11 Maio 2021, Terça-feira
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“Foi uma época demasiado difícil e muito desgastante que nos colocou à prova”

Ricardo Estrelado, treinador do Pinhalnovense

À partida para a última jornada tanto poderia alcançar o apuramento para o play-off como descer de divisão. As coisas correram bem no derradeiro encontro e o objectivo foi alcançado

 

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Numa época bastante complicada e depois de alguns sobressaltos, o Pinhalnovense conseguiu a permanência no Campeonato de Portugal alcançando assim o seu principal objectivo. A equipa partiu para a última jornada com a sua situação indefinida porque tanto podia obter o passaporte para disputar o acesso à 3.ª Liga como poderia descer de divisão.

Consciente da realidade, o grupo de trabalho uniu-se mais que nunca e foi a Moura disposto a mostrar o seu real valor que, se não tivesse sido beliscado numa ou outra situação, poderia ter evitado a indefinição relativa à manutenção e conquistado um lugar entre os cinco primeiros.

Ricardo Estrelado, que treinou pela primeira vez uma equipa no Campeonato de Portugal, em entrevista ao Setubalense, mostrou-se satisfeito com o seu desempenho e com o trabalho desenvolvido por todo o grupo de trabalho e adiantou que é muito provável que se mantenha no comando da equipa na próxima temporada.

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O Pinhalnovense terminou com o mesmo número de pontos do 5.º classificado mas não conseguiu o apuramento para o play-off. Está desiludido?

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Não, de forma nenhuma. O fundamental era garantir a manutenção porque o clube está nos campeonatos nacionais há muitos anos seguidos mas não escondo que o segundo objectivo passava por chegar ao quinto lugar. Fomos para a última jornada com essa possibilidade e fizemos tudo para conseguir ir ao play-off mas como estávamos pendentes de outros resultados, não foi possível, paciência. Temos que dar os parabéns a quem lá chegou, a quem se manteve e deixar uma palavra de apreço à equipa que acabou por descer nesta luta intensa.

 

Foi um campeonato disputado de forma renhida mesmo até ao fim!

O Campeonato de Portugal é super competitivo, como ficou demonstrado, uma competição muito difícil onde a diferença é o pormenor. Há equipas com orçamentos mais poderosos mas dentro do campo muitas vezes isso não se nota. Com o decorrer do tempo e das várias jornadas essa diferença acaba por surgir mas no confronto directo são mínimas. Foi o que aconteceu nesta série, com a dúvida a persistir até ao fim, onde as equipas da frente, à excepção do Vitória FC, nem sempre ganharam.

 

Em termos de Pinhalnovense a época teve alguns sobressaltos?

Infelizmente saíram notícias que causaram alguma instabilidade no grupo de trabalho devido à situação salarial, mas a verdade é que está tudo em dia. Houve de facto alguns atrasos ligeiros mas também houve demasiada especulação sobre o tema, que deveria ser tratado internamente. Tenho também de dizer que comecei a época como treinador mas não fui eu que construí o plantel e com isto não me estou a desculpar com nada. Depois houve algumas alterações com a entrada e saída de jogadores, situação que é normal acontecer mas a verdade é que não fizemos pré-época. Estes pormenores como já disse acabaram por causar alguma instabilidade e gerou alguma desconfiança. Foi de facto uma época demasiado difícil e muito desgastante que nos colocou à prova até ao fim. Felizmente conseguimos a manutenção que era o objectivo principal e fomos para a última jornada com possibilidades de ir ao play-off que também não nos dá nada de especial a não ser o acesso a um mini-campeonato que seria também muito difícil para o Pinhalnovense. Subir à 3.ª Liga era um sonho mas seria também um problema para o clube que seria obrigado a jogar em campo de relva natural, para além da exigência de outros pressupostos.

 

Qual o balanço que faz desta época?

Para mim foi uma época bastante positiva pela experiência no Campeonato de Portugal, a demonstração como treinador. Apesar de nunca ter treinado uma equipa neste campeonato não quer dizer que não estivesse pronto para isso. Só podemos ganhar experiência estando lá. Compreendo que pudessem existir algumas dúvidas sobre as minhas capacidades, mas acho que a prova está dada. É evidente que o trabalho não é só meu mas também dos meus adjuntos e dos jogadores que demonstraram sempre grande atitude e grande compromisso. Juntos, conseguimos o objectivo de manter o clube pela 22.ª vez consecutiva nos campeonatos nacionais, honrando a história mais recente do Pinhalnovense.

 

Agora que a época terminou qual vai ser o futuro do Pinhalnovense?

Sim, é um facto. A época terminou mas como se sabe para fazer parte da liga 3 e liga 2 há que cumprir os tais pressupostos financeiros. Espero que quando for altura para apresentar a documentação não apareça nenhum clube a dizer que não tem condições para isso. No caso do Pinhalnovense, vamos continuar a treinar mais uma ou duas semanas para nos mantermos activos e depois começar a pensar na próxima época.

 

Isso quer dizer que o futuro de Ricardo Estrelado passa pela continuidade no Pinhalnovense?

Já foi manifestado o interesse e eu estou disponível para continuar porque gostava de construir um projecto de raiz que me permita começar a planificar o trabalho desde o princípio. Depois de ter feito uma época como esta, sinto-me mais preparado. Espero que isso aconteça mas vamos ter que nos sentar para acertar as coisas. Penso que esta seja também a vontade da administração.

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