10 Maio 2021, Segunda-feira
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“Há jogadores que não têm dinheiro para sobreviver nem para regressar aos seus países”

Incumprimento salarial no Pinhalnovense

O último ordenado pago foi em Fevereiro. Quanto ao restante, os jogadores nada sabem porque a SAD nada adianta.

 

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O caso não é novo no futebol português, mas é uma realidade. Apesar da Federação Portuguesa de Futebol ter imposto regras mais apertadas aos clubes a verdade é que continua a haver quem não cumpra com as suas obrigações. É o que se está a passar no Pinhalnovense Futebol SAD que ainda não regularizou a situação salarial dos seus jogadores, apesar do campeonato já ter terminado há algum tempo.

 

Os jogadores preocupados com a situação organizaram-se, formaram um grupo e prometem avançar já esta segunda-feira para o sindicato, caso não obtenham resposta às suas pretensões.

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Um dos elementos do grupo adiantou ao Setubalense que não têm tido “qualquer informação sobre quando os ordenados vão ser pagos. A administração da SAD está sempre a adiar e nós não temos qualquer resposta concreta. Estamos todos nas mãos do investidor”.

 

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Os jogadores estão a passar dificuldades e os estrangeiros não têm dinheiro para sobreviver, nem para voltarem para os seus países. “Houve um africano que precisou de dinheiro para enviar para casa para a família e rejeitaram o pedido, dizendo que não tinham condições para pagar e há outros que querem regressar mas não têm dinheiro para as viagens”.

 

O incumprimento está a chegar aos dois meses mas a situação não é nova. “Tem sido assim desde o início, temos andado sempre com os ordenados em atraso mas nesta altura, a situação tornou-se insuportável porque há quem já não tenha dinheiro para pagar a renda da casa, nem a prestação do carro e começa a pedir dinheiro emprestado, o que não é nada bom”.

 

Outro elemento do grupo de trabalho contou ao nosso jornal que um colega de equipa “viajou para o seu país sem um euro no bolso e outro ia viajar no dia seguinte também sem dinheiro, nem os testes de covid pagaram para eles poderem viajar. Os brasileiros pediram a viagem mas ninguém mandou. O contrato que assinámos foi até Maio mas o último ordenado que recebi foi em Fevereiro”.

 

Perante esta situação a maior parte dos jogadores decidiu avançar já esta segunda-feira para o sindicato para tentar receber aquilo a que tem direito.

 

Um dos jogadores com quem falámos fez questão de salientar que “os portugueses conseguem-se orientar minimamente mas para os estrangeiros, que estão longe das suas famílias, isto é problemático. Nós estamos solidários com eles e temos tentado ajudar mas chega a uma altura que já não conseguimos”.

 

Entretanto, pelo que conseguimos apurar infelizmente não são apenas os jogadores que estão em dívida. A equipa técnica só termina o contrato a 30 de Junho mas o último mês que recebeu foi o de Janeiro e continua também sem ter notícias da SAD, acontecendo o mesmo em relação ao restante staff.

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