29 Novembro 2021, Segunda-feira
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“O nosso objectivo é trazer o Vitória à I Liga em dois anos”

“Vamos convocar AG para que os sócios decidam se querem que o investidor que temos participe no capital da SAD”, revela.

 

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Quais as razões que o levam a candidatar-se à presidência do Vitória FC?

Tenho ouvido e lido aquilo que se diz. A única hipótese de o Vitória clube sobreviver é a SAD sobreviver. Há um grande antagonismo de algumas pessoas contra a SAD, mas a SAD é o Vitória. Por obrigação da Federação, a SAD tem de ser constituída para que haja futebol profissional. Já ouvi falar em refundações, mas um novo Vitória nunca será este Vitória, com 110 anos de história. Propus-me, com a equipa que está comigo, a salvar a SAD e consequentemente salvar o clube. Como? Tendo um investidor para participar no capital da própria SAD, tal como em Janeiro eu apresentei. Estaríamos muito longe da situação em que estamos agora se fosse aceite na altura, mas os sócios assim o decidiram. Para salvar a SAD e o clube e ter um Vitória de primeira, como diz o nosso ‘slogan’, no futebol, no andebol e noutras modalidades. Esta é a nossa ideia e plano de fundo.

 

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Como pretende gerir o clube e a SAD de forma a sobreviverem na pior fase da vida do Vitória?

Com dinheiro. Nas minhas contas são 3,5 milhões de euros sem retorno no primeiro ano, mas o Vitória não acaba aí. Depois irá subir à II Liga. Para a fase regular no Campeonato de Portugal (CP) a equipa está bem, mas depois precisa de uns melhoramentos para a 2.ª fase em que se luta pelo acesso à II Liga. Ao chegarmos aí já demos um passo em frente, já teremos mais receitas, o investimento já tem de ser menor. O investimento da SAD é também investimento no clube. E, depois, lutar pela subida à I Liga para fazermos o que tínhamos programado em Janeiro. O objectivo é trazer o Vitória à I Liga em dois anos.

 

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Quais os parceiros que tem para o conseguir?

Quem investe sabe os objectivos e não podemos mentir a ninguém. Temos de apresentar os números e algum suporte documental disso. As pessoas acreditam porque o Vitória é um clube diferente de todos. O investidor que estava comigo em Janeiro [n.d.r.: milionário Gérard Lopez, presidente  proprietário do Lille] tinha projectos no Belenenses, Boavista, aqui, ali e acolá. Foi aqui que ele quis e é aqui que também vai querer. O investidor é deste mesmo grupo.

 

O que pode adiantar neste momento sobre o investidor?

As pessoas sabem a área em que eu me movo e que está ligada a Gérard Lopez e Luís Campos, que está completamente disponível para ajudar, mesmo nesta fase, colocando jogadores e não só. Claro que a lei impede que Gérard Lopez, que adquiriu recentemente a SAD do Boavista, venha a adquirir a SAD do Vitória, mas há muita maneira de fazer as coisas e há pessoas próximas e empresas gigantes. É este o caminho, esta pessoa traz credibilidade e propôs-se, mais uma vez, a ajudar o Vitória. Não é Gérard Lopez em nome próprio ou uma empresa indirecta dele porque isso não pode ser porque já investiu no Boavista. Há um universo em volta de todas essas empresas, nos EUA, de onde provavelmente sairá a empresa investidora, Inglaterra, Bélgica e França, onde estão já vários clubes. Por muitos conhecimentos e capacidade que tenha, não é fácil explicar e convencer um investidor que não nos conheça e não tenha já acreditado em nós. Nesta fase do Vitória, ninguém consegue trazer um investidor, por muito sério que seja, sem haver uma relação prévia. Tenho esse capital de confiança com essas pessoas.

 

Em comparação com os candidatos Paulo Rodrigues e Nuno Soares, o que o leva a pensar que é a melhor opção para presidir ao Vitória?

Não tenho de falar dos outros, não me serve de nada fazê-lo. Os sócios conhecem as pessoas e são eles que têm de decidir. Já dei provas de capacidade e experiência. É preciso conhecer pessoas na Federação, na Liga e nos tribunais. O Vitória não pode ser uma ilha. Há muita gente a querer ajudar o Vitória. Em Portugal há quem o queira fazer. O caminho não é fácil e os sócios têm de estar preparados para isso. Têm de se unir de uma vez por todas e deixar de desconfiar de toda a gente.

 

Qual a será a sua prioridade for eleito presidente?

Vou ter de falar com os funcionários e jogadores que estão numa situação calamitosa. Já dei também indicações ao nosso candidato a presidente da MAG para, tão rápido quanto possível, convocarmos uma Assembleia-Geral para que os sócios decidam se querem que o investidor que temos participe no capital da SAD para podermos recolocar o Vitória na I Liga.

 

Que mensagem quer deixar aos sócios?

Votem. Para o fazer têm de acreditar. Tenho experiência, capacidade e conheço o Vitória como as minhas mãos e toda a gente no futebol. Não me ia meter nisto senão tivesse comigo uma pessoa capaz de cumprir este projecto de colocar o Vitória de novo na I Liga. Se a SAD cair em insolvência, acaba a SAD e acaba o clube como o conhecemos, com 110 anos de existência. Proponho salvar a SAD e o clube de forma clara. Tenho uma pessoa séria comigo. Nunca me iria meter numa direcção e levar pessoas sérias atrás de mim se isto fosse um sonho. Não é, é uma realidade. Logo que seja possível vamos marcar uma AG e os sócios vão decidir se querem ter novamente o Vitória na I Liga em dois anos. Só é possível com a entrada de um investidor no capital da SAD. Ninguém coloca 3,5 milhões de euros no primeiro ano mais um tanto no segundo sem ter retorno. Este tipo de investidores não vem aqui à espera de fazer fortuna em dois ou três anos. Eles já têm a sua fortuna e amam o futebol. Sabem que têm de rentabilizar o clube, promovê-lo e chegar à Europa para depois venderem jogadores por milhões. Agora, é preciso ter investidores para não acontecer o que já aconteceu em Portugal. Par mim, são estas pessoas que estão comigo que me podem ajudar a colocar o Vitória onde tem de estar.

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