. Sempre trabalhámos como nunca desde o primeiro momento. O que fizeram desde que estamos juntos foi brilhante e jamais se apagará da minha memória”.

Ainda sobre o assumir de responsabilidades, o timoneiro é claro. “Vou dar sempre a cara quando os momentos forem menos bons e sempre que os que estão lá dentro trabalharam no seu limite como o fazem. Se não o fizessem se calhar não daria a cara por eles. Vou encarar sempre de frente todas as pessoas dentro e fora do clube porque se há alguém que se tem de chegar à frente sou eu”.

O técnico, que garante que “não existe ninguém, adepto ou sócio, que quisesse ganhar tanto como a equipa”, lembra que passado recente não apaga o que foi feito antes. “Continuamos a ser as mesmas pessoas que estavam aqui há oito meses e continuaremos com muito orgulho a fazer o nosso trabalho com estes jogadores, direcção e staff envolvidos no processo. Não nos podemos esquecer de tudo aquilo que conseguimos projectar e fazer até este momento”.

Alexandre Santana considera que a tristeza que sentiu no grupo ainda no relvado, logo após o último jogo, é exemplificativa do sentimento forte que os atletas sentem pelo clube. “Estavam tristes. Senti-o logo na roda que fizemos no final do jogo. Mal era se não estivessem tristes. Sei que os homens que tenho sentem muito esta camisola. Não é fácil. Tem de se ter qualidade, garra e muitos atributos para a conseguir vestir. Todos eles têm dado tudo para conseguirem ajudar a equipa e o clube”.

Ricardo Lopes
Jornalista
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