26 Junho 2024, Quarta-feira

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Lagoa Pequena conjuga observação de aves e educação ambiental em espaço interpretativo

Lagoa Pequena conjuga observação de aves e educação ambiental em espaço interpretativo

Lagoa Pequena conjuga observação de aves e educação ambiental em espaço interpretativo

Observatório Lagoa Pequena|

Projecto ligado ao ambiente e sustentabilidade resulta de parceria entre a Câmara Municipal, o ICNF e a SPEA

 

Integrado na maior zona húmida da Península de Setúbal, o Espaço Interpretativo da Lagoa Pequena (EILP) é sítio eleito para a observação de aves, atendendo à variedade de espécies que nele encontram o melhor sítio para se abrigar, descansar, alimentar-se ou reproduzir-se.

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Vários caminhos, ladeados por vegetação, levam aos quatro observatórios a partir dos quais é possível ficar a conhecer as aves e plantas do habitat. O galeirão é a ave que existe em maior número no espaço, onde residem também alguns mamíferos como a lontra.

A Câmara Municipal de Sesimbra e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) trabalham em parceria desde 2006 para proteger e valorizar a zona de protecção especial de aves da Lagoa Pequena, tendo presente o objectivo de criar condições de visitação do espaço.

Seis anos depois, abria ao público o Espaço Interpretativo da Lagoa Pequena. “Este é um espaço mais dedicado à observação de aves mas,  além disso, os visitantes podem usufruir da paisagem e de todo o enquadramento, entre as lagoas, os passadiços, para um passeio em contacto com a natureza, e os quatro observatórios”, explica a Unidade Técnica de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Municipal de Sesimbra a O SETUBALENSE, em visita ao espaço.

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No que diz respeito às actividades desenvolvidas no espaço, destacam-se as de identificação do canto das aves, iniciação à observação de aves e diversos workshops. Também já aconteceram actividades de identificação de cogumelos e a observação de pirilampos faz a delícia de miúdos e graúdos: “tem sempre muito sucesso quando abrimos o espaço à noite, fora do horário normal, em Junho, quando as noites começam a ficar mais quentes mas ainda há humidade e o espaço fica cheio de pirilampos”.

As actividades em família estão entre os projectos que têm vindo a ser levados a cabo, com planeamento e acompanhamento da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), que acompanhou o projecto desde o início, tem desde 2016 uma parceria com a autarquia para dinamizar a visitação do espaço e em conjunto com o ICNF faz monotorização e contagem das aves existentes. O ICNF realiza também a manutenção do espaço consoante as necessidades das espécies.

Equipamento dedica quintas-feiras à comunidade escolar

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No EILP, decorre ainda um projecto educativo, também dinamizado pela SPEA e pelo município sesimbrense, no qual às quintas-feiras o espaço, encerrado ao público, apenas funciona para as escolas, do concelho mas não só.

As actividades são adaptadas consoante o ano de escolaridade “desde o pré-escolar até às universidades”. No âmbito do voluntariado que é possível realizar no local, a SPEA promove acções para participação nas contagens de aves e na remoção de espécies vegetais infestantes.

Há ainda um projecto na Bolsa Local de Voluntariado, que neste momento acolhe uma voluntária de longa duração e apoia na recepção dos visitantes e na preparação das actividades.

O espaço pode ser visitado de forma livre ou com visita guiada para grupos. No caso das visitas livres, não é paga a entrada. A SPEA tem uma caixa de donativos e o visitante “dá o que entender, se entender, e esse dinheiro será posteriormente aplicado no espaço”.

A equipa municipal partilha ainda que existem muitos fotógrafos a visitar e a permanecer no espaço durante longos períodos de tempo e regista “um aumento de procura de visitantes nos últimos tempos para lazer, passeios em família e estar ao ar livre”.

No que diz respeito a planos para o futuro, a Unidade Técnica de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Municipal partilha que gostariam “de ter um novo observatório, mais dedicado a receber grupos, das crianças das escolas mas não só, um observatório acessível a todos, com mais espaço, mais amplo e com janelas maiores”.

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