Autarquia pede que Governo reveja distribuição de Fundo de Equilíbrio Financeiro

Autarquia pede que Governo reveja distribuição de Fundo de Equilíbrio Financeiro

Autarquia pede que Governo reveja distribuição de Fundo de Equilíbrio Financeiro

Em pedido enviado ao ministro de Estado e das Finanças a câmara municipal explica as particularidades do território

A Câmara Municipal de Setúbal solicitou ao Governo a revisão dos critérios de distribuição do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF), defendendo que o financiamento das autarquias deve ter em conta não apenas a população e a dimensão territorial dos concelhos, mas também as suas características ambientais, demográficas e as necessidades de investimento em infraestruturas e serviços públicos.

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O pedido foi formalizado através de uma exposição dirigida ao ministro de Estado e das Finanças, com conhecimento do ministro da Coesão Territorial, no âmbito da preparação do Orçamento do Estado para 2027.

No documento, o município chama a atenção para as particularidades do território setubalense, que combina “um património natural de elevado valor ambiental, sujeito a condicionamentos territoriais rigorosos, com uma concentração populacional significativa e uma consequente pressão sobre infraestruturas, equipamentos e serviços municipais”, lê-se na informação do município.

Com cerca de 123.500 habitantes distribuídos por 230,3 quilómetros quadrados, o concelho integra áreas protegidas entre os quais o Parque Natural da Arrábida, a Reserva Natural do Estuário do Sado e territórios abrangidos pela Rede Natura 2000. A gestão e preservação destes espaços implicam responsabilidades adicionais para a autarquia, tendo em conta a sua relevância ambiental a nível nacional e internacional.

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A Câmara Municipal destaca também os encargos associados à densidade populacional, que obrigam a um investimento permanente na construção, manutenção e qualificação de infraestruturas, nomeadamente nas redes viárias e de transportes, no saneamento, nos espaços públicos, nos equipamentos coletivos e nos restantes serviços municipais.

“Neste contexto, a Câmara Municipal de Setúbal considera que o atual modelo de distribuição do FEF deve ser reavaliado, reforçando a ponderação dos condicionamentos ambientais e territoriais, da densidade populacional e da pressão sobre as infraestruturas e os serviços públicos”.

Entre as medidas propostas está a realização de uma avaliação técnica ao atual modelo de distribuição do fundo, acompanhada de simulações comparativas entre municípios com diferentes características demográficas, ambientais e territoriais. O objetivo é analisar possíveis alterações ao enquadramento legal e metodológico que rege a atribuição destas verbas.

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Com esta iniciativa, o município de Setúbal pede um “sistema de repartição dos recursos públicos mais equilibrado e adequado à diversidade das realidades municipais, garantindo que o cuidado sobre o património natural e as necessidades de desenvolvimento urbano e de prestação de serviços às populações encontram uma correspondência justa no financiamento das autarquias locais”.

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