11 Maio 2021, Terça-feira
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“Todos somos importantes do primeiro ao último jogo do ano”

Estrela da Amadora, Torreense e União de Leiria são os adversários do Vitória FC.

Terminada a fase regular, Alexandre Santana aponta ao play-off com mensagem clara

 

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Já com o primeiro lugar da série H do Campeonato de Portugal garantido, o Vitória FC apresentou uma média de idades de 21,5 anos na derradeira jornada da fase regular diante do Aljustrelense. Foi um prémio para os jovens menos utilizados?

Não foi só dar minutos por dar. Quisemos fazê-lo com jogadores dentro do mesmo sector que se articulassem com outros colegas de forma a percebermos na segunda fase da prova onde poderão ser mais úteis. Premiámos pelo trabalho e desempenho, não costumo dar bombons só por dar, mas quando as pessoas trabalham e merecem.

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Demos alguma rotatividade e fizemos descansar alguns jogadores a pensar na segunda fase e limpar os cartões amarelos para temos o aspecto disciplinar mais limpo. Quisemos também passar a mensagem de que todos somos importantes do primeiro ao último jogo do ano. É assim que queremos terminar e para isso temos todos de trabalhar no mesmo sentido.

Mesmo com sete alterações no onze o Vitória ganhou 2-0. Gostou da exibição da equipa?

Na globalidade, gostei, mas na conversa que tivemos ao intervalo, disse-lhes que não podemos baixar a guarda e houve momentos em que o fizemos um bocadinho. Tanto eu, como qualquer treinador que aqui está ou jogador, se quer pensar grande e evoluir nunca pode baixar de nível nem deixar de ser exigente consigo próprio. Na primeira parte, houve momentos em que isso aconteceu, mas na segunda conseguiram dar um salto qualitativo. Independentemente do resultado e daquilo que a outra equipa nos provoque, de negativo ou positivo, temos de ambicionar sempre mais.

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Qual a sua análise ao jogo?

Um jogo de futebol não é matemática em que se treina determinadas situações e as coisas saem sempre da mesma forma. No futebol, damos algumas directrizes aos jogadores, de acordo com os vários momentos do jogo, e depois compete-lhes decidir o melhor possível. Claro que entrando novos jogadores existem novas dinâmicas que estes trazem. Do ponto de vista estratégico, tentámos aproveitar o espaço dos corredores laterais dados pelo Mineiro (Aljustrelense), com três centrais e dois laterais bem projectados aparecia-nos alguma capacidade de explorar esses espaços. Fomos conseguindo criar situações de aceleração com alguma aceleração nesses momentos. Marcámos o golo e tivemos mais duas ou três oportunidades claras na primeira parte em que podíamos ter feito o golo. Na segunda parte, tentámos trazer algum equilíbrio ao jogo com jogadores menos utilizados. No final, foram mais três pontos, com dois golos do Rodrigo Pereira, que tem 18 anos. Fez golo na jornada anterior com o Louletano (1-1) e agora marcou novamente. Penso que é desta forma que vão crescendo.

O Vitória termina a série H invcito e já sabe que vai ter União de Leiria, Torreense e Estrela da Amadora no play-off de subida à II Liga. Como perspectiva a fase seguinte?

Será uma segunda fase difícil em que qualquer clube pode ganhar e perder pontos em qualquer campo. É quase como se fosse a Liga dos Campeões. Todos os clubes presentes na próxima fase ganharam o campeonato na regularidade que apresentaram nos jogos efectuados. Todas se vão apresentar com a ambição de ganhar porque, caso isso não aconteça, não estão lá a fazer nada. Garantida a subida à Liga 3, todos ambicionamos algo mais. Todos vamos dificultar a vida uns aos outros e vai ganhar a equipa que fizer mais golos e sofrer menos. Não há grandes expectativas de imprevisibilidade, há, isso sim, uma continuidade de trabalho e o objectivo de preparar cada jogo como uma final, procurando explorar as maiores fragilidades dos adversários e protegendo-nos dos aspectos em que são mais fortes. A parte estratégica vai ter um peso ainda maior, esperemos que os nossos jogadores consigam dar uma resposta como têm dado até aqui e que continuemos o nosso caminho. Ninguém pode fazer futurologia e afirmar o que aí vem. O importante é trabalhar e pensar jogo a jogo.

O esquema táctico vai sofrer alteração, tendo em conta os adversários?

O sistema táctico inicial é, por si só, uma estrutura inicial do jogo. Fazê-lo em 4x3x3 ou 4x4x2 é uma posição de partida porque daí em diante o importante são as dinâmicas que podemos criar em termos ofensivos e defensivos. Do ponto de vista do sistema, as coisas não se vão alterar muito. Importante é percebermos as situações em temos de nos proteger dos aspectos positivos da outra equipa e onde podemos aproveitar as oportunidades que nos dão para chegar ao golo.

Não consigo perceber o que se fala agora de futebol positivo e negativo. Percebo que uma equipa de futebol tem objectivos para ganhar e, para isso, precisa de marcar mais golos do que os que sofre. Com quase 100 por cento de certeza, o sistema não vai mudar o que vai mudar seguramente são as nossas dinâmicas nos vários momentos de jogo, tento em consideração o adversário que vamos defrontar, o campo que vamos ter, a posição na tabela classificativa. Só desta forma teremos maiores probabilidades de ter sucesso.

Ricardo Lopes
Jornalista
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