8 Maio 2021, Sábado
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Vitorianos recordam lenda nigeriana Rashidi Yekini

Avançado falecido em 2012 apontou 101 golos pelos sadinos

“Nove anos da partida de um símbolo do Vitória”, escreveu o clube

 

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Ao longo de mais de 110 anos de história muitos futebolistas envergaram a camisola do Vitória Futebol Clube, mas apenas alguns conseguiram alcançar o estatuto de autênticas lendas na memória dos adeptos. Um dos nomes incontornáveis dessa lista é Rashidi Yekini, avançado nigeriano, falecido a 4 de Maio de 2012, aos 48 anos de idade, que representou os sadinos em várias épocas na década de 1990.

Nove anos após o desaparecimento do jogador, que fez 101 golos em 141 partidas realizadas pelos setubalenses, clube e adeptos lembraram ontem o jogador que tantas alegrias lhes deu. “Nove anos da partida de um símbolo do Vitória. Mais de 100 golos oficiais. Melhor marcador da Liga Portuguesa na época de 1993/94. Uma tarde inesquecível frente ao Benfica que culminou numa vitória contundente”.

O texto escrito na página oficial do Facebook do Vitória remete para aquele que é provavelmente o jogo mais memorável realizado por Yekini ao serviço do Vitória. Numa recepção às águias, a 23 de Novembro de 1993, o nigeriano foi o herói ao apontar dois golos no triunfo (5-2) sobre os encarnados numa temporada em que, com 21 golos, se sagrou o melhor marcador da competição, cujo título foi ganho pela equipa da Luz.

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Passados mais de 27 anos, milhares de vitorianos ainda têm bem presente o encontro que contribuiu para o avançado africano entrar na galeria de atletas inesquecíveis. Numa tarde em que Yekini esfarrapou a defesa benfiquista, que viu Sérgio Araújo, Paulo e Gomes e Chiquinho Conde marcarem os outros golos sadinos, os números só não atingiram números maiores porque dois remates desferidos por Yekini fizeram estremecer os ferros da baliza defendida por Neno.

Refira-se que o Vitória, então treinado por Raul Águas, chegou a esse encontro, referente à 10.ª jornada da I Divisão, em último lugar, contando apenas com uma vitória e um empate, mas acabou por surpreender o Benfica então orientado por Toni. O êxito alcançado teve o condão de catapultar a equipa para uma boa temporada, acabando por terminar a prova na 6.ª posição da tabela.

Com quase centena e meia de partidas realizadas pelo Vitória e mais de uma centena de golos marcados não faltam momentos em que Yekini se destacou nas diferentes épocas em que representou o clube. Em 1992/93, o ‘Jaquim’, como era carinhosamente chamado pelos vitorianos, foi determinante ao apontar 34 golos na II Divisão de Honra, pontaria que ajudou o clube a regressar à elite do futebol nacional.

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O jogador que representou os setubalenses durante cinco temporadas (entre 1990 e 1994, e na época 1996/97), também alinhou nos espanhóis do Sp. Gijón, nos gregos do Olympiacos, nos suíços do FC Zurique e do Biizertin, e terminou a carreira nos nigerianos do Gateway FC, em 2005. Ao serviço da seleção nigeriana, Yekini foi 58 vezes internacional e marcou 37 golos, ajudando as “super águias” a chegar ao seu primeiro mundial, em 1994, ano em que foi eleito o melhor jogador africano.

Foi também o primeiro jogador nigeriano a marcar em fases finais de Mundiais, ao apontar o primeiro golo na vitória por 3-0 ante a Bulgária no Mundial dos Estados Unidos (1994). Além disso, foi também considerado Jogador Africano do Ano em 1993. Yekini, que em Setúbal formou uma dupla de ataque temível com o moçambicano Chiquinho Conde, só deixou de jogar aos 40 anos, no Gateway, da Nigéria.

A morte prematura de Yekini – assinalaram-se ontem os nove anos sobre o seu falecimento – apanhou na altura de surpresa o mundo futebol. Em Setúbal, todos os que conheceram o avançado, vencedor da Taça das Nações Africanas em 1994 pelo seu país, não esquecem um desportista que se impunha pela sua imponente presença física (1,88 metros), pelo facto de ser um atleta possante e dono de um remate poderoso.

 

Kamo Kamo continua de fora com Torreense

 

Entretanto, o plantel principal do Vitória continua a preparar a estratégia que vai colocar em prática no embate de sexta-feira, agendado para as 18 horas, frente ao Torreense. Na partida a contar para a terceira jornada da fase de acesso (Zona Sul) à II Liga, os comandados de Alexandre Santana vão, após a derrota (2-1) sofrida domingo no reduto da União de Leiria, vão tentar reencontrar-se com os êxitos.

Tal como aconteceu nos últimos encontros, o avançado moçambicano Kamo Kamo, devido a uma lesão contraída a 30 de Março no duelo que a sua selecção travou com Cabo Verde, não vai poder dar o contributo à equipa. Com seis golos apontados nos 15 jogos que fez pelo Vitória na série H do Campeonato de Portugal, a ausência de Kamo Kamo, de 21 anos, representa uma baixa de vulto.

Recorde-se que o último encontro que fez pelos setubalenses foi a 14 de Março, dia em que ajudou a equipa na igualdade (1-1) obtida diante do Amora, no Estádio do Bonfim. Antes dessa jornada, o atacante tinha marcado por uma vez em cada uma das goleadas impostas nas rondas anteriores frente ao Lusitano de Évora (5-2) e Pinhalnovense (4-1). Mais longa é a ausência do médio Mathiola, de 23 anos, que, também por lesão, não actua desde 13 de Novembro 2020 (triunfo 3-1 no reduto do Moura).

Ricardo Lopes
Jornalista
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