1 Julho 2022, Sexta-feira
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Antigo jogador do Comércio e Indústria recorda título conquistado há 50 anos

O que recebemos naquela altura como prémio foi a camisola do jogo em que nos sagrámos campeões e um jantar para todos os jogadores numa discoteca que havia na zona de Palmela, a Cubata”, conta Joaquim Amador.

 

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Joaquim Amador foi atleta do Comércio e Indústria, jogava na posição de guarda-redes e em 1968/1969 integrava a equipa que conquistou o título de Campeão Distrital da 2.ª Divisão. Agora, 50 anos depois da primeira conquista, o clube alvinegro voltou a levantar o troféu, mas o ex-atleta ainda não se esqueceu da forma como tudo aconteceu naquela altura.

“O Comércio e Indústria esteve muitos anos sem futebol sénior e, quando pensou em regressar, formou uma equipa com alguns juniores e outros jogadores que já tinham passado pelo clube”, começou por referir para depois acrescentar.

“O campeonato era disputado em duas fases e nós ficámos apurados para a fase final que seria disputada por quatro clubes. Entretanto, houve um problema detectado pela AF Setúbal relacionado com uma equipa do Barreiro (Quinas) que tinha jogadores mal inscritos e acabou por ser afastada da competição, que prosseguiu apenas com três equipas; Pinhalnovense, Marítimo Rosarense e Comércio e Indústria. Nós, só fizemos um jogo em Setúbal, os outros foram realizados no Pinhal Novo e os dois restantes à noite no Montijo. A época já ia longa e tivemos que jogar à noite no campo do Montijo porque era onde havia iluminação. Mas, mesmo assim fomos campeões e subimos de divisão”, realça Joaquim Amador.

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O antigo guarda-redes do clube sadino diz que “houve jogadores desta equipa que depois ainda chegaram a jogar na 1.ª divisão, estou a lembrar-me do Trindade que foi depois para o Boavista onde esteve muitos anos”.

Naquela altura quase que se pagava para jogar e o futebol era muito diferente do que é hoje mas havia muita camaradagem e jogava-se por amor à camisola, daí os festejos não terem sido muito relevantes.

“O que recebemos naquela altura como prémio foi a camisola que vestimos no jogo em que nos sagrámos campeões e depois um jantar com todos os jogadores, numa discoteca que havia na zona de Palmela, a Cubata. A festa não foi muito grande porque o Comércio e Indústria tinha poucas condições”, contou Joaquim Amador que antes de ingressar no clube alvinegro representou também o Vitória Futebol Clube.

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“Passei também por outros clubes mas terminei no Faralhão na altura em que lá estava o Vítor Batista, que também se despediu como jogador. Nós já nos conhecíamos do tempo em que estivemos ambos no Vitória, eu jogava nos juvenis e ele nos juniores porque havia uma diferença de dois anos. Depois voltamo-nos a encontrar e acabámos por terminar a carreira de jogador no mesmo clube”, contou o antigo jogador do Comércio e Indústria que guardava religiosamente consigo a foto publicada pelo Setubalense, em Julho de 1969.

Comentários

José Pina
Jornalista
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