11 Maio 2021, Terça-feira
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Vitória FC joga hoje o primeiro duelo na luta pela subida à II Liga

Sadinos defrontam Estrela da Amadora hoje (15 horas) no Bonfim

Alexandre Santana revela “sentimento de gratidão pelos profissionais exemplares” que tem

 

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Após assegurar o primeiro lugar da série H do Campeonato de Portugal, o Vitória Futebol Clube joga hoje, a partir das 15 horas, no Estádio do Bonfim, a primeira de seis finais da fase de acesso (Zona Sul) à II Liga. Num agrupamento em que também estão a União de Leiria e o Torrense, o sorteio do calendário ditou que o oponente da ronda inaugural seja o Estrela da Amadora, vencedor da série G.

Alexandre Santana, treinador dos setubalenses, considera que os quatro emblemas presentes nesta fase partem em pé de igualdade, uma vez que todos têm condições para triunfar frente a qualquer adversário e em qualquer campo. “É quase como uma Liga dos Campeões porque todos nós podemos ganhar e perder pontos com qualquer adversário”, disse em entrevista ao Canal 11.

Chegados a esta fase, os vitorianos prometem tudo fazer para vencer o grupo e posteriormente discutir o título diante do vencedor da Zona Norte. “A única coisa que todos nós ambicionamos é lutar pela subida à II Liga. Sabemos que todas as equipas que aqui chegaram são, nada mais, nada menos, que as melhores oito de uma competição onde estavam 92 clubes”.

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Na iniciativa promovida pelo Canal 11 em que estiveram presentes os treinadores do Estrela da Amadora, União de Leiria e Torrense, Alexandre Santana sublinhou o mérito dos quatro clubes em estarem na fase que arranca esta tarde. “Qualquer equipa que chegou a esta fase, com os campeonatos que fizeram em que ganharam muito mais do que perderam, por essa razão é que aqui chegaram”.

Apesar da ambição do Vitória em terminar a Zona Sul na frente da tabela, o timoneiro dos sadinos recusa-se a pensar em quem pode apanhar na final da série Norte (Braga B, Pevidém, Trofense ou Anadia). “Não vale a pena olhar para isso enquanto estivermos aqui. Primeiro temos de encher o copo de água e só depois bebê-lo”, refere, frisando a importância da evolução da equipa. “O primeiro grande desafio para que os jogadores se possam emancipar, crescer e valorizar dentro de qualquer estrutura, neste caso na nossa mas no futuro em qualquer uma. Depois sim olhamos para os nossos adversários. Vamos ter de batalhar”.

O êxito na fase regular não apagam as incertezas que houve no arranque da temporada, frisa Alexandre Santana. “Iniciámos a época sem plano de treino, na expectativa diária de reformulação constante sobre aquilo que nos ia acontecendo. Devido à queda do clube para esta divisão e à reorganização não conseguimos ter uma estrutura fechada e consolidada no início da competição”.

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Esta realidade contrasta de forma flagrante com o que aconteceu desde a primeira hora com os outros emblemas. “Tivemos uma constante readaptação desde o momento inicial. Os clubes que vamos defrontar nesta fase criaram desde cedo uma estrutura base, pensada e fundamentada para atacar uma subida de divisão. No nosso caso vimos o que tínhamos e depois ajustamo-nos”.

“Amora fez um campeonato fantástico”

Não obstante o Vitória ter terminado a série H com mais seis pontos que o Amora, 2.º classificado, o treinador dos verdes e brancos salientou as dificuldades sentidas na prova e elogiou os amorenses. “O Amora fez um campeonato fantástico. Foi um clube que eliminou o Feirense da Taça de Portugal. O Amora podia estar aqui. Foi no jogo entre Vitória e Amora (1-1 no Bonfim), na antepenúltima jornada, que se definiu quem ia passar”.

“Depois disso o Amora acabou por perder cinco pontos nos últimos dois jogos, mas até aí foi um adversário de uma valia muito grande e maturidade superior à nossa”, reconheceu o treinador do Vitória que na primeira volta do campeonato venceu no Estádio da Medideira, por 2-1, com um bis do médio Bruno Ventura.

Numa equipa em que salienta o colectivo, o médio, de 20 anos, tem-se destacado no Vitória. “Se pegarmos só nos números, é inquestionável que sim. Juntando assistências e golos, com 20 anos de idade é difícil considerá-lo apenas uma revelação. Há jogadores com muita qualidade em todos os plantéis”, afirma o líder da equipa técnica.

“No nosso caso, há jogadores com 17, 18 e 19 anos que foram uma revelação para mim e representaram uma aprendizagem constante. Fizeram-me muito mais treinador depois de ver a qualidade que apresentam nos treinos e nos jogos. Todos os dias saímos do Bonfim maravilhados e com um sentimento de gratidão pelos profissionais exemplares que têm sido dos 17 aos 36 anos”, afirmou.

Entre os jogadores mais experientes figuram, entre outros, nomes como Semedo (36 anos), Mano, Nuno Pinto e Zequinha (todos com 34). Este último sobressaiu em relação aos colegas pelos 16 golos marcados que o tornam no goleador-mor da competição. “Foi o melhor marcador e tem uma humildade tremenda. Jogadores que tiveram muitos anos como profissionais e com uma maturidade muito grande há uma tendência de se pensar que, agora que vieram a este patamar, que se vão desleixar e cair”.

Puro engano, assegura Alexandre Santana. “Muito pelo contrário. É muito fácil trabalhar com eles, são super profissionais. No caso deles, é muito fácil serem líderes não só pelo que fizeram, mas pelo exemplo que são, mas também pelo que transmitem. Só jogam neste patamar porque gostam de jogar futebol, se assim não fosse, com a carreira que fizeram, já tinham abandonado”.

Ricardo Lopes
Jornalista
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