Último debate dos Encontros com a Região centrou-se na mobilidade na península

Último debate dos Encontros com a Região centrou-se na mobilidade na península

Último debate dos Encontros com a Região centrou-se na mobilidade na península

Os movimentos pendulares foram pensados para levar as pessoas a Lisboa, e não para ligar os concelhos da região entre si  

A questão da mobilidade na região de Setúbal foi um dos temas centrais dos Encontros com a Região, num períplo que encerrou no município do Seixal. A Ponte Seixal–Barreiro, o metro de superfície e expansão do Metro Sul do Tejo marcaram este encontro onde os autarcas defenderam uma rede de transportes que ligue os concelhos da Península de Setúbal entre si, e não apenas a Lisboa.

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A ponte entre o Seixal e o Barreiro é uma das infraestruturas que que se fala há décadas, uma vez que faria, em poucos minutos, uma viagem que atualmente demora uma hora de autocarro, à volta do rio.

Este exemplo marcou o quinto e último Encontro com a Região, promovido pela Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal (CIMPS), que decorreu a 25 de setembro, no Seixal, dedicado à Mobilidade, Infraestruturas, Ordenamento e Conectividade.

A reunião refletiu que a rede de transportes na Península é um problema antigo, uma vez que os movimentos pendulares foram pensados para levar as pessoas a Lisboa, e não para ligar os concelhos da região entre si.  

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Na abertura do encontro, o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, sublinhou que o concelho quer crescer em empresas e emprego, e não apenas em habitantes. Deu como exemplo a chegada de grandes empresas como a Hovione, a DST, a Siemens e a Megasa, e lembrou que o Seixal é, pelo quarto ano consecutivo, o concelho do distrito com mais PME Líder.

Com a Península a caminho de um milhão de habitantes e os grandes projetos nacionais a exigirem milhares de trabalhadores, a mobilidade e as infraestruturas tornam-se decisivas.

Eduardo Medeiros, da Universidade Politécnica de Setúbal, apontou prioridades

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Concretas como a Ponte Seixal–Barreiro, com componente rodoviária, ferroviária e pedonal; um metro de superfície entre Almada, Seixal, Barreiro e Moita; a ligação do novo aeroporto à rede ferroviária convencional; mais comboios na linha Barreiro–Setúbal; ligações fluviais diretas ao Parque das Nações.

Por sua vez, Francisco Ferreira, da NOVA FCT, lembrou que o objetivo é a qualidade de vida. As emissões dos transportes deviam cair 40% entre 2005 e 2030, mas só caíram 9%. “Continuamos a construir cidades para o automóvel”, alertou.

“As novas gerações querem bons transportes públicos, não carro. Até as novas travessias chegarem, é preciso responder já, com mais oferta na Fertagus e com a expansão do Metro Sul do Tejo, que deve ser decidida agora e não daqui a dez anos. Defendeu ainda que não se ocupem solos de reserva ecológica e agrícola, que se reabilitem os centros urbanos e que se proteja o aquífero”, acrescentou.

O encontro do Seixal terminou o ciclo de Encontros com a Região, que passou pelo Barreiro, Sesimbra, Setúbal, Almada e Seixal. Os contributos recolhidos nos cinco encontros juntam-se às reuniões já realizadas com instituições, agentes económicos e sociais e academia, e vão ser incorporados no Plano Estratégico da Península de Setúbal 2028-2034.

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