11 Maio 2021, Terça-feira
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“É um momento com que todos sonhávamos há muito tempo”

Adesão dos atletas no regresso de “Os Pelezinhos” superou expectativas

Teste massivo aos jovens jogadores permite voltar aos treinos no campo municipal da Várzea

 

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Ao contrário do que se chegou a temer, o Clube Desportivo “Os Pelezinhos” regressou na segunda-feira aos treinos com uma adesão que superou as expectativas dos responsáveis do emblema que é referência no futebol de formação em Setúbal. No campo municipal da Várzea apresentaram-se cerca de 150 jovens dos petizes (nascidos em 2014/15) aos juniores (2002/03), que tiveram resultados negativos à covid-19,

O presidente José Pereira estava radiante por voltar a ver a bola a rolar, mas confessou que chegou a duvidar que o regresso fosse possível. “Sinto uma alegria enorme por vê-los aqui. É um momento com que todos sonhávamos há muito tempo. Depois de todas as incertezas, constato que este reinício foi melhor do que aquele que cheguei a temer depois de termos tido no início da época uma redução de quase 100 miúdos inscritos na Associação de Futebol de Setúbal”.

Pedro Ramos, treinador dos iniciados A de “Os Pelezinhos”, não tem dúvidas de que, aliado à questão da segurança dada pelos testes, a possibilidade de regresso da competição contribuiu para que a quebra no número de atletas não se verifique no escalão que orienta. “Por só se poder treinar depois de realizados os testes à covid-19, todos os jogadores, pais, treinadores e dirigentes, se se sentem mais seguros. A perspetiva do regresso da competição também dá alento aos miúdos. Em iniciados A [nascidos em 2006], acho que vou ter os mesmos, ou até mais, jogadores”.

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A cumprir o seu primeiro ano de júnior, Miguel Castro, de 17 anos, estava “feliz” por rever os seus colegas e voltar a treinar dentro das quatro linhas, mas confidenciou, antes de começar o treino, estar céptico sobre as vantagens que o regresso da competição terá para si. “No meu caso, sinceramente, não sei se vale a pena. Sou adolescente e, depois de tanto tempo de confinamento, não quero perder o verão para competir. Além disso, tenho como objetivo entrar no ensino superior”, vincou o estudante do 12.º ano da Escola Secundária Bocage, que se vai candidatar ao curso de Gestão de Sistemas Informação, do Instituto Politécnico de Setúbal.

O presidente da direcção José Pereira, acompanhado pelo líder da Assembleia Geral Virgílio Ribeiro, frisou que só com o esforço de todos os envolvidos, a começar pelos encarregados de educação dos jovens atletas, foi possível reatar os treinos numa altura em que outros emblemas vizinhos não o fizeram nem vão fazer. “Infelizmente, tenho conhecimento de outros clubes da cidade que desistiram. No nosso caso, estamos aqui porque os pais se dispuseram a pagar 12,50 euros por cada teste à covid-19 que realizámos no sábado (102 a jogadores e dois a treinadores)”.

O dirigente, que se recandidata à presidência do clube nas eleições de 5 de Maio, explicou que “Os Pelezinhos” só não voltaram aos treinos no campo municipal da Várzea na passada semana, quando tal já tinha sido autorizado pelas autoridades competentes, porque os testes ainda não tinham sido realizados. “Para quem não tinha tido ainda os seus educandos testados nas respetivas escolas, quisemos encontrar a solução mais económica para não sobrecarregar os encarregados de educação que, em vários casos, tinham dificuldade em suportar o custo”.

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No sábado, foram feitos 102 testes a jogadores e dois a treinadores, porque “os restantes já tinham sido testados nos estabelecimentos de ensino que frequentam”, explicou. A segurança não é descurada desde que os jovens de “Os Pelezinhos” entram de máscara no rosto no campo municipal da Várzea. De termómetro na mão, junto ao recipiente de álcool gel, não é preciso ver o sorriso de Teresa Mestre para perceber na sua voz e nos seus olhos que está feliz ao dar as boas-vindas aos “meninos”.

A viúva do antigo presidente Mário Mestre, dirigente falecido há três anos que durante 16 anos liderou o clube, confessa não caber em si de felicidade, apesar da receção que dá aos seus “meninos”, como carinhosamente os trata, ser bem diferente da que desejava. “Não tenho palavras para descrever o que senti quando aqui entrei hoje, depois deste tempo todo sem os ver treinar. Só tenho pena de não os poder abraçar e dar beijinhos”, revelou de termómetro na mão, garantindo, “felizmente”, que ninguém tem febre e todos podem aceder ao campo para treinar em segurança.

Ricardo Lopes
Jornalista
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