Operação da PJ “Doca Seca” faz 11 detidos e apreende quatro lanchas rápidas

Operação da PJ “Doca Seca” faz 11 detidos e apreende quatro lanchas rápidas

Operação da PJ “Doca Seca” faz 11 detidos e apreende quatro lanchas rápidas

Foram ainda confiscados 12 motores de 300 cavalos cada, seis viaturas, seis galeras e 6600 litros de combustível

A Polícia Judiciária (PJ) deteve 11 suspeitos de tráfico internacional de droga por via marítima e apreendeu quatro “lanchas rápidas”, seis viaturas e 6600 litros de combustível, numa operação denominada Doca Seca, anunciou a PJ na sexta-feira.

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A operação realizada por elementos da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, levou à detenção dos suspeitos e à apreensão do material no interior de um armazém na zona do Seixal, “identificado e referenciado pela PJ por suportar a atividade logística de organizações criminosas que fazem uso de Embarcações de Alta Velocidade (EAV) no transporte de elevadas quantidades de droga” anunciou a PJ em comunicado.

Das lanchas apreendidas, duas estavam prontas para navegar e duas ainda em construção, tendo sido também apreendidos 12 motores de 300 cavalos cada, seis viaturas, seis galeras e 6600 litros de combustível.

Segundo o comunicado, durante a operação, que contou com o apoio da Polícia Marítima, foram também apreendidos um empilhador e várias ferramentas utilizadas pelas organizações criminosas para dificultar o trabalho de vigilância da polícia, como dois bloqueadores de sinal e várias câmaras de CCTV com emissão remota, bem como diverso equipamento utilizado para sobrevivência durante vários dias no mar.

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Os 11 suspeitos, todos homens estrangeiros, encontravam-se no interior do armazém em infração das regras sobre embarcações de alta velocidade e serão agora ouvidos em primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.

A PJ acrescentou que, “de forma preditiva e com base em indicadores de risco e informações provenientes de outros órgãos de polícia criminal nacionais e internacionais, tem vindo a incrementar e a operacionalizar, de forma ativa, ações especiais de prevenção no mar e em terra, com a finalidade de exercer um maior controlo junto das zonas de costa que apresentam maior risco de passagem e entrada de produto estupefaciente para a Europa”.

As investigações prosseguem para investigar os contornos e as ligações da rede criminosa.

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