8 Maio 2021, Sábado
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UNIÃO FUTEBOL CLUBE MOITENSE “Paragem forçada causa apreensão mas o problema é comum a todos”

Presidente João Soeiro aborda a questão do coronavírus, dos efeitos negativos que pode causar e deixa algumas críticas aos méritos desportivos municipais.

 

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Como é que o Moitense está a viver esta situação causada pelo coronavírus?

Estamos a viver a situação de acordo com a nossa postura, assente no sentido de responsabilidade, colocando acima de tudo, os interesses do clube, interesses esses que são da salvaguarda da saúde, bem-estar e segurança dos nossos atletas, assim como de todos os agentes desportivos que no seu conjunto fazem acontecer diariamente este universo chamado União Futebol Clube Moitense.

 

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Está preocupado com aquilo que poderá vir a acontecer a nível competitivo?

É com muito agrado que verificamos a excelente qualidade do trabalho desenvolvido diariamente no Complexo Desportivo do Juncal, e os frutos daí advindos. Esta paragem forçada, causa alguma apreensão, face ao desejado, mas ainda incerto reinicio, no que concerne à continuidade do nível competitivo das nossas equipas, demonstrado até aqui. Seja como for, este problema é comum a todos, logo todos estão em igualdade de circunstâncias.

 

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“Só a morte não tem remédio”

 

Devido à incerteza sobre o reinício das competições. Que opinião tem sobre a forma como os campeonatos devem terminar?

Se os campeonatos terminassem agora, o Moitense tinha garantida a permanência no Campeonato Distrital da 1ª Divisão (seniores). Os juniores subiriam de divisão na condição de Campeões Distritais. Os Iniciados venceriam a série no Complementar, que é a segunda prova oficial a seguir ao campeonato. Muito bom, sem dúvida. No entanto, é nosso desejo que as diversas provas, possam seguir o seu percurso inicialmente traçado. Se tal não for possível, penso que devem ser os clubes no seu conjunto a assumir a responsabilidade da solução. Aconteça o que acontecer, só a morte não tem remédio, porque tudo o resto se resolve, mesmo que a solução não agrade a todos, a maioria há-de decidir, é assim a democracia.

 

Para o Moitense esta paragem tem efeitos negativos?

No início de cada época, os clubes ajustam os seus orçamentos à medida da estimada entrada de receitas. Qualquer paragem forçada altera toda a previsão. No caso do Moitense que tem compromissos com a banca, por via dos empréstimos contraídos, para fazer face ao auto financiamento na instalação dos relvados sintéticos, a inesperada situação pode ter efeitos de alguma apreensão não propriamente para o clube, mas para os seus avalistas (fiadores), tais como eu próprio, o tesoureiro Mário Santos, e o sr. Hugo Almeida, proprietário da empresa que gere o Intermárche da Moita.

Seja como for, mesmo que à partida pudéssemos prever esta ou qualquer outra dificuldade no caminho, e porque a vida não são só facilidades, e também porque o carácter também se vê nos momentos menos fáceis. Nenhum de nós hesitaria fazer exactamente o mesmo pelo clube do coração.

 

Mérito Desportivo

 

A CM Moita distinguiu recentemente alguns clubes pelo seu mérito desportivo. O que tem a dizer sobre a iniciativa?

Antes de prosseguir pretendo sublinhar que não é esse evento que nos move e ou desperta interesse. Também não vai beliscar as boas relações com a Autarquia. E por último, saudações desportivas para os homenageados nestas 21 edições. Nada disto me impede de dizer que em minha e nossa opinião, o evento assenta critérios desconhecedores da realidade desportiva. Ao longo destes 21 anos, o Mérito Desportivo do União FC Moitense, traduzido  em resultados  nunca foi reconhecido pelos promotores desse evento. O clube sagrou-se seis vezes Campeão Distrital em vários escalões, uma em infantis, que é o título máximo possível nesse escalão em que não existe campeonato nacional, com final ganha em Sesimbra por 3 – 1 ao Vitória de Setúbal. Venceu um torneio Internacional de Futebol Juvenil “Aveiro Cup” em final disputada com o Beira Mar de Aveiro que na altura militava no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de Seniores. Foi vice-campeão do Torneio Internacional de Futebol Juvenil “Champions in Loures”, e atingiu a meia-final no maior Torneio Internacional de Futebol Juvenil, GOTHIA CUP, na cidade de Gotemburgo (Suécia) tendo sido o primeiro clube português a participar nesse torneio.

Venceu também em vários escalões os Torneios Complementares, que são as segundas provas da Associação de Futebol de Setúbal, que conta com perto de 13 mil atletas inscritos. Vencer um campeonato distrital de futebol, obriga a ser os melhores num conjunto de 16 equipas, cerca de 480 atletas e centenas de horas de treino e jogo. Não tive conhecimento que algum clube do concelho da Moita tenha sido campeão nacional em basquetebol, andebol, voleibol, hóquei em patins e futebol, também sabemos que não, isso é só para os muito grandes. Tenho a certeza que esses critérios foram criados por alguém que de desporto nada sabe e incompreensivelmente ainda não foram corrigidos.

José Pina
Jornalista
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