Município fez uma vistoria ao local e solicitou a intervenção de uma empresa. A situação, explica, pode estar relacionada com obras na área envolvente
Moradores queixam-se da falta de limpeza no Bairro Salgado, em Setúbal, e denunciam a existência de lixo acumulado, baratas, ratos e pombos mortos, sobretudo na Rua das Alcaçarias. Dizem que a “situação inaceitável” configura um “caso grave de insalubridade” e exigem a intervenção urgente da Câmara Municipal, que, asseguram, já foi alertada para o problema.
“É um problema de saúde pública. Há vizinhos que já se depararam em casa com baratas e até ratos, que vêm dos esgotos”, garante a O SETUBALENSE quem ali vive, mas que prefere não se identificar.
A situação “não é de agora”, mas tem vindo a “agravar-se nos últimos tempos”, apesar de ter sido reportada por mais do que uma vez. Os moradores exigem que sejam realizadas ações de limpeza, desinfestação e desratização nas ruas da zona, com urgência. E pretendem ainda ver “identificada a origem do problema”, de forma a que possa ser erradicada a possibilidade de futuras ocorrências do género.
Fonte oficial da Câmara Municipal de Setúbal revela que, face aos problemas reportados, foi realizada na última quinta-feira “uma vistoria” na zona da Rua das Alcaçarias pelos serviços técnicos municipais. “Foram inspecionadas várias tampas de saneamento existentes no local, tendo sido verificada a presença de baratas – situação que poderá estar relacionada com as obras em curso nas áreas envolventes”, explica, em resposta a O SETUBALENSE. E adianta que, em resultado desta mesma vistoria, “o município decidiu solicitar à empresa responsável pelo serviço a realização de uma intervenção” para sexta-feira passada, de forma “a dar resposta imediata à situação detetada”.
De acordo com a mesma fonte, no âmbito do plano de controlo de pragas, a autarquia já havia realizado no local uma “intervenção a 27 de abril [passado]” e está prevista a execução de nova ação “entre 14 e 25 de setembro”.
Ao mesmo tempo, sublinha que o município “dispõe de uma equipa que, diariamente, assegura ações de controlo de pragas em todo o território, intervindo de forma preventiva e sempre que são identificadas situações que justifiquem uma atuação”. “Durante os meses de maior atividade das pragas, entre abril e outubro, este serviço é reforçado com uma segunda equipa diária, permitindo aumentar a capacidade de resposta e intensificar as ações de controlo”, junta.
Estas intervenções “são realizadas de acordo com um plano de controlo de pragas que abrange toda a área do concelho, estando as diferentes zonas sujeitas a uma frequência de intervenção ajustada aos níveis de infestação identificados”. Neste âmbito, existem “áreas intervencionadas duas, três ou quatro vezes, em função do grau de infestação e das necessidades verificadas pelos serviços técnicos”, frisa a mesma fonte oficial da autarquia, a concluir.