Carlos André foi na passada terça-feira apresentado como diretor-geral para o futebol do Vitória e teve ao seu lado o presidente Francisco Alves Rito que salientou a importância do regresso do dirigente que três meses antes tinha deixado de exercer as funções de diretor desportivo. “É um regresso que nos enche de confiança porque vai permitir aperfeiçoar alguns aspetos do funcionamento do nosso departamento de futebol”, disse o líder dos sadinos.
O líder do emblema setubalense acredita que a escolha agora tomada vai ter efeitos positivos. “Voltarmos a tê-lo na nossa estrutura dá-nos mais confiança porque, com certeza, vamos melhorar e isso também terá naturalmente reflexo nos resultados desportivos”, vaticina aludindo à posição do clube na segunda metade da tabela na série 4 do Campeonato de Portugal, afirmando que Carlos André pode acrescentar bastante à nossa estrutura de futebol.
Depois de no arranque da época, Filipe Moreira ter acumulado as funções de treinador com a de diretor desportivo, Francisco Alves Rito explicou as razões de o terem feito. “Como sabem, tínhamos uma estrutura que passava por uma acumulação de cargos de treinador com diretor desportivo, atendendo às circunstâncias e ao perfil das pessoas que estavam a trabalhar connosco e que estiveram disponíveis na altura de montarmos a equipa para este ano”.
O presidente sublinhou que o regresso do diretor, de 44 anos, que tinha estado até há pouco tempo cerca de mês e meio ao serviço do Alcochetense, foi uma questão de oportunidade. “Com a disponibilidade do Carlos André, faz todo o sentido voltarmos a separar essas funções e enriquecermos a nossa estrutura de futebol com a experiência, o conhecimento de Vitória e o conhecimento do mundo do futebol que detém”.
E acrescenta: “Retomamos agora um projeto que, em termos da direção desportiva, tinha sido interrompido com o Carlos André. Temos a expectativa de corresponder a uma peça que faltava na nossa estrutura e damos as boas-vindas ao Carlos André. Desejamos, naturalmente, o melhor trabalho porque, com certeza, os resultados que por essa via se conquistarem são resultados para o Vitória”.
Francisco Alves Rito fez questão de explicar o papel do diretor-geral que trabalhará em simbiose com o treinador que deixa assim de acumular esse cargo com o de diretor desportivo. “Carlos André entra para as funções de diretor-geral do futebol, o que significa que assume também as funções de diretor desportivo, e isso é feito em total harmonia com o nosso ‘mister’ Filipe Moreira”, técnico que assistiu na terça-feira na sala de imprensa do Bonfim à apresentação do agora seu sucessor nas funções de diretor desportivo.
Gestão cautelosa e rigorosa
“Há aqui uma compreensão entre as três posições envolvidas: o ‘mister’, o novo diretor-geral e a direção do clube. O que se pretende é permitir que o treinador possa concentrar-se naquilo que é a sua função essencial de orientar a equipa e gerir o plantel em termos técnicos. Creio que com isso o Vitória vai ganhar, porque o treinador tem todas as condições agora para não se preocupar com outros temas e dedicar-se ao que é a essência das funções de treinador”, frisa o presidente.
“A entrada do Carlos André visa melhorar na organização, desde logo para separar as coisas e haver mais foco do treinador, e haver também quem complemente depois a organização na estrutura, nas funções que vão para além das do treinador”, explica, referindo que “esta é uma visão de longo prazo, uma vez que em termos de objetivos máximos, o que se ambiciona naturalmente é o regresso à I Liga”.
Francisco Alves Rito especificou o acordo a que o clube chegou com o diretor-geral. “Trata-se de um contrato com o Carlos André desta época (2026/27), mais duas, com números completamente dentro daquilo que é o patamar em que o Vitória se encontra. Friso isto porque, como é habitual nas redes sociais, começa já a haver muita desinformação. Não há loucuras, o Vitória, não só com o Carlos André, mas com toda a construção da equipa de futebol para esta época em que estamos no Campeonato de Portugal, é cautelosa e rigorosa”.
A propósito desta matéria, o líder do emblema setubalense diz que os sócios podem estar tranquilos com a gestão que está a ser feita e deixa uma mensagem de agradecimento ao diretor-geral. “Gostava de agradecer ao Carlos André a compreensão que teve no âmbito da negociação para chegarmos a um entendimento sensato e razoável tornando-o acessível ao Vitória Futebol Clube”.