Esta é uma luta que a autarquia e a Comissão de Utentes dos Transporte Públicos têm vindo a desenvolver, há já alguns anos
Esta é uma luta que a autarquia e a Comissão de Utentes dos Transporte Públicos têm vindo a desenvolver, há já alguns anos
O serviço de comboios da Fertagus é uma das preocupações do presidente da Câmara do Seixal, Paulo Silva. Na passada sexta-feira, o autarca apanhou a composição que partiu da estação de Coina, às 8h13, em direção Lisboa, tendo saído na estação de Corroios, onde expressou aos jornalistas, que o acompanharam na viagem, que a Fertagus “é o meio de transporte mais utilizado pelos seixalenses, e tem problemas de sobrelotação”, E não têm dúvidas em afirmar: “É necessário mais material circulante”.
Esta é uma luta que a autarquia e a Comissão de Utentes dos Transporte Públicos têm vindo a desenvolver, há já alguns anos, mas a resposta tem demorado a chegar.
Segundo o autarca, que aproveitou a Semana da Mobilidade, que termina terça-feira, 22 de setembro, para reforça a queixa sobre o serviço da Fertagus. A concessionária do comboio da ponte, “comprou duas novas carruagens que irão entrar em serviço em 2027”, mas afirma que “não chega”.
“É um mero paliativo perante os problemas existentes. É necessário mais material circulante, pelo que iremos continuar esta luta por melhores condições de transporte na Fertagus, para mais conforto dos habitantes do Seixal que vão para o seu local de trabalho, e não ficarem mais stressados como acontece habitualmente”.
Diz o autarca que tem indicação de que, em 2027, a Fertagus irá “tentar comprar mais material circulante em segunda mão. “Devido à bitola ibérica, será adquirido a Espanha”, porém a encomenda, “demora cerca de sete anos”.
Já quanto à Carris Metropolitana, diz Paulo Silva que e é dos meios de transportes com “menos queixas”. Tem tido um aumento grande de cobertura e, da parte da administração da empresa, “tem havido grande disponibilidade para adaptações, conforme vão chegando recomendações da parte da população para adaptações, de horários e de circuitos”. Além disso, “tem havido um trabalho constante entre o Gabinete de Mobilidade da autarquia e a Carris Metropolitana para a melhoria de serviço”.
Por sua vez o transporte fluvial da Transtejo/Soflusa, entre o Seixal e Lisboa, diz Paulo Silva que, nos últimos tempos, “tem havido uma melhoria de serviço”, nomeadamente com “menos supressões de carreiras e melhor cumprimento de horários”. E lembra: “Foi doloroso o arranque de toda a operação elétrica, que começou no Seixal, mas agora tem estado a funcionar melhor”, mesmo assim, o autarca afirma que abertura da carreira fluvial Lisboa-Seixal-Barreiro, “seria uma maneira de rentabilizar a infraestrutura dos barcos, porque tem uma taxa de ocupação que não é elevada e conseguir mais carreiras”.
A Semana Europeia da Mobilidade é assinalada no Seixal com incremento do uso de bicicleta, estando a ser trabalhada a construção de mais ciclovias, inclusivamente para ligar o Seixal a Corroios.